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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

"Vamos encontrar vida inteligente extraterrestre até 2040", diz SETI

Seth Shostak Foto: SETI
Seth Shostak, do Instituto SETI (sigla em inglês para "Search for Extraterrestrial Intelligence", Instituto de Procura de Inteligencia Extraterrestre) garante que a primeira detecção de vida extraterrestre inteligente acontecerá nos próximos 25 anos, até 2040.

No próximo quatro de século, os cientistas da Terra terão detectado cerca de um milhão de sistemas solares (até hoje, foram detectados apenas algumas centenas), "uma quantidade que nos assegurará encontrar sinais electromagnéticos extraterrestres", disse Shostak numa intervenção durante a conferencia NIAC (NASA Innovative Advanced Concepts Symposium - Conferencia sobre Conceitos Inovativos Avançados da NASA), que teve lugar na Universidade de Stanford, em 6 de Fevereiro último.

Para Shostak, seres extraterrestres inteligentes não fazem parte da ficção científica, são uma realidade. Que falta provar. O optimismo deste especialista do SETI baseia-se em observações de planetas feitas pelo telescópio espacial Kepler, "que demonstrou que a nossa galáxia está repleta de mundos capazes de ter vida como a conhecemos", recordou Shostak.

"A minha dedução é que se apenas uma em cada cinco estrelas da Via Láctea (a nossa galáxia terá cerca de 200 biliões de estrelas) tem pelo menos um planeta onde a vida poderia aparecer, então há pelo menos dezenas de biliões de mundos semelhantes a Terra onde a vida é possível. Não apenas vida, mas vida inteligente e que se desenvolveu até ser capaz de enviar sinais electromagnéticos em direçcão do cosmos, como a civilização humana faz todos os dias", disse.

Shostak explicou que é isso que faz o SETI diariamente desde 1960 desde a sua sede em Mountain View, na Califórnia, numa procura que se iniciou com o astrónomo Frank Drake. A tecnologia permitiu ao SETI melhorar, aumentar e sistematizar a procura de sinais extraterrestres. Desde há cerca de uma década existe mesmo a possibilidade de cada internauta ligar-se ao SETI e ajudar na procura dos sinais alienígenas, o que multiplicou exponencialmente a capacidade do SETI na sua procura, que em muito se assemelha a busca de uma agulha num palheiro.

No entanto, lamentou Shostak, o financiamento do Instituto SETI continua a ser um problema constante. Um dos telescópios do SETI - o Allen Telescope Array, no norte da Califórnia - foi concebido para ser formado por 350 antenas de rádio, mas apenas 42 foram construídas até hoje. Entre Abril e Dezembro de 2011, esse telescópio teve mesmo de parar de funcionar devido a falta de financiamento.

"A estimativa de 25 anos que vos dou neste momento depende do financiamento continuado do projecto SETI", avisou Shostak.

Shostak recordou ainda que existem tres formas actualmente de procurar vida extraterrestre, quando há 50 anos apenas o SETI se tinha lançado nessa senda. Há os que, como o SETI, procuram civilizações extraterrestres inteligentes; os que procuram organismos simples no nosso sistema solar, como em Marte, ou na lua Europa, de Júpiter; e depois há ainda os cientistas que se concentram em encontrar vida microbiana em exoplanetas próximos. Este último grupo de investigadores vai ser substancialmente auxiliado pelo telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2018 e que vai ter mais capacidade de encontrar exoplanetas do que o seu antecessor, o telescópio Kepler.

"Um destes grupos de cientistas vai encontrar vida extraterrestre e acredito que seja nas próximas duas décadas, ou o mais tardar até 2040", garantiu Shostak.

Neste vídeo, uma das conferencias onde Seth Shostak explicou porque acredita que vamos encontrar vida extraterrestre inteligente nos próximos 25 anos:

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sondas Voyager têm contas no Twitter

Dois dos objectos feitos pelo Homem e mais distantes da Terra, as sondas da Nasa, Voyager 1 e 2, têm... contas no Twitter, nas quais publicam regularmente mensagens e a sua distância em relação à Terra.

Numa das últimas mensagens do Voyager 2 (13 Abril 2013), esta dizia: "Eu ainda hei-de ainda andar a viajar pelo espaço quando a Terra já não existir e o Sol for apenas uma anã branca fria". Os cientistas da Nasa aproveitam esta conta twitter para despertar nos jovens o gosto pela descoberta do Universo e respondem aos twittonautas sobre questões em astrofísica e astronomia.


Twitter NasaVoyager https://twitter.com/search?q=nasavoyager1&src=typd
Twitter NasaVoyager2 https://twitter.com/NASAVoyager2


Os quatro aparelhos terrestres mais longíquos da Terra

São quatro os aparelhos construídos pelo Homem a caminho do espaco interestelar, i.e., fora da zona de influência da nossa estrela, o Sol (heliosfera). Todas são sondas . Por ordem de lançamento no espaço:

As sondas Pionner


Pioneer 10 e 11
- Pioneer 10, lançado em 2 de Março de 1972, na direcção de Aldebaran, onde deverá chegar daqui a dois milhões de anos. Encontra-se na heliopausa (zona entre a heliosfera e o espaço interestelar), a c. 107 UA (unidades astronómicas) da Terra. Foi o primeiro objecto terrestre a atravessar a cintura de asteróides. Missão inicial: fotografar Jupiter. 
Último contacto com a Terra: em Março de 2002.

-  Pioneer 11 (ou Pioneer G), lançado a 5 de Abril de 1973, na direcção da Constelação do Escudo (Scutum) e Aldebaran. Actualmente, encontra-se na direcção da constelação da Águia, a c. de 86 UA da Terra. Dentro de 14 mil anos sairá da Nuvem de Oort e daqui a 4 milhões de anos passará próximo da estrela Lambda, na constelação da Águia. Missão inicial: fotografar Júpiter e Saturno. Foi a primeira sonda terrestre a atingir Saturno. Leva igualmente a bordo uma placa com uma mensagem semelhante à de Pionneer 10.
A placa que as sondas Pioneer transportam
Último contacto com a Terra: em Novembro de 1995.

Message in a bottle - As sondas Pioneer são sobretudo famosas por transportar a bordo uma placa em ouro-alumínio na qual estão gravadas representações de um homem e de uma mulher (nus), do nosso sistema solar e do atómo de hidrogénio. Concebida por Carl Sagan e Frank Drake, a placa explica a origem da sonda a qualquer eventual inteligência alienígena com a qual possa cruzar-se na sua viagem.



As sondas Voyager


O périplo das sondas Voyager
- Voyager 2, lançado a 20 de Agosto de 1977, deve chegar a Aldebaran dentro de 2 milhões de anos. Precisa 19,3 anos para viajar 1 ano-luz. Está a sair da heliosfera, encontra-se a c. de 100 UA da Terra. Missão inicial: estudar a cintura de Kuiper, os limites do sistema solar e o espaço interestelar.
Continua em contacto com a Terra e a transmitir dados.

- Voyager 1, lançado a 5 Setembro de 1977, encontra-se na heliopausa, a 122 UA da Terra. Foi o último a ser lançado, mas é hoje o objecto feito pelo Homem mais longínquo da Terra. Daqui a 40 mil anos passará a 1,4 ano-luz de Gliese 445. Entra este ano ou no próximo no espaço interestelar. Precisa de 19,3 anos para viajar 1 ano-luz.
Continua em contacto com a Terra e a transmitir dados.

Sons da Terra - Cada um dos Voyager transporta um disco audiovisual em ouro-alumínio com uma mensagem destinada a eventuais extraterrestres que se cruzem com as sondas. A mensagem é diferente da que as sondas Pioneer transportam: o disco foi gravado com fotografias das formas de vida que habitam a Terra, contem informações científicas, saudações do presidente dos EUA e do secretário-geral da ONU, e de crianças da Terra, em inúmeras línguas e idiomas. Uma das crianças é o filho de Carl Sagan, o astrónomo que concebeu este disco. Inclui ainda uma mistura intitulada "Sounds of Earth" (Sons da Terra) com 1h30 de cantos das baleias, um bebé a chorar, ondas a bater na costa e vários géneros de música.
O disco dourado das sondas Voyager
As sondas Voyager

Fontes e imagens: Nasa, http://gizmodo.com http://solarsystemwiki.org/