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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Russo bate recorde de permanência no espaço: 803 dias

O cosmonauta Gennady Padalka 

O astronauta russo Guennadi Padalka, comandante da Estação Espacial Internacional (ISS), tornou-se no homem que mais tempo passou no espaço com um total de 803 dias, informou à AFP a agência espacial russa. "O recorde é oficial", afirmou o porta-voz da Roscosmos.

Padalka, de 57 anos, realiza sua quinta missão no espaço, e bateu na segunda-feira, 30 de Junho, o recorde que pertencia anteriormente a outro cosmonauta russo, Serguei Krikalev, de acordo com a imprensa russo.

No seu regresso à Terra, prevista para 11 de Setembro, Padalka terá passado mais de 877 dias no espaço, ou seja, dois anos e quatro meses.

Já em 1998, Padalka tinha passado 199 dias na estação russa Mir. Em 2004, 2009 e 2012 ficou na ISS e, em Março último, voltou à ISS na companhia do seu compatriota Mikhail Kornienko e do americano Scott Kelly.

Krikalev, que detinha o recorde de permanência no espaço até agora, foi apelidado de "o último cidadão da URSS" porque voltou à Terra em Dezembro de 1991, depois da queda da União Soviética.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

EUA e Rússia querem criar estação orbital ISS-2 em 2024


A Rússia e os Estados Unidos pretendem criar, em conjunto, uma nova estação espacial a partir de 2024 (poderia vir a chamar-se ISS-2), disse recentemente o chefe da Roscosmos, a agência espacial russa, Igor Komarov.

“A Roscosmos e a Nasa [agência espacial dos Estados Unidos] vão trabalhar em conjunto no programa da futura estação orbital, um projecto aberto a todos os países que pretendam juntar esforços”, disse Komarov, numa conferência de imprensa em Baikonur, no Cazaquistão.

As duas agências espaciais pensam assim prolongar até 2024 o serviço da actual Estação Espacial Internacional (ISS).

A Rússia e os Estados Unidos também concordaram em unificar as normas técnicas dos sistemas de acoplagem das suas naves espaciais.

Americanos e russo planeiam voos em conjunto para Marte

Na mesma conferência de imprensa, o administrador da Nasa, Charles Bolden, lembrou que a Rússia e os Estados Unidos pretendem criar um programa conjunto de voos para Marte.

A ISS começou a ser construída em 1997 e já custou mais de 100 mil milhões de dólares. Está em órbita a uma altitude de 335 a 460 quilómetros, pesa mais de 450 toneladas, e desloca-se a 27 mil quilómetros por hora.

A ISS conta com a participação de 16 países: o programa foi lançado pelos EUA em 1983, a Rússia aderiu em 1993, e quando a construção começou juntaram-se ao projecto onze países europeus da ESA, o Brasil, o Japáo e o Canadá. A ISS tem residentes em permanência desde 2000.

Os EUA tinham previsto retirar-se da ISS em 2016/2017, segundo os planos delineados em 2004 pela Administração de George W. Bush, que previa concentrar esses fundos no programa Constelação, para regressar à Lua.

O abandono da ISS em 2016/2017 poderia criar atritos com os 15 países que colaboram actualmente no projecto e aí têm investido muitos milhares em pesquisas e missões, pelo que, depois da Administração Obama adiar sine die o programa Constelação em 2010, os EUA e a Rússia decidiram num primeiro tempo prolongar a vida da ISS até 2020, e agora anunciaram um novo prolongamento até 2024.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Nasa lança missão com dois irmãos gémos para medir impacto da gravidade zero no corpo humano

(Da esq.p/ a dta.) Scott Kelly (Nasa) e os russos Gennady Padalka e Mikhail Kornienko (Roscosmos) Foto: Reuters
Um astronauta norte-americano e um cosmonauta russo preparam-se para estar um ano na Estação Espacial Internacional (ISS), um feito inédito, com lançamento previsto para hoje, que visa testar a resistência do corpo humano no espaço por longos períodos.

Scott Kelly e Mikhail Kornienko, engenheiros de voo, seguirão a bordo de uma nave russa Soyuz, que, se tudo correr conforme o programado, descolará do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, às 20h42 (hora do Luxemburgo).

Com a dupla irá também outro cosmonauta russo, Gennady Padalka, que regressará, no entanto, à Terra ao fim de seis meses. Kelly, Kornienko e Padalka vão juntar-se a outros três colegas, que se encontram na estação espacial desde Novembro, incluindo a astronauta Samantha Cristoforetti, a primeira mulher italiana que viajou para o espaço.

A maioria das expedições à Estação Espacial Internacional dura quatro a seis meses. Com esta missão, numa nova colaboração entre as agências espaciais norte-americana NASA e russa Roscosmos, os cientistas esperam compreender melhor a forma como o corpo humano reage e se adapta no espaço durante um longo período de tempo.

Numa nota, a NASA, onde trabalha o astronauta Scott Kelly, explicou que a expedição é fundamental quando se tenciona levar o homem a Marte, uma viagem que durará mais de um ano.

Segundo a NASA, a longa exposição a um ambiente de gravidade zero pode afetar, de muitas maneiras, o corpo humano, nomeadamente suscitar alterações na visão, atrofia muscular e perda óssea. Para a agência espacial norte-americana, "a psicologia humana é também uma área de investigação importante", atendendo a que os astronautas vão circular, na estação espacial, em espaços confinados e estar isolados do resto das pessoas.

Enquanto Scott Kelly estiver em órbita, o seu irmão gémeo, Mark Kelly, que foi também astronauta da NASA, irá participar em estudos genéticos comparativos. Os testes vão ajudar os especialistas a identificarem melhor qualquer alteração no corpo humano decorrente da longa exposição à gravidade zero.