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domingo, 15 de junho de 2014

DD - Documentários ao Domingo: A primeira viagem de uma tripulação humana pelo sistema solar (parte 1)

A BBC exibiu em 2004 o documentário ficcionado "Space Odyssey - Voyage to the Planets", muito interessante e que vale a pena ver ou rever.

O documentário ficcionado imaginava, com base em factos científicos e tecnologia actual ou por conceber a breve prazo, como será a primeira viagem de uma tripulação humana, numa nave chamada Pegasus, até aos outros planetas do sistema solar num futuro próximo, os primeiros passos da exploração do universo e a procura de vida extraterrestre.

Na série de ficção "Defying Gravity" (2009), exibida pelo canal de televisão americano ABC, uma tripulação humana faz uma viagem semelhante, mas a bordo de uma nave chamada Antares, à procura de objectos supostamente extraterrestres em diferentes planetas do nosso sistema solar. A história prometia, mas a série foi interrompida após 13 episódios.

Um documentário em duas partes (+- 100 minutos), cuja primeiro episódio apresentamos hoje.


domingo, 8 de junho de 2014

DD - Documentários ao Domingo: Viagem a Pandora, entre a realidade e a ficção

Um documentário assaz interessante, que revisita a viagem interestelar dos humanos até à lua Pandora, que orbita um planeta gigante gasoso Polyphemus, retratada no filme "Avatar" de James Cameron. Na realidade, tanto a lua como o planeta são fictícios, mas inspiram-se num sistema estelar vizinho do nosso, o sistema estelar triplo do Centauro, composto pelas estrelas Próxima do Centauro (Alfa do Centauro C), Alfa do Centauro A e B. Estas são as três estrelas mais próximas do nosso Sol, a aproximadamente 4,5 anos-luz da Terra.

O documentário faz a parte das coisas, entre a realidade científica actual e a ficção científica.

 

sábado, 26 de outubro de 2013

"Gravity", de Alfonso Cuarón


À primeira vista, um filme sobre astronautas a trabalhar na ISS na órbita da Terra podia deixar pensar que nos iríamos aborrecer. É o que costuma acontecer a quem assiste aos diferidos das missões da Nasa, quando difundidas na televisão no Science ou no Discovery Channel.

Mas o filme é um bom compromisso entre realismo e entretenimento, graças ao talento do realizador Alfonso Cuarón e de actores como George Clonney e Sandra Bullock. Temos o astronauta veterano (Clooney), com as suas piadas que tentam aligeirar o perigo constante que é trabalhar no espaço, e temos a "rookie" (Bullock), que está a fazer o seu baptismo no vazio. Mas o realizador não parece interessado em explorar em profundidade as personagens, como se fossem meros actores secundários.

Uma das coisas que mais me impressionou foram os silêncios. Porque no espaço não havendo ar, não há som. Por vezes, o único ruído que o astronauta ouve é a sua própria respiração. Respirar também é uma palavra-chave neste filme. Nunca um "huit clos" claustrofóbico se desenrolou num espaço tão vasto e tão aberto. A sensação de podermos sufocar a cada segundo é permanente.

Ficamos também de respiração cortada quando o filme nos enche os olhos de imagens fantásticas, lindíssimas do nosso planeta, do contorno dos continentes nos oceanos, das montanhas que vistas de cima parecem baixos relevos, das nuvens brancas e imensas derivando, das cores intensas de que a nossa Terra é feita quando comparadas com o pano de fundo escuro, negro, sem luz e sem cor do espaço que a rodeia e de quão pequenos somos ao lado da imensidade da criação e do Universo.

Outro dos pontos positivos deste filme é que nos mostra que apesar de a corrida ao espaço ter começado há 60 anos, apesar de já termos construído uma estação internacional a orbitar em volta da Terra e de colocarmos diariamente em órbita satélites, ainda estamos muito longe de dominarmos completamente o voo espacial, somos ainda pioneiros de uma bela história por escrever, somos Vascos da Gama e Bartolomeus Dias que mal deixaram a praia, e as viagens intergalácticas, que nos parecem óbvias e fáceis porque assim nos habituou a ficção-científica, não o são e, muito pelo contrário, qualquer gesto em falso no vazio pode ser-nos fatal.

Uma das outras personagens importantes do filme é a que dá título à obra, a gravidade, que nos acompanha das "margens do oceano cósmico", como gostava de lhe chamar Carl Sagan, até às águas do lago na cena final do filme. No derradeiro instante, a personagem principal cede o grande plano à areia, à t(T)erra, à gravidade, que é afinal a verdadeira protagonista deste filme.

JLCorreia

domingo, 18 de agosto de 2013

DD - Documentário ao Domingo - "Sobrevíveriamos ao Primeiro Contacto?"

Os produtores do programa "Through the Wormhole" voltaram a convidar o carismático Morgan Freeman para uma terceira temporada desta série que já se tornou famosa mundialmente.

E para abrir a temporada 3 escolheram um daqueles temas que a maior parte dos documentários sérios se privam: Sobrevíveriamos ao Primeiro Contacto?, entenda-se o primeiro contacto com seres de outros mundos.


 

domingo, 11 de agosto de 2013

DD - Documentários ao Domingo - "Qual o aspecto que podem ter os extra-terrestres?"

"Qual o aspecto que podem ter os extra-terrestres?", é o tema do episódio (E10, T2)do programa "Through the Wormhole" de hoje.

Ora aí está uma pergunta que muitos de nós nos fazemos, sobretudo quando confrontados com as hipóteses extravagantes apresentadas pela nossa literatura e cinema de ficção-científica.

Era o que pensavam até agora?

No entanto, a verdade é que - a existirem - os alienígenas podem ser bem mais diferentes e estranhos do que algum autor de ficção-científica alguma vez imaginou.

 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Você disse E.T.?

Desde os anos 1940 que se fala em discos voadores e quase sempre a sua chegada está associada ao fim da Humanidade, medo quiçá importado do romance "A Guerra dos Mundos" (1898) de H.G. Wells.

Antes disso, os extraterrestres (E.T.) que se encontravam na literatura eram pacíficos. Voltaire imaginou Micromégas (1752), vindo de Sirius, e Cyrano de Bergerac evocava os Selenitas em "Impérios da Lua" (1650). Ambos os autores se inspiravam livremente em Luciano de Samósata (120-180), um dos primeiros a escrever sobre ETs.  

Há mais de meio século que milhares de pessoas dizem avistar ovnis (Objectos Voadores Não Identificados), desde a notícia que uma nave ET se teria despenhado em Roswell (Novo México) em 1947.

Nos anos 1980 apareceram os que afirmam ser abduzidos por ETs.

O autor do vídeo difundido nas televisões do mundo inteiro em 1995, em que se via a autópsia de um alienígena, admitiu em 2006 que este era falso.  

Em 1977, o Instituto SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence) pensou ter detectado um sinal extraterrestre (sinal "wow"), mas não conseguiu voltar a ouvir o sinal nem a provar a sua origem.

Apesar da ausência de provas, cada vez mais gente diz acreditar em seres de outros mundos e avistar ovnis. Muitas vezes esses avistamentos não passam de miragens ou de fenómenos ópticos mal interpretados como, por exemplo, a entrada na atmosfera de restos de satélites ou de metoritos.

O SETI prescruta os céus desde 1960 e (excepto o incidente de 1977) nunca detectou nenhum sinal extraterrestre.

Nos anos 1970, um histérico Sheldan Nidle anunciava para 1996 uma invasão extraterrestre, segundo uma mensagem por ele interceptada. Depois de 1996, Nidle explicou que a Federação Galáctica interveio por nós e não permitiu o ataque.

De incrédulos, os cientistas passaram a aceitar a possibilidade de vida extraterrestre quando o primeiro exoplaneta (que se situa fora do sistema solar) foi descoberto em 1990. Entretanto, já foram detectados mais de 850 exoplanetas, mas foi até hoje impossível determinar se alguns desses abrigam vida, bacteriológica ou inteligente.

Perante a eventualidade de um possível "primeiro contacto", o Vaticano assumiu em 2008 que se existirem "outros seres no Universo", estes devem ser considerados "nossos irmãos"  (José Gabriel Funes, astrónomo-chefe do Observatório do Vaticano).  

Mas o "primeiro contacto" ainda não aconteceu e sem sabermos se existem, não podemos imaginar se são perigosos ou amistosos. O físico Stephen Hawking considera que a Humanidade não sobreviveria a um primeiro contacto com uma civilização extraterrestre.

(artigo publicado em 21/12/2012 no jornal CONTACTO, no Dossier "Quem tem medo do fim do Mundo?")

terça-feira, 16 de abril de 2013

Descoberto planeta com quatro sóis

representação artística do sistema estelar de quatro sóis
Luxemburgo, 16 de Abril - Uma equipa internacional de astrónomos amadores (Planet Hunters) e profissionais (Universidade de Yale) anunciou há alguns meses (Outubro de 2012) a descoberta de um planeta num sistema estelar binário duplo (ou quaternário).

Quem desse planeta puder observar os céus, vê quatro sóis, quatro nasceres de sol, quatro crepúsculos.

Apesar de popularizado em muitas obras de ficção científica (por exemplo "Dune" ou "Star Wars"), é a primeira vez que um sistema estelar deste tipo é observado.

O planeta, baptizado PH1 (Planet Hunters 1), é seis vezes maior do que a Terra e fica situado a mais de cinco mil anos-luz da Terra.

O PH1 orbita em torno de dois sóis, em volta dos quais também evoluem duas outras estrelas.

Até hoje, os astrónomos descobriram apenas 6 planetas que orbitam em sistemas binários e nunca em sistemas binários duplos. Este sistema estelar binário duplo foi descoberto por dois astrónomos amadores dos EUA, Kian Jek e Robert Gagliano, através do programa Planet Hunters. Este programa reagrupa num site os astrónomos amadores, incentivando-os a descobrirem e identificarem exoplanetas (planetas fora do nosso sistema solar), utilizando os dados recolhidos pelo telescópio espacial Kepler. Astrónomos profissionais norte-americanos e britânicos efectuaram observações e medidas posteriores com os telescópios Keck, situados no monte Mauna Kea, no Havai.

"Os planetas binários representam o que há de mais extremo na formação planetária", diz Meg Schwamb, um investigador da Universidade de Yale, no Estado do Connecticut, principal autor da pesquisa, apresentada na conferência anual da Divisão de Planetologia da Sociedade Americana de Astronomia, reunida em Reno, no Nevada (EUA).

"A descoberta de tais sistemas satelitários força-nos a repensar como estes planetas se podem formar e evoluir em tais ambientes", frisou.

Fontes: Lusa/AFP/Yale

domingo, 14 de abril de 2013

Classificação científica dos ...extraterrestres (?)



Cosmic Connexion : Classification du vivant... par Cargo_Films

Luxemburgo, 14 de Abril -
Um documentário franco-alemão sério (mas com humor) que tenta o impensável, o indescritível, o inclassificável: classificar de forma científica os extraterrestres que pululam no nosso imaginário, popularizados pela literatura de ficção-científica, cinema e televisão desde o século XIX.

Uma pequena jóia que explora o futuro possível da exobiologia, um filmezinho com muita piada e deveras instrutivo. Talvez um dia venha a ter uma aplicação prática...