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sábado, 24 de maio de 2014
Como ver a sombra da Terra?
Qualquer objecto iluminado pelo Sol projecta uma sombra para o lado oposto. Este é um facto banal a que nem o nosso planeta escapa. Mas como é que podemos ver a sombra da Terra?
Vê-se facilmente e o espectáculo está quase sempre à sua disposição, sem sair de casa. Não acredita?
No final da tarde, quase ao cair da noite, podemos ver a sombra da Terra projectada no único alvo suficientemente grande para a conter: a própria atmosfera. Devido às muitas partículas em suspensão, a nossa atmosfera pode funcionar como um enorme ecrã.
Cerca de meia hora após o pôr-do-sol, quando o céu está limpo, basta olhar acima do ponto Este do horizonte, aproximadamente na direcção oposta àquela onde o Sol se escondeu, para ver a sombra da Terra. De manhã, cerca de meia hora antes do nascer do Sol, também a podemos ver, olhando pouco acima do horizonte Oeste.
A sombra da Terra e a cintura de Vénus
A sombra da Terra, tal como a podemos ver, tem a forma de uma enorme banda que se estende cerca de 180º em largura, centrada no ponto anti-solar (ponto do céu oposto à posição do Sol).
Esta sombra é nitidamente mais escura do que o céu crepuscular e tem uma tonalidade azul-ardósia, de contorno esbatido. Vemos esta sombra como uma banda porque, dadas as suas dimensões e a pequena parcela do seu contorno que se pode avistar de cada local, tal contorno pouco difere de um segmento de recta.
A sombra da Terra é rodeada por um halo rosado, vulgarmente conhecido como "cintura de Vénus" ou "arco anticrepuscular", por oposição ao arco crepuscular que se desenvolve no horizonte por cima do Sol, pouco depois do seu ocaso ou pouco antes do seu nascimento.
Esta luminosidade rosada difunde-se na atmosfera e provém da luz do Sol que se põe, ou que nasce, passando sobre as camadas gasosas que se encontram muito por cima de nós.
Pouco depois do Sol se pôr, a sombra da Terra surge a este, ainda baixa, mas vai subindo lentamente à medida que o Sol desce. Vinte minutos após o ocaso, a sombra já está bem mais alta e atinge cerca de 10º de altura na direcção antisolar. O arco anticrepuscular é agora mais largo, mas mais esbatido, pois a sua coloração rosada vai-se diluindo.
A sombra da Terra pode ser vista até cerca de vinte graus de altura, meia hora após o ocaso, mas a cintura de Vénus já será muito ténue. Pela noite, na meia hora que se segue ao pôr-do-sol, assistimos pouco a pouco ao escurecimento do céu e da cintura de Vénus. O escurecimento global do céu oculta então rapidamente a sombra terrestre e a noite cai. Pela madrugada, dá-se o fenómeno inverso: a sombra terrestre desce lentamente sobre o horizonte oeste e o arco anticrepuscular adorna harmoniosamente o seu limite superior, até ao nascer do Sol.
Guilherme de Almeida
Fonte: Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
NASA publica foto em que a Terra é um ponto brilhante no céu de Marte
A NASA publicou na passada quinta-feira, 6 de Fevereiro, uma foto feita
pelo rover Curiosity em Marte, em que se vê no céu nocturno do planeta
vemelho um ponto brilhante: a Terra.
Na realidade, a Terra é o ponto mais brilhante do céu nocturno marciano. Próximo da Terra, vê-se outro ponto brilhante, a Lua.
A Nasa utilizou o "olho direito" da câmara "MastCam" do Curiosity para capturar esta imagem, cerca de 80 minutos depois de anoitecer em Marte, no 529° dia de exploração do seu robot-rover naquele planeta. Alguém que olhasse o céu nocturno em Marte veria facilmente a Terra e a Lua como duas "estrelas brilhantes".
Quando a foto foi feita, a Terra encontrava-se a cerca de 160 milhões de quilómetros de Marte.
(Este artigo foi também publicado em wort.lu/pt)
Na realidade, a Terra é o ponto mais brilhante do céu nocturno marciano. Próximo da Terra, vê-se outro ponto brilhante, a Lua.
A Nasa utilizou o "olho direito" da câmara "MastCam" do Curiosity para capturar esta imagem, cerca de 80 minutos depois de anoitecer em Marte, no 529° dia de exploração do seu robot-rover naquele planeta. Alguém que olhasse o céu nocturno em Marte veria facilmente a Terra e a Lua como duas "estrelas brilhantes".
Quando a foto foi feita, a Terra encontrava-se a cerca de 160 milhões de quilómetros de Marte.
(Este artigo foi também publicado em wort.lu/pt)
domingo, 30 de junho de 2013
Documentários ao Domingo - De que matéria somos feitos?
Neste episódio da série "Trough the Wormhole", Morgan Freeman explica-nos de que matéria bariónica somos feitos. Nós, os animais, as plantas, a Terra, os planetas, as estrelas e os buracos negros temos mais em comum do que possamos supor.
Foram feitas descobertas muito interessantes nos últimos anos e talvez alguns manuais escolares tenham que ser revistos.
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Foram feitas descobertas muito interessantes nos últimos anos e talvez alguns manuais escolares tenham que ser revistos.
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domingo, 23 de junho de 2013
Documentários ao Domingo - Donde viemos?
O tema de hoje: Donde Viemos? é o quinto episódio da primeira temporada do programa "Through the Wormhole", apresentado Morgan Freeman.
O tema de hoje vai mostrar como a vida na Terra teve origem fora deste planeta: não só um asteróide pode ter trazido os elementos essenciais à vida, como mesmo antes da Terra se formar numa nuvem de gás que viria a tornar-se no nosso sistema solar, já alguns elementos de base tinham sido criados nessas gigantes fábricas que são as estrelas em fusão.
Analisando as possibilidades da vida na Terra, esta pode não ter apenas uma árvore da Vida como supunhamos até agora, mas duas ou até três.
E se no nosso pequeno planeta podem existir três árvores da Vida diferentes, que excêntricas possibilidades existem por esse cosmos fora.
O tema de hoje vai mostrar como a vida na Terra teve origem fora deste planeta: não só um asteróide pode ter trazido os elementos essenciais à vida, como mesmo antes da Terra se formar numa nuvem de gás que viria a tornar-se no nosso sistema solar, já alguns elementos de base tinham sido criados nessas gigantes fábricas que são as estrelas em fusão.
Analisando as possibilidades da vida na Terra, esta pode não ter apenas uma árvore da Vida como supunhamos até agora, mas duas ou até três.
E se no nosso pequeno planeta podem existir três árvores da Vida diferentes, que excêntricas possibilidades existem por esse cosmos fora.
domingo, 9 de junho de 2013
Documenários ao Domingo - Tema de hoje: A criação do sistema solar e da Terra
Mais um Documentário ao Domingo no nosso blogue, da série "Through the Wormhole" (temporada 1, ep. 5), com Morgan Freeman. Hoje: A criação do sistema solar e da Terra.
O aparecimento da vida na Terra está ligado à criação do Sol há pouco mais de 4,5 mil milhões de anos, depois do sistema solar e do nosso planeta. Compreender esse processo permite-nos não só entender de onde viemos mas também onde procurar no Universo para encontrar vida semelhante à nossa.
Bom filme!
O aparecimento da vida na Terra está ligado à criação do Sol há pouco mais de 4,5 mil milhões de anos, depois do sistema solar e do nosso planeta. Compreender esse processo permite-nos não só entender de onde viemos mas também onde procurar no Universo para encontrar vida semelhante à nossa.
Bom filme!
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