domingo, 24 de novembro de 2013

DD- Documentários ao Domingo: Descobrindo o espaço profundo

Um documentário britânico sobre os telescópios do século XXI que estão a permitir aos astrónomos observar o espaço profundo como nunca antes.

Primeiro, o Very Large Telescope (VLT), no Chile, um projecto imaginado em 1977, lançado dez anos mais tarde, mas cujos 4 telescópios só começaram a trabalhar em conjunto há três anos.

Graças ao VLT, os astrónomos estão a descobrir o espaço profundo, que não era possível observar há cinco ou dez anos. De repente, no espaço negro e profundo, começou a aparecer a luz de corpos celestes que estavam "invisíveis" e a milhões de anos-luz.

Já ouviram falar no Sofia? O Sofia é um avião jumbo reconvertido em telescópio, ou melhor é o "Observatório Estratosférico para a Astronomia por Infra-Vermelhos" ou "Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy" (Sofia), um projecto da Nasa com cooperação alemã. O primeiro voo deu-se em 2007, mas esta é a primeira vez que uma equipa de televisão sobe a bordo.

Estes são apenas dois exemplos, mas há mais, e alguns deles podem até nem parecer telescópios.

Um filme de 60 minutos, sem o funtástico astrónomo "star" inglês Brian Cox, mas com o cunho sério da BBC. Muito bom. E a voz off envolvente de Sara Mendes da Costa.

 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A partir de 2015, ISS é desactivada e a China lança a sua estação orbital - inversão das potênciais espaciais?

Onze anos depois de ter enviado o primeiro astronauta (taikonauta, em chinês) ao espaço, a China mantém o seu ambicioso programa espacial, que dá ao país prestígio militar e económico, enquanto a concorrente americana, Nasa, está paralisada devido a uma crise orçamentária.

Cronologia do programa espacial chinês

Em 15 de Outubro de 2003, o taikonauta Yang Liwei orbitou 14 vezes a Terra a bordo de uma nave Shenzhou 5, em 21 horas, abrindo o caminho da China para a exploração espacial.

O fato de um taikonauta Foto: AFP

Mais de 40 anos depois do voo histórico do soviético Yuri Gagarine, esta façanha fez da China o terceiro país, depois de URSS e dos Estados Unidos, capaz de enviar uma missão espacial tripulada.

Desde então, a China enviou mais dez taikonautas - oito homens e duas mulheres - ao espaço em cinco missões, assim como um módulo espacial para orbitar a Terra, o Tiangong-1.

O Estado, que financia este programa supervisionado pelo Exército investindo biliões de dólares, considera que se trata de um sinal importante do novo estatuto internacional do país, do seu domínio tecnológico e também da capacidade do Partido Comunista de modificar o destino de uma nação outrora castigada pela pobreza.

As ambições chinesas só ficarão plenamente satisfeitas no dia em que um chinês pisar a superfície da Lua, antecedido até ao fim deste ano pela sonda Chang'e-3.

O próximo objectivo é concluir a construção de uma estação espacial orbital, a Tiangong-3, até 2015.

Na mesma época, a Estação Espacial Internacional (ISS), desenvolvida por Estados Unidos, Europa, Rússia, Japão e Canadá, será abandonada depois de 20 anos de serviços.

Esta coincidência simbólica pode reflectir também o deslocamento dos centros de poder no mundo na próxima década.

O rápido desenvolvimento do programa espacial chinês contrasta profundamente com o dos Estados Unidos, que lançou o seu último foguetão em 2011 e cujos projectos de futuro são, por enquanto, vagos.

"Na Ásia, a China é considerada a líder regional da área espacial, o que dá ao país um verdadeiro prestígio militar e económico", afirma Joan Johnson-Freese, encarregada de assuntos de segurança no Colégio de Guerra da Marinha em Newport, e especialista em actividades espaciais chinesas. "No resto do mundo, a vantagem económica para a China é não ser considerada capaz de produzir apenas roupa barata", acrescentou.

A China ainda está longe das conquistas de Estados Unidos e da ex-União Soviética - embora tenha aprendido com os dois - e faltam pouco anos para conseguir construir a sua estação espacial.

Enquanto isso não acontece, Yang Liwei, general e vice-director da agência chinesa encarregada de programas tripulados,  recebe solicitações de países em vias de desenvolvimento que querem enviar astronautas até ao espaço.

"Gostaríamos de treinar astronautas de outros países e organizações que nos fazem este tipo de pedidos e adoraríamos realizar missões para astronautas estrangeiros", declarou, em Setembro, durante um seminário em Pequim organizado pela ONU e pela China sobre tecnologia espacial. O Paquistão já indicou que quer estar entre os primeiros.

O programa espacial chinês, previsto para os próximos 30 anos, baseia-se numa "vontade política que não tem que responder a um eleitorado para perdurar, algo que, evidentemente é muito mais difícil para as democracias", afirmou Johnson-Freese.

domingo, 17 de novembro de 2013

DD - Documentários ao Domingo - Os Mistérios da Via Láctea

A descoberta dos mistérios da nossa galáxia, desde os tempos de Galileu, passando por Newton, Herschel até à descoberta do que era a "Nebulosa de Andrómeda" e o avistamento de exoplanetas.

É o episódio 15 da temporada 37, da série "Nova".

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fragmento de cometa é encontrado pela primeira vez na Terra

Uma equipa de cientistas sul-africanos identificou pela primeira vez vestígios de um cometa que explodiu sobre o Egipto ao entrar na atmosfera há 28 milhões de anos, segundo notícia avançada pela Universidade de Witwatersrand (Wits), em Joanesburgo.

Além de destruir toda forma de vida na região de impacto, a explosão causou um aumento da temperatura da areia até os 2.000° C, o que provocou a formação de uma quantidade impressionante de cristais de silício amarelo, dispersos por 6.000 km2 pelo deserto do Saara.

A peça central de um broche do faraó Tutancamon, que representa um escaravelho, foi feita a partir desse cristal, garante a universidade.

Graças ao estudo de uma pedra preta misteriosa, encontrada em 1996 por um geólogo egípcio dentro de um de cristal de silício, a equipa científica acredita ter encontrado "o primeiro exemplar conhecido do núcleo de um cometa" e da "primeira prova de um cometa que entrou na atmosfera terrestre e explodiu"-

"A pedra pesa 30 gramas, contem um componente extraterrestre e 65% de carbono, enquanto os meteoritos contêm apenas 3% de carbono", explicou à AFP o professor catedrático Jan Krammers, do departamento de Geologia da Universidade de Joanesburgo.

A explosão também deu origem a diamantes microscópicos. Os diamantes formam-se quando o carbono é submetido a temperatura e pressão extremas.

Os cometas, que são pedras de gelo misturadas com poeira espacial, "visitam regularmente os nossos céus", explica, por seu lado, o professor David Block, citado no comunicado de Wits, onde chefia o laboratório de poeira cósmica.

Mas nunca até agora tinha sido encontrado um cometa na Terra. Até o momento só tinha sido identificada poeira rica em carbono no gelo do Ártico ou partículas de poeira microscópicas na alta atmosfera.

"Os cometas contêm a chave que permite compreender a formação do nosso aistema aolar e esta descoberta oferece-nos uma ocasião sem precedentes para estudar o material dos cometas em primeira mão", diz Block.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Telescópio espacial Planck foi desactivado

O telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA), uma máquina capaz de capturar a essência do início do Universo, foi desativado no final de Outubro, após quatro anos e meio de serviço, anunciou a agência espacial europeia ESA.

Os controladores da missão do Centro de operações da ESA, com sede em Darmstad (Alemanha), transmitiram a 23 de Outubro a sua última ordem ao satélite, após o que desligaram os seus emissores.

"Causou-nos muita pena direccionar as últimas operações ao satélite Planck, mas também tem sido um motivo para comemorar o extraordinário sucesso desta missão", explicou em comunicado Steve Foley, responsável pela gestão das operações do satélite europeu do Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC) da ESA.

Planck, que iniciou sua missão em 2009, era capaz de detectar com uma sensibilidade sem precedentes, a radiação de fundo cósmico (ou radiação de fundo de micro-ondas, CMB, na sigla em inglês), ou seja, a radiação fóssil do Big Bang.

Os dados que transmitiu ao longo de quatro anos permitiram elaborar a mais precisa imagem disponível do Universo na sua infância. O primeiro mapa detalhado da radiação CMB capturada por Planck foi revelado no início de 2013, e os restantes dados da missão Planck estão actualmente a ser estudados para serem  divulgados em 2014.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sonda indiana precisa de 1 mês para sair da órbita da Terra, antes de rumar a Marte

Foto: AFP
A primeira sonda indiana para Marte descolou na passada terça-feira e o seu destino é o planeta Marte.

A nave espacial enviada pela Índia completou a primeira de uma série de activações dos seus motores, concebidos para libertá-la da atracção terrestre e propulsá-la em direcção a Marte, revelaram na sexta-feira os cientistas responsáveis pela missão, da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês).

A primeira "manobra de saída de órbita", que envolveu a activação de um propulsor movido a combustível líquido, foi executada na quinta-feira. Seguiu-se uma segunda activação na sexta-feira.

"A segunda manobra de saída da órbita da nave aconteceu a 8 de Novembro, com um tempo de queima de 570,6 segundos, e foi concluída com sucesso", destaca em comunicado a ISRO, com sede em Bangalore.

A sonda carece de potência para viajar directamente até Marte, por isso está a orbitar a Terra durante quase um mês e a activação dos motores deve aplicar a velocidade necessária ao foguetão para que possa libertar-se da atracção gravitacional do nosso planeta.

Só quando concluir as seis manobras de activação dos motores com êxito é que vai iniciar-se a segunda fase da sua viagem de nove meses até ao planeta vermelho.

O principal objectivo da missão indiana é detectar metano na atmosfera marciana, o que pode ser o sinal de algum tipo de vida no quarto planeta do Sistema Solar.

Se a missão foir bem sucedida, a Índia tornar-se-á o primeiro país asiático a chegar a Marte, com uma nave não tripulada. Nunca antes a Índia se tinha aventurado em viagens interplanetárias e mais da metade de todas as missões a Marte fracassaram, inclusive a da China, em 2011, e a do Japão, em 2003.

A sonda "Mars Orbiter Mission" (MOM), informalmente chamada "Mangalyaan" ("Mars-craft"), deverá deixar a órbita da Terra no início de Dezembro e aterrar em Marte nove meses depois, em Agosto de 2014.

O projecto, orçado em 4,5 biliões de rúpias (73 miliões de dólares), representa menos de um sexto dos 455 miliões de dólares que a Nasa gastou na sua nova sonda marciana, a Maven, que tem lançamento previsto para o final de Novembro.

O presidente da ISRO, K. Radhakrishnan, denominou a missão de um "ponto crítico" para as ambições espaciais da Índia e algo que demonstrará as habilidades do país na tecnologia dos foguetões.

domingo, 10 de novembro de 2013

DD - Documentários ao Domingo: "A Vida para Além da Terra - Estamos sozinhos?"

Hoje apresentamos mais um episódio da série "Nova", hoje dedicada às missões que têm como tarefa descobrir sinais de vida bacteriológica e/ou inteligente para além das margens conhecidas da Terra, na imensidão do oceano cósmico, o Universo.


sábado, 9 de novembro de 2013

Tocha olímpica vai viajar no espaço

Os cosmonautas russos Oleg Kotov e Serguei Riazanski e o astronauta americano Michael Hopkins (Foto: AFP)

A tocha olímpica chegou quinta-feira a bordo da nave russa Soyuz à Estação Espacial Internacional (ISS).

Os cosmonautas russos Oleg Kotov e Serguei Riazanski estão na ISS desde Setembro e uma das suas missões durante os 168 dias que vão estar a bordo da estação orbital internacional é fazer uma saída histórica no espaço com a tocha olímpica dos Jogos de Inverno de Sochi (Rússia), que vão ter lugar em Fevereiro de 2014. Uma estreia para a tocha olímpica.

A tocha chegou à Rússia em 6 de Outubro e o passeio no espaço está previsto para este sábado.

A tocha regressa depois à Terra e continua a sua viagem até a cidade russa às margens do Mar Negro.

Kotov e Riazanski chegaram em 26 de Setembro à ISS, acompanhados pelo astronauta americano Michael Hopkins.

Kotov é um médico militar de 47 anos, e comandante da missão, e Riazanski é um biólogo de 39 anos e engenheiro de bordo.

Hopkins tem 44 anos e é um oficial da aeronáutica.

A bordo da ISS foram recebidos pelo italiano Luca Parmitano, o russo Fiodor Yurchikhin e a americana Karen Nyberg.

(veja o vídeo da chegada da tocha olímpica à ISS)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Asteróide com seis caudas surpreende astrónomos


Um asteróide foi captado entre Agosto e Setembro pelo telescópio espacial Hubble e espantou os astrónomos norte-americanos, por ter a aparência de um cometa com seis caudas e a girar sobre si próprio, foi hoje anunciado.

Um asteróide foi captado entre Agosto e Setembro pelo telescópio espacial Hubble e espantou os astrónomos norte-americanos, por ter a aparência de um cometa com seis caudas e a girar sobre si próprio, foi hoje anunciado. "Ficámos literalmente estupefactos com o que vimos", afirmou David Jewitt, astrónomo da Universidade da Califórnia (Los Angeles) que descobriu o asteróide, a partir de observações feitas em Setembro.

A equipa de astrónomos descreveu o asteróide com a forma de um regador automático de relva, que projectava poeiras através de seis caudas, como um cometa, e que mudava várias vezes de forma. A descoberta foi descrita num estudo publicado hoje na revista científica norte-americana Astrophysical Journal Letters.

(Esta notícia foi também publicada no site wort.lu/pt)

Investigadora do Minho premiada pela NASA e pela Agência Espacial Europeia

A investigadora portuguesa Ângela Abreu, da Universidade do Minho (UMinho), foi premiada pela Agência Aeroespacial Norte-Americana (NASA) e pela Agência Espacial Europeia por desenvolver um método "inovador e eficiente" de produção de hidrogénio "100% biológico" que pode ser utilizado para gerar eletricidade.
Ângela Abreu Foto: U. Minho

Em comunicado enviado no dia 6 deste mês à imprensa, a UMinho informa que Ângela Abreu foi distinguida com a Melhor Apresentação Oral do "Workshop Internacional sobre Ambiente e Energias Alternativas", que decorreu num dos polos da ESA, em Frascati, Itália, com o trabalho "Biohydrogen production using bionanocoatings for immobilizing highly efficient hydrogen-producing bacteria".

A investigadora, do Centro de Engenharia Biológica da UMinho, ganhou ainda uma bolsa "travel grant" da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

"Os processos de produção de hidrogénio são sobretudo feitos a partir de combustíveis fósseis. O nosso processo é inovador por recorrer a resíduos orgânicos e a efluentes, ou seja, é 100% biológico", explica Ângela Abreu.

Segundo aquela cientista, "este bio-hidrogénio é um vetor energético que pode depois ser usado em células de combustível para produção de eletricidade, entre outras aplicações".

A UMinho explana ainda que o processo desenvolvido pela equipa de Ângela Abreu, que conta com a colaboração da Universidade da Carolina do Norte (EUA) e o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, "utiliza bactérias altamente eficientes, que conseguem decompor os resíduos orgânicos e, desta forma, produzir bio-hidrogénio".

Segundo explica, "uma grande mais-valia do projeto é a imobilização das bactérias nos reatores através de um revestimento de látex com nanoporos que permite a troca da matéria orgânica e do hidrogénio".

Ângela Abreu é licenciada em Engenharia Ambiental e dos Recursos Naturais pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com mestrado em Tecnologias Ambientais e o doutoramento em Engenharia Química e Biológica pela UMinho, em colaboração com a Universidade Técnica da Dinamarca. Actualmente é investigadora de pós-doutoramento no grupo BRIDGE do Centro de Engenharia Biológica da UMinho.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Índia lança primeira missão a Marte esta terça-feira

Foto: AP
A Índia vai lançar esta terça-feira, em 5 de Novembro, a primeira missão indiana a Marte, que tinha sido adiada devido a problemas no posicionamento de um sistema que rastreará a operação a bordo de um navio.

O lançamento da 'Mars Orbiter Mission' não tripulada teve que ser adiada depois que a Agência Espacial Indiana (ISRO) informou em 20 de Outubro que não conseguiria realizá-lo cinco dias depois, em 28 de Outubro, conforme o esperado.

Dois navios indianos foram enviados para as ilhas Fiji, no Oceano Pacífico, para fazer um rastreamento constante do foguetão, mas um deles demorou a chegar ao local devido ao mau tempo.

"A 'Mars Orbiter Mission' foi re-agendada para 5 de Novembro e a nave espacial será lançada às 14h36 IST (hora local) do centro espacial de Sriharikota", declarou à AFP o porta-voz da ISRO, Deviprasad Karnik. A sonda de 1,3 toneladas será lançada a bordo de um foguetão de 350 toneladas de Sriharikota, na Baía de Bengala, a cerca de 80 km a nordeste de Chennai.

A missão marciana, que deverá durar nove meses, foi aprovada pelo governo indiano com um orçamento de 4,5 biliões de rúpias (73 milhões de dólares). Para a Índia, a missão representa um passo significativo do seu programa espacial, que já conseguiu enviar uma sonda para a Lua e desperta o orgulho nacional do país de 1,2 bilião de habitantes.

Mas os gastos com esta missão também têm recebido críticas, num país em que o governo luta para combater a pobreza que afecta grande parte da população, assim como importantes problemas de infra-estruturas.

A Índia junta-se assim a uma série de países que já enviou missões a Marte, como os Estados Unidos, Rússia, Japão e China.