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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Viajar mais rápido que a luz é (fisicamente) possível?

Viajar à velocidade WARP (sistema de propulsão imaginado pelos criadores da série Star Trek), ou seja, mais rápido que a velocidade da luz, será fisicamente possível?

Em 1994, o investigador mexicano Miguel Alcubierre desenvolveu as equações que podem tornar esse tipo de propulsão possível, e nesta conferencia o físico Lawrence Krauss, da Universidade do Arizona, defende o mesmo.


domingo, 22 de junho de 2014

DD - Documentários ao Domingo: A primeira viagem de uma tripulação humana pelo sistema solar (parte 2)

A BBC exibiu em 2004 o documentário "Space Odyssey - Voyage to the Planets", muito interessante e que vale a pena ver ou rever.

O documentário ficcionado imaginava, com base em factos científicos e tecnologia actual ou por conceber a breve prazo, como será a primeira viagem de uma tripulação humana, numa nave chamada Pegasus, até aos outros planetas do sistema solar num futuro próximo, os primeiros passos da exploração do universo e a procura de vida extraterrestre.

Na série de ficção "Defying Gravity" (2009), exibida pelo canal de televisão americano ABC, uma tripulação humana faz uma viagem semelhante, mas a bordo de uma nave chamada Antares, à procura de objectos supostamente extraterrestres em diferentes planetas do nosso sistema solar. A história prometia, mas a série foi interrompida após 13 episódios.

Um documentário em duas partes (+- 100 minutos) cujo segundo e último episódio apresentamos hoje.

 

domingo, 15 de junho de 2014

DD - Documentários ao Domingo: A primeira viagem de uma tripulação humana pelo sistema solar (parte 1)

A BBC exibiu em 2004 o documentário ficcionado "Space Odyssey - Voyage to the Planets", muito interessante e que vale a pena ver ou rever.

O documentário ficcionado imaginava, com base em factos científicos e tecnologia actual ou por conceber a breve prazo, como será a primeira viagem de uma tripulação humana, numa nave chamada Pegasus, até aos outros planetas do sistema solar num futuro próximo, os primeiros passos da exploração do universo e a procura de vida extraterrestre.

Na série de ficção "Defying Gravity" (2009), exibida pelo canal de televisão americano ABC, uma tripulação humana faz uma viagem semelhante, mas a bordo de uma nave chamada Antares, à procura de objectos supostamente extraterrestres em diferentes planetas do nosso sistema solar. A história prometia, mas a série foi interrompida após 13 episódios.

Um documentário em duas partes (+- 100 minutos), cuja primeiro episódio apresentamos hoje.


domingo, 30 de março de 2014

DD - Documentários ao Domingo: O que nos falta para viajar até outras estrelas?

Viajar até outros sistemas estelares é um dos sonhos de alguns homens desde as primeiras histórias que evocavam outros mundos, textos escritos por clarividentes autores gregos e romanos, quando a maior parte da Humanidade ainda nem suspeitava da existência de outros planetas.

Do sonho à realidade

Esse sonho foi alimentado pela literatura de ficção e posteriomente a de ficção-científica. A palavra foi inventada nos anos 1920 pelo americano de origem luxemburguesa Hugo Gernsback, editor da revista Amazing Stories, e que na sua publicação deu a sua primeira oportunidade a jovens autores como H. P Lovecraft, Arthur C. Clarke, Isaac Asimov, Robert A. Heinlein, entre muitos outros.

Mas em 1961, depois do russo Yuri Gagarine se ter tornado o primeiro ser humano a viajar no espaço e de a corrida espacial ter realmente começado como um despique entre Estados Unidos e URSS, esse sonho transformou-se num objectivo.

Onde já chegámos 

Hoje, mais de 50 anos depois, apenas um círculo restrito de 600 seres humanos viajaram até ao espaço.

A nível internacional poucos países investem em agências espaciais nacionais, e destas apenas quatro puseram homens no espaço: a agência norte-americana Nasa, a agência russa Roskosmos, a agência europeia ESA e a chinesa CNSA.

O lugar mais longíquo até onde o Homem chegou foi a Lua, o nosso próprio satélite.

Onde queremos chegar 

O planeta mais próximo do nosso, Vénus, é um destino que não está, para já, no nosso itinerário de viagens tripuladas por ser um mundo mergulhado em chamas perpétuas e por isso inóspito ao Homem.

Marte, o segundo mais próximo, parece mais acolhedor. Com uma atmosfera 150 vezes menos densa que a da Terra, para aí viver o Homem terá que criar habitats próprios.

O que falta

Mas o que nos falta técnica, tecnologica e financeiramente para tornarmos as viagens interestelares uma realidade?

Melhor do que dissertar sobre a falta de interesse de potenciais investidores, dos limites das tecnologias actualmente existentes ou das que estão neste momento a ser inventadas e que nos permitiriam alcançar esse objectivo num futuro próximo, pensámos que apresentar-vos um documentário do canal National Geographic seria mais interessante e esclarecedor.

Partindo de uma premissa fictícia - que a Terra tem que ser evacuada dentro de 75 anos, ameaçada por um pulsar - a equipa do canal National Geographic entrevista físicos, astrónomos e engenheiros espaciais e explora as possibilidades reais, a curto e médio prazo, de viajarmos para fora do nosso planeta se realmente o tivéssemos que fazer.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nasa anunciou hoje saída "oficial" do Voyager 1 do sistema solar


A agência espacial norte-americana Nasa anunciou hoje oficialmente que a sonda Voyager 1 já entrou no espaço intersideral e deixou para trás, definitivamente, o sistema solar. Outros astrónomos discordam e dizem que a Voyager 1 já deixou a helisofera há um ano. O problema está no que se entende por sistema solar.

A sonda Voyager 1 foi enviada há 36 anos e é o objecto criado pelo Homem mais distante da Terra. O problema com este anúncio é que os astrónomos não estão todos de acordo com o que se compreende por sistema solar.

Se os seus limites estão até onde existem planetas e planetóides, ou seja um pouco para além da órbita de Plutão, ou se o sistema solar se estende até ao limite da heliosfera, ou seja, até onde os ventos solares chegam, ou ainda se vão até aos limites da heliopausa, i.e., uma zona tampão entre a heliosfera e o espaço intersideral (ver imagem infra).

Na primeira hipótese, a Voyager 1 já saiu do sistema solar há dez anos. Na segunda, saiu num momento que se situa entre Agosto de 2012 e Agosto de 2013. Na terceira, ainda não saiu. Por isso, o anúncio da Nasa pode ser tardio ou demasiado prematuro.


Já em Março deste ano, a revista Geophysical Research Letters publicou um estudo que sugeria que a sonda Voyager 1, lançada em 5 de Setembro de 1977 pela NASA, já tinha ultrapassado as fronteiras do sistema solar (heliosfera) e tinha entrado no espaço interestelar.

No entanto, a NASA recusava até então essa hipótese. Diga-se que o debate já dura há uma década.

O responsável do estudo apresentado em Março, Bill Webber, professor na reforma da Universidade do Novo México, assegurava que os dados recebidos da sonda, a 25 de Agosto de 2012, revelavam que esta já tinha deixado a heliosfera.

No espaço onde agora viaja, a Voyager 1 deixou de revelar indícios dos ventos solares da nossa estrela (Sol) e começou a receber uma quantidade cada vez maior de raios cósmicos galácticos, que são partículas altamente carregadas em energia produzida pela nossa galáxia. Como dentro da heliosfera, "estamos" protegidos desses raios cósmicos, pois esta zona de influência do Sol desvia ou trava essas partículas, a conclusão parece ser que a sonda já deixou a heliosfera.

O que é a conclusão a que só agora a Nasa chegou ou que só agora admite, avançaram hoje Ed Stone, gerente do projecto, e John Grunsfeld, administrador para a Ciência da Nasa.

Para outros astrónomos, a sonda ainda se encontra na heliopausa, que faz parte da heliosfera, isto é, numa zona de turbulências fina entre a heliosfera e o espaço intersideral, pois ainda não sofreu uma mudança de direcção do campo magnético como deverá acontecer quando chegar a essa zona exterior à influência do Sol.

Uma das outras responsáveis do projecto, Suzanne Dodd, fez notar que a sonda foi capaz de fazer esta viagem histórica graças à tecnologia de ponta de 1977, e salientou que o seu smartphone actual tem 240 mil vezes mais memória do que a Voyager 1. A Voyager 1 encontra-se actualmente a cerca de 114 UA (17 mil milhões de km) da Terra, o que faz da sonda o objecto criado pelo Homem que mais distante se encontra da Terra. 

No nosso céu, a sua trajectória encontra-se no plano da constelação de Ophiuchus (Serpentário).

Há mais três sondas da Nasa prestes a sair do sistema solar 

Há três outras sondas da Nasa que deverão estar a deixar o sistema solar.

A primeira das quatro a ser lançada e a segunda mais distante da Terra, logo atrás da Voyager 1, é a sonda Pioneer 10.

Lançada em 2 de Março de 1972, na direcção da estrela de Aldebaran, onde deverá chegar daqui a dois milhões de anos, calcula-se que a Pioneer 1 se encontra actualmente a cerca de 107 UA da Terra.

A sonda Voyager 2, lançada 15 dias antes da Voyager 1, a 20 de Agosto de 1977, é a terceira mais distante da Terra e encontra-se a cerca de 100 UA da Terra. A Voyager 2 viaja igualmente em direcção da estrela de Aldebaran, onde deverá chegar dentro de 2 milhões de anos.

A quarta e a mais próxima de nós é a sonda Pioneer 11, lançada a 5 de Abril de 1973, que deverá encontrar-se actualmente a cerca de 86 UA da Terra. A Pioneer 11 viaja na direcção da constelação da Águia.

A grande diferença entre as sondas Voyager e as Pioneer é que as primeiras continuam a enviar dados para a Terra e as segundas já não. A Pioneer 10 deixou de emitir em 1995 e a Pioneer 11 em 2002. É também por este motivo que as Pionner têm merecido menos "publicidade" do que as sondas Voyager, que até uma conta Twitter têm em seu nome.

José Luís Correia

Esta notícia foi igualmente publicada no site www.wort.lu 

sábado, 20 de julho de 2013

O Homem chegou à Lua há 44 anos: 20 de Julho de 1969

Ao pisar pela primeira vez o solo lunar na missão Apollo 11, Neil Armstrong tornou-se a 20 de Julho de 1969 o primeiro homem a pisar a Lua, mas razões de ordem económica levaram o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, a suspender três anos depois o programa de exploração lunar e dar prioridade à construção do vaivém espacial.

Na decisão pesaram os elevados custos orçamentais associados à segurança dos astronautas, mas também a necessidade de um veículo espacial que pudesse ser lançado e regressar à Terra.

"Em vez de se enviarem homens para a Lua, pensou-se que seria mais vantajoso do ponto de vista económico lançar homens para órbitas muito mais próximas da Terra, e agora estamos a colher alguns frutos desse investimento, como a Estação Espacial Internacional (ISS) e todos os telescópios espaciais, como é o caso do Hubble", considerou, numa entrevista à Lusa, em 2009, o cientista espacial português Pedro Russo.

Por outro lado, "a construção do vaivém significou uma revolução tecnológica muito grande porque aproximou os voos espaciais das viagens de avião normais", acrescentava o cientista, que trabalha na Alemanha para a Agência Espacial Europeia (ESA).

Como exemplo, citava o facto do telescópio Hubble ter sido enviado para o espaço por um vaivém e das suas missões de reparação só terem sido possíveis graças à existência dessa aeronave.

Sobre os resultados das missões Apollo, Pedro Russo afirmava ter sido "uma enorme surpresa" o que se encontrou na Lua, comprovando algumas teorias sobre a sua formação e as relações com a Terra.

Ficaram, no entanto, muitas questões em aberto, nomeadamente em relação à existência de água e ao teor em hélio-3. Referia, a propósito, que alguns estudos apontavam na década de 1990 para a presença de zonas com bastante água no subsolo lunar, tanto em estado sólido como líquido, mas a sonda Clementine da NASA comprovou depois que não havia tanta água como se esperava.

Sobre o hélio-3, que supostamente permite fazer fusão nuclear muito mais limpa, também se desconhece com rigor qual a abundância desse gás na parte superior da primeira camada da Lua, o que permitiria lançar uma exploração quase geológica desse material.

A ESA tem um projecto de missão lunar associado ao programa Aurora, que tem como principal objectivo a exploração de Marte. Esse projecto visa trabalhar com os parceiros internacionais, nomeadamente com as agências espaciais dos EUA, Japão, China e Índia, para que haja uma missão tripulada conjunta à Lua no início de 2020 e em 2030, pela primeira vez, uma base lunar.

"Nas próximas duas décadas vamos certamente voltar à Lua com humanos para construir bases e continuar a exploração científica, tanto no domínio da geofísica, como do desenvolvimento de medicamentos ou de plantas na Lua", adiantava na altura Pedro Russo.

Isso será muito importante para futuras missões em Marte, mas também para incrementar o futuro turismo espacial, que tem vindo a crescer nos últimos anos, tanto para voos orbitais terrestres como para viagens à Estação Espacial Internacional, acrescentava.

Além de trabalhar para a equipa científica de um dos instrumentos da missão Vénus Express da ESA, desenvolvido pelo Instituto Max Planck, concretamente uma câmara que observa a evolução da atmosfera do planeta, Pedro Russo foi em 2009 o coordenador global das actividades do Ano Internacional da Astronomia, promovido conjuntamente pela União Astronómica Internacional e a UNESCO.

Este artigo foi também publicado no site www.wort.lu/pt www.wort.lu/pt

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nasa prepara motor "warp", com base no conceito de Miguel Alcubierre

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Luxemburgo, 8 de Abril - Viajar de estrela em estrela e visitar outros sistemas planetários, em aventuras sonhadas pelos autores de ficção-científica pode vir a tornar-se realidade mais depressa do que se pensa. Há cientistas a trabalhar neste preciso momento nessa tarefa.

Harold White e uma equipa da NASA estão a desenvolver um motor supra-lumínico, que permita propulsar uma nave mais rápida do que a velocidade da luz, condição sine qua non para tornar as viagens interestelares e mesmo intergalácticas possíveis para o Homem.

Com a tecnologia de propulsão actual, uma viagem até à estrela mais próxima de nós, Proxima do Centauro (a 4 anos-luz de distância), dura milhares de anos. Graças a um motor supra-lumínico, essa viagem pode ser reduzida para duas semanas, diz White.

A equipa de White está a apoiar-se no conceito "warp" de dobra espacial do físico mexicano Miguel Alcubierre, publicado em 1994 e que causou debates polémicos no mundo científico.

O conceito de Alcubierre propõe dobrar o espaço em frente da nave, e expandi-lo atrás a uma velocidade superior à da luz, por forma a criar uma "bolha" que viaje no espaço distorcido (imagem 2). Dentro da bolha, o espaço permanece imóvel, ou seja, naves e tripulantes não seriam afectados pela velocidade e pela distorção.

imagem 2
O conceito de Alcubierre, que respeita a Teoria da Relatividade de Einstein, avança ainda que para criar essa "bolha" é necessária energia negativa, que ao ser desintegrada, vai libertar "energia negra" (imagem 1).

Para já, o motor supra-lumínico que está a ser construído é uma miniatura. Quando estiver activado, a NASA estudará a construção de um de maior escala e como aplicá-lo a uma nave. Uma pesquisa que pode ainda levar décadas.


Imagens: www.techno-science.net e AllenMcC/Wikipedia