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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Astronautas da ISS refugiaram-se durante uma hora por perigo de colisão com lixo espacial

Foto: NASA
Três astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI) refugiaram-se, esta quinta-feira, durante quase uma hora, perante receios de uma colisão dos destroços de um antigo satélite russo à deriva no espaço, que não se concretizou, informou a NASA.

Os restos do antigo satélite meteorológico aproximavam-se da ISS à velocidade de mais de 12,8 quilómetros por segundo, pelo que foi comunicado aos três astronautas para procurarem refúgio.

Os astronautas refugiaram-se na nave Soyuz, amarrada à ISS, preparados para abandonar a estação perante uma possível colisão, que não ocorreu, pelo que ao fim de uma hora, os três homens puderam regressar. “Os restos do satélite russo passaram ao largo da Estação Espacial Internacional de forma segura.

Foi ordenado à tripulação o regresso à ISS”, disse a NASA na sua conta da rede social Twitter. Os três astronautas a bordo da ISS são o norte-americano Scott Kelly e os russos Mikhail Kornienko e Gennady Padalka.

Esta foi a quarta vez em 15 anos em que a ISS accionou este procedimento de precaução, indicou a NASA, que estima a existência de cerca de 500 mil pedaços de detritos espaciais que possam representar uma ameaça para naves como a ISS.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Australianos querem destruir lixo espacial com lasers



Uma equipa de cientistas australianos encontrou a solução para o lixo espacial que existe em torno do nosso planeta, composto por mais de 23 mil detritos, desde bocados de foguetões largados das naves russas e dos Space Shuttle americanos, até antigos satélites de comunicação e militares desactivados, potencialmente perigosos para missões espaciais e astronautas a trabalhar no espaço.

Os cientistas australianos propõem desfazer o lixo espacial com raios laser para que caia na atmosfera terrestre, onde se desintegraria.

"Queremos limpar o espaço para evitar o risco crescente de colisões e prevenir os tipos de incidentes contados no filme 'Gravity'", explica o director do centro de pesquisa astronómica e astrofísica da Universidade Nacional da Austrália, Matthew Colless.

Um novo centro de pesquisa com a participação, entre outros, da Nasa, vai começar a funcionar este ano para isolar as partes menores de lixo espacial e prever a sua trajectória graças ao observatório de Mount Stromlo, em Canberra. O objetivo é desviar estes restos (satélites fora de serviço, corpos de foguetões...) de sua trajectória, atingindo-os com raios laser a partir da Terra. O que fará os detritos diminuir a sua velocidade e cair na atmosfera, onde se desentagrariam.

O responsável pelo novo centro, Ben Greene, também considerou provável "uma avalanche catastrófica de colisões (de restos), que destrua rapidamente todos os satélites".

A agência espacial americana (Nasa) e a Agência Espacial Europeia (ESA) listaram mais de 23 mil objectos de mais de 10 cm, na sua maioria, em órbitas baixas (abaixo de 2.000 km). Os restos que têm entre 1 e 10 cm são centenas de milhares.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Lixo espacial


O número de detritos que flutuam no espaço atingiu um “ponto crítico”, ameaçando cada vez mais os satélites e os astronautas.

A Nasa contabiliza actualmente mais de 22 mil detritos à deriva na órbita terrestre e estima em milhões o número dos que possam ser ainda registados. Destes, cerca de meio milhão devem ter entre um a dez centímetros de diâmetro e podem entrar em colisão e deteriorar ou destruir outros engenhos espaciais ou ferir astronautas.

Estes detritos são da mais diversa origem e tamanho: desde bocados de foguetões largados das naves russas e dos Space Shuttle americanos, até antigos satélites de comunicação e militares desactivados.

Por exemplo, há quatro anos, a China testou mísseis anti-satélites, que pulverizaram um satélite em 150 mil fragmentos.

Diagrama que mostra os milhares de detritos
que a Nasa calcula existirem na órbita terrestre