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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Primeira sonda indiana chega a Marte

Foto: ISRO

A Índia conseguiu nesta quarta-feira, 24 de Setembro, fazer chegar uma sonda à órbita de Marte, um sucesso para esta primeira missão do país asiático ao planeta vermelho, anunciou o primeiro-ministro Narendra Modi, o que fez a nação ingressar na história espacial.

"A Índia conseguiu chegar a Marte. Felicitações a todos vocês, ao país inteiro. A história foi escrita hoje", disse o primeiro-ministro na sede da missão, pilotada pela Agência Espacial Indiana (ISRO), em Bangalore, no sul do país.

A sonda Mars Orbiter Mission (MOM) - também chamada de Mangalyaan pelos indianos -, lançada a 5 de Novembro de 2013, foi concebida e desenvolvida em tempo recorde e com um orçamento mínimo, menos do que um filme de Bollywood.

Desta maneira, a Índia conquistou o seu objectivo de ser o primeiro país da Ásia a chegar a Marte.

Até agora, apenas Estados Unidos, Rússia e Europa tinham conseguido alcançar tal feito.

Com um orçamento de 74 milhões de dólares, a missão indiana custou uma fracção do custo da sonda MAVEN da Nasa americana, colocada na órbita marciana com êxito, no último domingo.

"Conseguimos logo à primeira tentativa. A ISRO desenvolveu esta sonda espacial em tempo recorde de três anos, todos os indianos estão orgulhosos de vocês", disse Modi, diante dos membros da agência espacial.

O líder indiano rsalientou que o orçamento desta missão foi inferior ao custo do filme de ficção científica "Gravidade", produzido em Hollywood, e que foi estimado em 100 milhões de dólares.

A sonda indiana está equipada com sensores destinados a medir a presença de gás metano na atmosfera de Marte, o que reforçaria a hipótese da existência de uma forma de vida primitiva neste planeta.

A sonda vai dar voltas na órbita de Marte durante seis meses, a uma distância de 500 km da superfície do planeta. No entanto, o robot Curiosity, da Nasa, que chegou a Marte em 2012, não detectou a presença de metano, gás que frequentemente é sinal de actividade biológica, segundo um estudo publicado em Setembro de 2013.

Este sucesso científico da Índia vem fortalecer a reputação tecnológica e industrial do país, que produz, entre outros, o carro mais barato do mundo, e que se impõe assim como líder da inovação a baixo custo.

A missão espacial indiana foi concebida de acordo com o princípio do "Jugaad", algo tipicamente indiano, que poderia se aproximar ao "sistema D" (francês), e que consiste em encontrar a solução mais engenhosa e menos onerosa possível ao mesmo tempo. Inclusive o foguetão que propulsou a sonda Mars Orbiter, de cor dourada e do tamanho de um pequeno automóvel e que era considerado pouco potente para esta missão.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sonda indiana precisa de 1 mês para sair da órbita da Terra, antes de rumar a Marte

Foto: AFP
A primeira sonda indiana para Marte descolou na passada terça-feira e o seu destino é o planeta Marte.

A nave espacial enviada pela Índia completou a primeira de uma série de activações dos seus motores, concebidos para libertá-la da atracção terrestre e propulsá-la em direcção a Marte, revelaram na sexta-feira os cientistas responsáveis pela missão, da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês).

A primeira "manobra de saída de órbita", que envolveu a activação de um propulsor movido a combustível líquido, foi executada na quinta-feira. Seguiu-se uma segunda activação na sexta-feira.

"A segunda manobra de saída da órbita da nave aconteceu a 8 de Novembro, com um tempo de queima de 570,6 segundos, e foi concluída com sucesso", destaca em comunicado a ISRO, com sede em Bangalore.

A sonda carece de potência para viajar directamente até Marte, por isso está a orbitar a Terra durante quase um mês e a activação dos motores deve aplicar a velocidade necessária ao foguetão para que possa libertar-se da atracção gravitacional do nosso planeta.

Só quando concluir as seis manobras de activação dos motores com êxito é que vai iniciar-se a segunda fase da sua viagem de nove meses até ao planeta vermelho.

O principal objectivo da missão indiana é detectar metano na atmosfera marciana, o que pode ser o sinal de algum tipo de vida no quarto planeta do Sistema Solar.

Se a missão foir bem sucedida, a Índia tornar-se-á o primeiro país asiático a chegar a Marte, com uma nave não tripulada. Nunca antes a Índia se tinha aventurado em viagens interplanetárias e mais da metade de todas as missões a Marte fracassaram, inclusive a da China, em 2011, e a do Japão, em 2003.

A sonda "Mars Orbiter Mission" (MOM), informalmente chamada "Mangalyaan" ("Mars-craft"), deverá deixar a órbita da Terra no início de Dezembro e aterrar em Marte nove meses depois, em Agosto de 2014.

O projecto, orçado em 4,5 biliões de rúpias (73 miliões de dólares), representa menos de um sexto dos 455 miliões de dólares que a Nasa gastou na sua nova sonda marciana, a Maven, que tem lançamento previsto para o final de Novembro.

O presidente da ISRO, K. Radhakrishnan, denominou a missão de um "ponto crítico" para as ambições espaciais da Índia e algo que demonstrará as habilidades do país na tecnologia dos foguetões.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Índia lança primeira missão a Marte esta terça-feira

Foto: AP
A Índia vai lançar esta terça-feira, em 5 de Novembro, a primeira missão indiana a Marte, que tinha sido adiada devido a problemas no posicionamento de um sistema que rastreará a operação a bordo de um navio.

O lançamento da 'Mars Orbiter Mission' não tripulada teve que ser adiada depois que a Agência Espacial Indiana (ISRO) informou em 20 de Outubro que não conseguiria realizá-lo cinco dias depois, em 28 de Outubro, conforme o esperado.

Dois navios indianos foram enviados para as ilhas Fiji, no Oceano Pacífico, para fazer um rastreamento constante do foguetão, mas um deles demorou a chegar ao local devido ao mau tempo.

"A 'Mars Orbiter Mission' foi re-agendada para 5 de Novembro e a nave espacial será lançada às 14h36 IST (hora local) do centro espacial de Sriharikota", declarou à AFP o porta-voz da ISRO, Deviprasad Karnik. A sonda de 1,3 toneladas será lançada a bordo de um foguetão de 350 toneladas de Sriharikota, na Baía de Bengala, a cerca de 80 km a nordeste de Chennai.

A missão marciana, que deverá durar nove meses, foi aprovada pelo governo indiano com um orçamento de 4,5 biliões de rúpias (73 milhões de dólares). Para a Índia, a missão representa um passo significativo do seu programa espacial, que já conseguiu enviar uma sonda para a Lua e desperta o orgulho nacional do país de 1,2 bilião de habitantes.

Mas os gastos com esta missão também têm recebido críticas, num país em que o governo luta para combater a pobreza que afecta grande parte da população, assim como importantes problemas de infra-estruturas.

A Índia junta-se assim a uma série de países que já enviou missões a Marte, como os Estados Unidos, Rússia, Japão e China.