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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Kepler 452b é exoplaneta mais parecido com a Terra encontrado até hoje

O planeta Kepler-452b é 60% maior do que a Terra Foto: NASA
 A NASA anunciou na quinta-feira a descoberta do primeiro exoplaneta (planeta que se encontra fora do nosso Sistema Solar) que orbita a zona habitável de uma estrela similar ao nosso Sol, o que a torna o primeiro candidato sério para acolher vida.

"O planeta Kepler-452b é 60% maior do que a Terra, o que faz com a gravidade na superfície deverá ser duas vezes maior do que no nosso planeta", explicou Jon Jenkins, um dos responsáveis da missão Kepler.

O tamanho do planeta permite aos cientistas dizer que este é rochoso, provavelmente com uma atmosfera mais densa que a Terra e com uma importante concentração de vulcões activos. A distância à sua estrela permite ainda extrapolar que pode conter água no seu estado líquido.

O planeta recebe 10% mais energia da sua estrela do que a Terra do Sol, já que o astro que ilumina Kepler-452b é maior e mais velho que o nosso Sol e por isso emite mais brilho.

Kepler-452b que completa uma órbita em 385 dias (os anos so mais longos do que os nossos), é também mais antigo do que a Terra.

Kepler 452b situa-se a 1.400 anos-luz da Terra.

Até agora, o exoplaneta mais parecido com a Terra era Kepler-186f, mas que orbita uma estrela anã, mais fria que o nosso Sol.

Esta é uma imagem do que poderá ser o aspecto da superfície de Kepler-452b


quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nasa descobre primeiro exoplaneta habitável do tamanho da Terra

Imagem: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech
Uma equipa internacional de astronomos descobriram o primeiro exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) de tamanho similar ao da Terra e onde pode existir água em estado líquido, o que o torna habitável.

O exoplaneta, denominado Kepler-186f, foi o primeiro avistado por cientistas da Nasa usando o telescópio Kepler, segundo um estudo publicado esta quinta-feira na revista científica americana Science.

A caça a exoplanetas habitáveis deu hoje um salto em frente com esta descoberta.

O planeta em questão encontra-se na "goldilock zone" (zona habitável) da sua estrela (Kepler-186),
a uma distancia de 500 anos-luz da Terra.

Kepler-186f é um de cinco planetas a orbitar a sua estrela, o mais afastado também, quase na zona exterior da "zona habitável". A sua estrela tem uma luz mais ténue e é também mais fria que o nosso Sol.

Este planeta tem é o único a possuir características para poder abrigar água líquida, critério considerado essencial pelos astrónomos para encontrarem vida extra-terrestre.

O planeta é ligeiramente maior do que a Terra, cerca de 1,1 vezes mais. Quando os exoplanetas na zona habitável de uma estrela são maiores do que a Terra cerca de 1,5 vezes tem tendencia a atrair camadas espessas de hidrogénio e de hélio na atmosfera, o que as faz assemelhar mais a planetas como Júpiter ou Saturno e o que impossibilita também o desenvolvimento da vida.

O facto de ser ligeiramente maior do que a Terra faz com que tenha uma maior insolação do que o nosso. Ou seja, apesar de estar quase fora da zona habitável, o planeta pode perfeitamente ter uma atmosfera e temperaturas favoráveis ao desenvolvimento da vida.

O planeta foi descoberto recorrendo à técnica indirecta do "transito orbital". A tecnologia actual ainda não permite aos astrónomos observarem exoplanetas potencialmente habitáveis de forma directa.

Desde meados dos anos 1990 foram já descobertos cerca de 1.800 exoplanetas. Destes, apenas duas dezenas se situam dentro da "zona habitável". Até agora, todos estas potenciais "Super-Terras" são tabém maiores do que o nosso planeta.

O telescópio espacial Kepler, lançado em Março de 2009 e que já não está em actividade, observou um total de 150 mil estrelas durante a duração da sua missão de quatro anos (2009-2013). Até agora, apenas foram descobertos planetas em torno de pouco mais de um milhar de estrelas. Mas esta é a ponta do iceberg já que apenas uma parte dos dados da Missão Kepler foram analisados e divulgados.

JLCorreia/com agencias

(Esta noticia também foi publicada no site contacto.lu)