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sábado, 16 de maio de 2015

Mini-vaivém X-37B é lançado para o seu quarto voo orbital em 20 de Maio

O vaivém X-37B foi concebido para aterrar horizontalmente, numa pista em asfalto
Foto: US Air Force

O avião espacial Boeing X-37B da Força Aérea norte-americana (US Air Force) vai ser lançado numa quarta missão neste mes de Maio.

O X-37B é um protótipo sem piloto e mais parece uma mini versão do vaivém espacial, até porque tem um design semelhante, tem um quarto da dimensão do seu predecessor, utiliza a mesma forma de ser lançado (a bordo de um foguetão) e de aterrar, como um avião, horizontalmente, numa pista em asfalto.

As tres primeiras missões foram um sucesso, afirma a US Air Force, apesar de não se saber exactamente o que isso significa, já que os objectivos e os resultados não foram divulgados publicamente, por se tratar de um projecto militar.

Entre as poucas informações que filtraram, sabe-se que o aparelho funciona com painéis solares em vez das pilhas de combustível do Space Shuttle, e que nos próximos voos será testado um novo sistema de propulsão bem como alguns materiais que vão seguir a bordo.

O vaivém X-37B mede 8,8m de comprimento por 2,9 m de altura, e 4,6m de envergadura (largura de ponta a ponta das asas), pesa menos de 5 toneladas (4.990 kg) e consegue atingir uma velocidade máxima de 28.000 km/hora (Mach 25). A área de carga mede 2,1m x 1,2m.

Os dois modelos existentes do avião experimental foram construídos pela Boeing e são propriedade da Força Aérea americana.

O X-37B começou a ser desenvolvido em 1999 com o nome de X-40 para servir de nave de apoio ao Space Shuttle. Com o fim do programa do Space Shuttle em 2011, o aparelho foi modificado para funcionar como vaivém autónomo e para ser lançado a bordo de um foguetão. O primeiro modelo - X-37A - fez voos-teste em 2005 e 2006.

Concebido para orbitar 270 dias, no seu primeiro voo - OTV-1 (OTV, "Orbital Test Vehicle", veículo-teste orbital) - que se deu entre Abril e Dezembro de 2010, o vaivém ficou em órbita durante 225 dias.

O X-37B em posição de lançamento Foto: US Air Force
O OTV-2 esteve 469 dias a orbitar a Terra, entre Março de 2011 e Junho de 2012, e a terceira missão (OTV-3) bateu mesmo um record de órbitas com 675 dias no espaço, entre Dezembro de 2012 e Outubro de 2014.

Para esta quarta missão (OTV-4), as autoridades militares americanas não revelaram o seu tempo de duração.

Sobre os rumores que o X-37B teria objectivos militares, a US Air Force nega e revela apenas que, para já, o projecto pretende conseguir um veículo espacial reutilizável, à semelhança do Space Shuttle, desactivado em 2012, bem como testar tecnologias no espaço como sistemas de navegação espaciais, materiais de protecção térmica para futuras naves, sistemas de auto-pilotagem, reentrada na atsmofera e aterragem de aparelhos espaciais, entre outras.

A quarta missão do X-37B vai ser enviado com o lançador Atlas V desde Cabo Canaveral, na Florida, a 20 de Maio. A aterragem deverá ocorrer, como as tres anteriores, na base aérea Vandenberg, em Santa Barbara, na Califórnia.

A prazo, a US Air Force preve construir um modelo X-37C que deverá ser maior do que o modelo actualmente existente e que poderá levar seis astronautas a bordo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Grasshoper pode vir a ser o sucessor do Space Shuttle

Desde que a Nasa deu por encerrado em 2011 o programa Space Shuttle, várias são as empresas que estão a tentar desenvolver uma nave que tenha as mesmas vantagens sem as devantagens do vai-vem: ir e voltar do espaço, mas sem os custos do Shuttle.

A SpaceX criou o Grasshoper, que voltou a testar na semana passada. Veja o vídeo.

Enquanto a maior parte das naves actualmente utilizadas para os voos orbitais largam os seus motores na alta atmosfera, o Grasshoper foi concebido pela empresa privada SpaceX para ser lançado até à órbita baixa da Terra e regressar intacto.

Pela sua concepção, o Grasshoper pode vir a ser o sucessor do Space Shuttle, cujo último voo aconteceu em Julho de 2011. O programa do vai-vem espacial Space Shuttle foi encerrado devido aos elevados custos que envolvia.

Os concpetores do Grasshoper prometem que este tem as mesmas vantagens do Shuttle - ir e voltar do espaço - sem as devantagens - os custos elevados.

A nave Grasshopper consiste num foguetão Falcon 9 (um primeiro andar para o combustível), um motor Merlin 1D, quatro pés em aço e alumínio para aterragem com sistema hidráulico, e uma estrutura de apoio em aço.

(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt)

terça-feira, 21 de maio de 2013

Lixo espacial


O número de detritos que flutuam no espaço atingiu um “ponto crítico”, ameaçando cada vez mais os satélites e os astronautas.

A Nasa contabiliza actualmente mais de 22 mil detritos à deriva na órbita terrestre e estima em milhões o número dos que possam ser ainda registados. Destes, cerca de meio milhão devem ter entre um a dez centímetros de diâmetro e podem entrar em colisão e deteriorar ou destruir outros engenhos espaciais ou ferir astronautas.

Estes detritos são da mais diversa origem e tamanho: desde bocados de foguetões largados das naves russas e dos Space Shuttle americanos, até antigos satélites de comunicação e militares desactivados.

Por exemplo, há quatro anos, a China testou mísseis anti-satélites, que pulverizaram um satélite em 150 mil fragmentos.

Diagrama que mostra os milhares de detritos
que a Nasa calcula existirem na órbita terrestre