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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sonda norte-americana Maven entra na órbita de Marte


A sonda espacial norte-americano Maven, encarregada de desvendar os mistérios do desaparecimento de grande parte da atmosfera de Marte num passado longínquo, realizou com sucesso, esta segunda-feira, a entrada na órbita do planeta vermelho, informou a NASA.

A sonda espacial norte-americano Maven, encarregada de desvendar os mistérios do desaparecimento de grande parte da atmosfera de Marte num passado longínquo, realizou com sucesso, esta semana, a entrada na órbita do planeta vermelho, informou a NASA.

A Maven (sigla inglesa para Evolução Volátil e Atmosférica de Marte) entrou na órbita marciana ao fim de dez meses de viagem e depois de ter percorrido 711 milhões de quilómetros.

A nave, que vale cerca de 500 milhões de euros, deverá começar a funcionar em Novembro deste ano, alimentada com energia solar, debruçando-se, pela primeira vez na história das missões a Marte, sobre na atmosfera do planeta.

Esta notícia foi também publicada no site do jornal CONTACTO

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sonda indiana precisa de 1 mês para sair da órbita da Terra, antes de rumar a Marte

Foto: AFP
A primeira sonda indiana para Marte descolou na passada terça-feira e o seu destino é o planeta Marte.

A nave espacial enviada pela Índia completou a primeira de uma série de activações dos seus motores, concebidos para libertá-la da atracção terrestre e propulsá-la em direcção a Marte, revelaram na sexta-feira os cientistas responsáveis pela missão, da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês).

A primeira "manobra de saída de órbita", que envolveu a activação de um propulsor movido a combustível líquido, foi executada na quinta-feira. Seguiu-se uma segunda activação na sexta-feira.

"A segunda manobra de saída da órbita da nave aconteceu a 8 de Novembro, com um tempo de queima de 570,6 segundos, e foi concluída com sucesso", destaca em comunicado a ISRO, com sede em Bangalore.

A sonda carece de potência para viajar directamente até Marte, por isso está a orbitar a Terra durante quase um mês e a activação dos motores deve aplicar a velocidade necessária ao foguetão para que possa libertar-se da atracção gravitacional do nosso planeta.

Só quando concluir as seis manobras de activação dos motores com êxito é que vai iniciar-se a segunda fase da sua viagem de nove meses até ao planeta vermelho.

O principal objectivo da missão indiana é detectar metano na atmosfera marciana, o que pode ser o sinal de algum tipo de vida no quarto planeta do Sistema Solar.

Se a missão foir bem sucedida, a Índia tornar-se-á o primeiro país asiático a chegar a Marte, com uma nave não tripulada. Nunca antes a Índia se tinha aventurado em viagens interplanetárias e mais da metade de todas as missões a Marte fracassaram, inclusive a da China, em 2011, e a do Japão, em 2003.

A sonda "Mars Orbiter Mission" (MOM), informalmente chamada "Mangalyaan" ("Mars-craft"), deverá deixar a órbita da Terra no início de Dezembro e aterrar em Marte nove meses depois, em Agosto de 2014.

O projecto, orçado em 4,5 biliões de rúpias (73 miliões de dólares), representa menos de um sexto dos 455 miliões de dólares que a Nasa gastou na sua nova sonda marciana, a Maven, que tem lançamento previsto para o final de Novembro.

O presidente da ISRO, K. Radhakrishnan, denominou a missão de um "ponto crítico" para as ambições espaciais da Índia e algo que demonstrará as habilidades do país na tecnologia dos foguetões.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

NASA prepara duas novas sondas para explorar Marte

A Nasa prepara duas novas sondas para explorar Marte.

A sonda Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) deverá ser lançada a 18 de Novembro.
Imagem: Lockhead Martin

Construída pela empresa de aeronáutica americana Lockheed Marti, a Maven terá como missão estudar a atmosfera marciana e as suas interacções com os ventos solares.

A agência espacial francesa CNES participa igualemente nesta missão.

Após a Maven, seguirá na sua senda a sonda InSight, em 2016.

InSight terá como missão explorar e analisar o subsolo do planeta vermelho, nomeadamente graças a um sismógrafo, daí a escolha do local de aterragem ser tão importante. O local deverá ter em conta a acessibilidade do Rover, a segurança do aparelho e a taxa de insolação, de modo a que a sonda possa conseguir alimentação suficiente do sistema fotovoltaico em energia solar para conseguir efectuar as suas tarefas.

A Nasa reduziu a selecção das 22 melhores zonas onde aterrar para quatro. Todos os potenciais locais se situam junto ao equador, numa região com cerca de 130 por 27 km, na zona de Elysium Planitia.

A camera Hirise da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) vai cartografar essas zonas.

A Missão InSight será uma colaboração da Nasa, com a Cnes e a agência espacial alemã DLR. Os franceses contribuem com o "Seis" (Seismic Experiment for Interior Structure), que medirá o movimento sísmico marciano, e os alemães fornecerão o HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package), que conseguirá medir a temperatura do subsolo de Marte até 5 metros de profundidade.

Nos últimos 50 anos, foram enviados cerca de 40 sondas para Marte, principalmente americanas e russas. Na imagem, alguns desses locais e a zona onde deverá aterrar a sonda InSight