domingo, 15 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
Um escaravelho sul-africano recorre à Via Láctea para se orientar
Cientistas descobriram que existe um escaravelho sul-africano que recorre à luz emitida pela Via Láctea para rolar as suas preciosas bolas de feze, segundo um artigo publicado em 2012 na revista norte-americana Current Biology.
Mesmo possuindo um cérebro minúsculo e com uma visão débil, estes insectos utilizam o gradiente progressivo da luz dos céus, emitido pela massa estelar da nossa galáxia, para garantir o transporte do seu alimento numa linha recta e evitando qualquer possível rival, de regresso ao seu monte de esterco.
A linha da nossa Via Láctea no céu nocturno (que na realidade é o centro galáctico da Via Láctea) está tão distante que parece ser imóvel para esse insecto, oferecendo, assim, um ponto de referência fixo à espécie.
Numa experiência sem precedentes, os biólogos da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, colocaram escaravelhos sob o céu artificial de um planetário local e descobriram que a Via Láctea forneceu aos insectos uma "bússola de luz", ajudando-os a seguir em linha recta.
"Os escaravelhos não se importam para onde vão, só precisam afastar-se de um potencial rival que lhe queira roubar o alimento", explicou Marcus Byrne, chefe do estudo.
Alguns animais, como focas, aves, bem como os humanos, recorrem às estrelas para a navegação, mas o escaravelho é o primeiro a utilizar a própria galáxia para se orientar.
Anteriormente, a equipa já tinha descoberto que os escaravelhos escalavam com dificuldade até o topo dos montes de esterco, onde executavam uma breve dança em busca das melhores fontes de luz para a sua orientação. O Sol, a Lua e a luz do centro galáctico parecem ser as suas favoritas, e não as artificiais produzidas pelo homem.
Mesmo possuindo um cérebro minúsculo e com uma visão débil, estes insectos utilizam o gradiente progressivo da luz dos céus, emitido pela massa estelar da nossa galáxia, para garantir o transporte do seu alimento numa linha recta e evitando qualquer possível rival, de regresso ao seu monte de esterco.
A linha da nossa Via Láctea no céu nocturno (que na realidade é o centro galáctico da Via Láctea) está tão distante que parece ser imóvel para esse insecto, oferecendo, assim, um ponto de referência fixo à espécie.
Numa experiência sem precedentes, os biólogos da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, colocaram escaravelhos sob o céu artificial de um planetário local e descobriram que a Via Láctea forneceu aos insectos uma "bússola de luz", ajudando-os a seguir em linha recta.
"Os escaravelhos não se importam para onde vão, só precisam afastar-se de um potencial rival que lhe queira roubar o alimento", explicou Marcus Byrne, chefe do estudo.
Alguns animais, como focas, aves, bem como os humanos, recorrem às estrelas para a navegação, mas o escaravelho é o primeiro a utilizar a própria galáxia para se orientar.
Anteriormente, a equipa já tinha descoberto que os escaravelhos escalavam com dificuldade até o topo dos montes de esterco, onde executavam uma breve dança em busca das melhores fontes de luz para a sua orientação. O Sol, a Lua e a luz do centro galáctico parecem ser as suas favoritas, e não as artificiais produzidas pelo homem.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
NASA vai plantar horta na Lua para cultivo de nabos, agriões e manjericão
A NASA vai enviar para a Lua, em 2015, uma pequena estufa com a qual pretende experimentar o cultivo de nabos, agriões e manjericão.
"O nosso conceito é o desenvolvimento de uma câmara de cultivo simples, selada, que poderá sustentar a germinação, num período de cinco a dez dias, na Lua", indicou a agência espacial norte-americana, citada na quarta-feira pela agência noticiosa espanhola Efe.
Segundo a NASA, "um filtro de papel com nutrientes dissolvidos, dentro da câmara, poderá alimentar uma centena de sementes de agriões, dez sementes de manjericão e outras dez de nabo".
O Centro Ames de Investigação da NASA explicou que, uma vez que aterrar na Lua a nave enviada para o efeito, um mecanismo libertará um pequeno depósito de água que humedecerá o papel e iniciará a germinação das sementes.
A experiência não inclui a prova de cultivo das plantas sobre solo lunar, coberto de um pó que carece de muitos dos nutrientes que suportam a vida vegetal e no qual não há o material orgânico decomposto que enriquece o solo terrestre.
Por outro lado, de acordo com a NASA, os níveis de radiação na Lua são muito mais intensos do que os verificados na Terra, uma vez que o satélite não tem uma atmosfera que detenha os raios do Sol mais perigosos.
Além disso, as temperaturas na superfície da Lua variam, no mesmo dia, entre os 100ºC e os -173ºC e o céu de luz e sombra que regula a fotossíntese está sujeito ao facto de o "dia" lunar durar 28 dias terrestres. "Usaremos a luz natural do Sol sobre a Lua como fonte de iluminação para a germinação das plantas, numa primeira demonstração do uso de recursos 'in situ'", assinalou a NASA, acrescentando que os rebentos serão fotografados em intervalos regulares, com resolução suficiente para os comparar com os modelos de crescimento em plantas de controlo na Terra.
(Este artigo foi igualmente publicado no site www.wort.lu/pt)
"O nosso conceito é o desenvolvimento de uma câmara de cultivo simples, selada, que poderá sustentar a germinação, num período de cinco a dez dias, na Lua", indicou a agência espacial norte-americana, citada na quarta-feira pela agência noticiosa espanhola Efe.
Segundo a NASA, "um filtro de papel com nutrientes dissolvidos, dentro da câmara, poderá alimentar uma centena de sementes de agriões, dez sementes de manjericão e outras dez de nabo".
O Centro Ames de Investigação da NASA explicou que, uma vez que aterrar na Lua a nave enviada para o efeito, um mecanismo libertará um pequeno depósito de água que humedecerá o papel e iniciará a germinação das sementes.
A experiência não inclui a prova de cultivo das plantas sobre solo lunar, coberto de um pó que carece de muitos dos nutrientes que suportam a vida vegetal e no qual não há o material orgânico decomposto que enriquece o solo terrestre.
Por outro lado, de acordo com a NASA, os níveis de radiação na Lua são muito mais intensos do que os verificados na Terra, uma vez que o satélite não tem uma atmosfera que detenha os raios do Sol mais perigosos.
Além disso, as temperaturas na superfície da Lua variam, no mesmo dia, entre os 100ºC e os -173ºC e o céu de luz e sombra que regula a fotossíntese está sujeito ao facto de o "dia" lunar durar 28 dias terrestres. "Usaremos a luz natural do Sol sobre a Lua como fonte de iluminação para a germinação das plantas, numa primeira demonstração do uso de recursos 'in situ'", assinalou a NASA, acrescentando que os rebentos serão fotografados em intervalos regulares, com resolução suficiente para os comparar com os modelos de crescimento em plantas de controlo na Terra.
(Este artigo foi igualmente publicado no site www.wort.lu/pt)
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Galáxia mais próxima é a Nuvem de Magalhães e situa-se a 136 mil anos-luz da Via Láctea
Astrónomos conseguiram determinar com uma exactidão sem precedentes que a galáxia mais próxima, a Grande Nuvem de Magalhães, está a 136 mil anos-luz, anunciou recentemente o Observatório Europeu do Sul (ESO, em inglês), que opera no Observatório La Silla, no norte do Chile, de onde foram feitas as medições.
"Estou muito emocionado porque os astrónomos estão já a tentar há um século medir com precisão a distância até à Grande Nuvem de Magalhães", disse Wolfgang Gieren, um dos cientistas que lidera a equipa.
"Resolvemos esta questão com um resultado demonstrável e com uma precisão de 2%", disse Gieren, astrónomo da Universidade de Concepción, situada no sul do Chile.
Além dos telescópios instalados em La Silla, os astrónomos utilizaram instrumentos de observação espalhados pelo mundo inteiro.
Os astrónomos obtiveram a distância que a Grande Nuvem de Magalhães dista da nossa galáxia, a Via Láctea, observando um estranho par de estrelas próximas, conhecidas como "as binárias eclipsantes", mediante acompanhamento do brilho e das suas velocidades orbitais, o que permite obter distâncias precisas, informou o ESO.
Gieren informou que a descoberta é um passo em frente crucial para entender a natureza da misteriosa energia escura que faz com que a expansão entre a Via Láctea e a Grande Nuvem de Magalhães esteja a acelerar.
Esta descoberta foi conseguida graças a instrumentos como o HARPS, utilizado para obter velocidades extremamente precisas de estrelas relativamente frágeis, e o SOFI, que serve para se conseguir as medidas precisas da intensidade do brilho destas estrelas. O equipamento pertence ao Observatório La Silla, instalado a 2.400 metros de altitude no deserto do Atacama, 1.400 km ao norte de Santiago do Chile, e que integra 18 telescópios.
O ESO é a principal organização astronómica intergovernamental europeia e o observatório astronómico mais produtivo do mundo. Quinze países apoiam esta instituição: Brasil, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Reino Unido, República Checa, Suécia, Suíça e Portugal.
"Estou muito emocionado porque os astrónomos estão já a tentar há um século medir com precisão a distância até à Grande Nuvem de Magalhães", disse Wolfgang Gieren, um dos cientistas que lidera a equipa.
"Resolvemos esta questão com um resultado demonstrável e com uma precisão de 2%", disse Gieren, astrónomo da Universidade de Concepción, situada no sul do Chile.
Além dos telescópios instalados em La Silla, os astrónomos utilizaram instrumentos de observação espalhados pelo mundo inteiro.
Os astrónomos obtiveram a distância que a Grande Nuvem de Magalhães dista da nossa galáxia, a Via Láctea, observando um estranho par de estrelas próximas, conhecidas como "as binárias eclipsantes", mediante acompanhamento do brilho e das suas velocidades orbitais, o que permite obter distâncias precisas, informou o ESO.
Gieren informou que a descoberta é um passo em frente crucial para entender a natureza da misteriosa energia escura que faz com que a expansão entre a Via Láctea e a Grande Nuvem de Magalhães esteja a acelerar.
Esta descoberta foi conseguida graças a instrumentos como o HARPS, utilizado para obter velocidades extremamente precisas de estrelas relativamente frágeis, e o SOFI, que serve para se conseguir as medidas precisas da intensidade do brilho destas estrelas. O equipamento pertence ao Observatório La Silla, instalado a 2.400 metros de altitude no deserto do Atacama, 1.400 km ao norte de Santiago do Chile, e que integra 18 telescópios.
O ESO é a principal organização astronómica intergovernamental europeia e o observatório astronómico mais produtivo do mundo. Quinze países apoiam esta instituição: Brasil, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Reino Unido, República Checa, Suécia, Suíça e Portugal.
domingo, 1 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
A nossa galáxia pode ter cerca de 17 mil milhões de planetas do tamanho da Terra
A nossa galáxia, a Via Láctea, pode ter cerca de 17 mil milhões de planetas de tamanho similar ao da Terra, revela uma estimativa, publicada este ano nos Estados Unidos.
Isto não significa que todos todos sejam habitáveis, mas a probabilidade de se descobrir planetas iguais à Terra aumenta claramente.
Para ser habitável, um planeta deve estar a uma distância de sua estrela que permita evitar temperaturas extremas e que a água possa existir em estado líquido, algo essencial para a vida.
Esta estimativa surge após a análise de dados obtidos pelo telescópio espacial americano Kepler, lançado em 2009 para buscar planetas fora do nosso sistema solar, ou exoplanetas.
Ao menos uma estrela em cada seis da Via Láctea tem um planeta do tamanho da Terra na sua órbita, salientou François Fressin, do Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard, principal autor da pesquisa, que estima em 100 mi milhões o número de estrelas na nossa galáxia.
Fressin apresentou os resultados na conferência anual da American Astronomical Society, reunida em Long Beach, Califórnia, em Janeiro deste ano.
O telescópio espacial Kepler detecta um exoplaneta quando este passa diante de sua estrela e gera uma queda de luminosidade no local por onde transita. O telescópio identifica assim exoplanetas potenciais medindo permanentemente as mudanças de luminosidade em mais de 150 mil estrelas situadas nas constelações de Cisne e Lyra.
Durante os 16 primeiros meses de observação, Kepler identificou 2.400 potenciais exoplanetas.
Desde então, os cientistas têm tratado de determinar quantos destes sinais correspondem à presença de um exoplaneta.
Foram já mais de mil os exoplanetas descobertos desde o início dos anos 1990.
Isto não significa que todos todos sejam habitáveis, mas a probabilidade de se descobrir planetas iguais à Terra aumenta claramente.
Para ser habitável, um planeta deve estar a uma distância de sua estrela que permita evitar temperaturas extremas e que a água possa existir em estado líquido, algo essencial para a vida.
Esta estimativa surge após a análise de dados obtidos pelo telescópio espacial americano Kepler, lançado em 2009 para buscar planetas fora do nosso sistema solar, ou exoplanetas.
Ao menos uma estrela em cada seis da Via Láctea tem um planeta do tamanho da Terra na sua órbita, salientou François Fressin, do Centro de Astrofísica da Universidade de Harvard, principal autor da pesquisa, que estima em 100 mi milhões o número de estrelas na nossa galáxia.
Fressin apresentou os resultados na conferência anual da American Astronomical Society, reunida em Long Beach, Califórnia, em Janeiro deste ano.
O telescópio espacial Kepler detecta um exoplaneta quando este passa diante de sua estrela e gera uma queda de luminosidade no local por onde transita. O telescópio identifica assim exoplanetas potenciais medindo permanentemente as mudanças de luminosidade em mais de 150 mil estrelas situadas nas constelações de Cisne e Lyra.
Durante os 16 primeiros meses de observação, Kepler identificou 2.400 potenciais exoplanetas.
Desde então, os cientistas têm tratado de determinar quantos destes sinais correspondem à presença de um exoplaneta.
Foram já mais de mil os exoplanetas descobertos desde o início dos anos 1990.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Cientistas perderam de vista cometa Ison: está oculto ou foi derretido pelo Sol?
O cometa Ison aparentemente não resistiu à provação de passar perto do Sol, concluíram na quinta-feira à noite os astrónomos que observavam o fenómeno após examinar imagens transmitidas por vários satélites de observação solar.
"Parece que o cometa ISON provavelmente não sobreviveu ao seu périplo", concluiu Karl Battams, cometólogo do Laboratório de Pesquisa Naval de Washington, durante a mesa-redonda organizada pela TV da Nasa ontem à noite.
"Acabo de ver as últimas imagens de satélite e não vejo nada a sair por detrás do disco solar; este poderia ser o golpe final", acrescentou o cientista deixando entender que o Sol terá derretido o enorme bloco de gelo espacial.
O mesmo concluiu Phil Plait, astrónomo editor do site "Bad Astronomy". "Não acredito que o cometa tenha sobrevivido", afirmou. O cometa "Ison parece ter desaparecido, ter-se desintegrado nas últimas horas", continuou Dean Pesnell, um físico solar, encarregado científico do "Solar Dynamics Observatory" ou SDO, um satélite da Nasa para observar o Sol.
"Não vemos nada e tanto o SDO quanto o SOHO (Observatório Solar e Heliosférico) são muito bons detectores de cometas", insistiu. O SOHO é uma iniciativa conjunta da Nasa e da ESA, a agência espacial europeia.
Estava previsto que Ison, um bloco de gelo e pedra espacial proveniente da Nuvem de Oort (zona que faz fronteira entre o espaço intersideral e o nosso sistema solar), se aproximaria até 1,17 milhão de quilômetros da superfície solar na quinta-feira à noite (hora de Paris), enfrentando temperaturas de 2.700 graus e perdendo três milhões de toneladas por segundo. Aparentemente, o cometa volatilizou-se, derretido pelo Sol, antes de chegar a esta zona. A maior parte dos cientistas tinham previsto que Ison não sobreviveria a esta aproximação com o Sol.
"Acredito que talvez tenha 30% de chances de fazê-lo", tinha prognosticado Carey Lisse, do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins.
O Ison é/era "como uma bola de neve perdida", explicou, e "talvez a metade ou a terça parte é água, portanto é/era bastante frágil". Também é/era menor do que a maioria dos cometas, com 1,2 km de diâmetro.
Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt
"Parece que o cometa ISON provavelmente não sobreviveu ao seu périplo", concluiu Karl Battams, cometólogo do Laboratório de Pesquisa Naval de Washington, durante a mesa-redonda organizada pela TV da Nasa ontem à noite.
"Acabo de ver as últimas imagens de satélite e não vejo nada a sair por detrás do disco solar; este poderia ser o golpe final", acrescentou o cientista deixando entender que o Sol terá derretido o enorme bloco de gelo espacial.
O mesmo concluiu Phil Plait, astrónomo editor do site "Bad Astronomy". "Não acredito que o cometa tenha sobrevivido", afirmou. O cometa "Ison parece ter desaparecido, ter-se desintegrado nas últimas horas", continuou Dean Pesnell, um físico solar, encarregado científico do "Solar Dynamics Observatory" ou SDO, um satélite da Nasa para observar o Sol.
"Não vemos nada e tanto o SDO quanto o SOHO (Observatório Solar e Heliosférico) são muito bons detectores de cometas", insistiu. O SOHO é uma iniciativa conjunta da Nasa e da ESA, a agência espacial europeia.
Estava previsto que Ison, um bloco de gelo e pedra espacial proveniente da Nuvem de Oort (zona que faz fronteira entre o espaço intersideral e o nosso sistema solar), se aproximaria até 1,17 milhão de quilômetros da superfície solar na quinta-feira à noite (hora de Paris), enfrentando temperaturas de 2.700 graus e perdendo três milhões de toneladas por segundo. Aparentemente, o cometa volatilizou-se, derretido pelo Sol, antes de chegar a esta zona. A maior parte dos cientistas tinham previsto que Ison não sobreviveria a esta aproximação com o Sol.
"Acredito que talvez tenha 30% de chances de fazê-lo", tinha prognosticado Carey Lisse, do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins.
O Ison é/era "como uma bola de neve perdida", explicou, e "talvez a metade ou a terça parte é água, portanto é/era bastante frágil". Também é/era menor do que a maioria dos cometas, com 1,2 km de diâmetro.
Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt
Exposição europeia sobre o Espaço inaugurada esta sexta-feira em Lisboa
A exposição "European Space Expo" chega a Lisboa, onde é hoje inaugurada, para mostrar o que se faz na indústria do Espaço e os benefícios da tecnologia espacial para as populações.
A exposição, que já precorreu 17 cidades europeias, é organizada pela Comissão Europeia e fica patente até 9 de Dezembro, na praça do Comércio, e tem entrada gratuita. A mostra apresenta informação sobre diversos programas europeus, como o sistema de observação terrestre Copernicus e o sistema de navegação EGNOS/Galileo, com o qual será possível perceber quando um animal escapou à manada, definir rotas aéreas que perturbem menos as populações ou planear melhor as redes de distribuição de gás, luz e água.
No quiosque "Espaço fabricado em Portugal", os visitantes podem aceder a informação sobre as empresas nacionais que participam nos programas da Agência Espacial Europeia, incluindo o EGNOS e o Galileo. A exposição inclui equipamentos como um "OmniGlobe" - holograma interativo da atmosfera terrestre - ou um modelo de um satélite Galileo. Na "European Space Expo" haverá apresentações de 15 minutos, seguidas de perguntas e respostas, sobre tecnologia espacial e astronomia.
A 7 de Dezembro, o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia Paolo Nespoli partilhará a sua experiência como engenheiro de voo na missão MagISStra, na conferência "Seis Meses fora deste Mundo". A exposição é inaugurada pelo vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Indústria e pelo Empreendedorismo, Antonio Tajani, e pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.
Na cerimónia participa Alexandre Lourenço, a criança portuguesa que vai dar o seu nome a um dos satélites Galileo. A "European Space Expo" conta com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa, da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, do Planetário Calouste Gulbenkian e do Turismo de Lisboa. A mostra itinerante já foi vista por mais de 300 mil pessoas.
(Este artigo foi publicado no site wort.lu/pt)
A exposição, que já precorreu 17 cidades europeias, é organizada pela Comissão Europeia e fica patente até 9 de Dezembro, na praça do Comércio, e tem entrada gratuita. A mostra apresenta informação sobre diversos programas europeus, como o sistema de observação terrestre Copernicus e o sistema de navegação EGNOS/Galileo, com o qual será possível perceber quando um animal escapou à manada, definir rotas aéreas que perturbem menos as populações ou planear melhor as redes de distribuição de gás, luz e água.
No quiosque "Espaço fabricado em Portugal", os visitantes podem aceder a informação sobre as empresas nacionais que participam nos programas da Agência Espacial Europeia, incluindo o EGNOS e o Galileo. A exposição inclui equipamentos como um "OmniGlobe" - holograma interativo da atmosfera terrestre - ou um modelo de um satélite Galileo. Na "European Space Expo" haverá apresentações de 15 minutos, seguidas de perguntas e respostas, sobre tecnologia espacial e astronomia.
A 7 de Dezembro, o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia Paolo Nespoli partilhará a sua experiência como engenheiro de voo na missão MagISStra, na conferência "Seis Meses fora deste Mundo". A exposição é inaugurada pelo vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Indústria e pelo Empreendedorismo, Antonio Tajani, e pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.
Na cerimónia participa Alexandre Lourenço, a criança portuguesa que vai dar o seu nome a um dos satélites Galileo. A "European Space Expo" conta com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa, da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, do Planetário Calouste Gulbenkian e do Turismo de Lisboa. A mostra itinerante já foi vista por mais de 300 mil pessoas.
(Este artigo foi publicado no site wort.lu/pt)
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Cometa Ison passa hoje perto do Sol, mas dificilmente será observável
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| Foto: Hubble |
O cometa Ison vai passar hoje perto do Sol, mas dificilmente será observável a partir da Terra, porque o seu brilho será ofuscado pelo do "astro-rei", indicou o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL).
O Ison, que foi avistado pela primeira vez em Setembro do ano passado por astrónomos russos, é um cometa especial que vem da nuvem de Oort, uma camada que rodeia todo o Sistema Solar e que, acreditam os cientistas, é formada pelos restos da nebulosa que deu lugar ao Sol e aos planetas, há cerca de 4.600 milhões de anos.
Em declarações à agência Lusa, o director do Departamento de Mediação Científica do CAAUL, João Retrê, referiu que, quando o cometa passar, "o ponto da sua órbita mais perto do Sol será extremamente difícil" de observá-lo a partir da Terra, mesmo recorrendo a telescópios. João Retrê explicou que, devido à proximidade do cometa com o "astro-rei", o brilho do Ison "será ofuscado pelo brilho do Sol, perdendo o contraste relativamente ao brilho de fundo do céu".
A aproximação do cometa ao Sol poderá culminar na sua explosão ou, caso contrário, poderá fornecer aos cientistas pistas sobre a sua formação.Na sua viagem até à periferia do Sol, o cometa estará a 1,8 milhões de quilómetros do "astro-rei" e atingirá uma temperatura de cerca de cinco mil graus.
O director do Departamento de Mediação Científica do CAAUL adiantou que, se o Ison não for "destruído pelas forças gravitacionais a que estará sujeito na sua passagem pelo periélio [ponto da órbita do cometa mais perto do Sol], poderá ser observado durante grande parte da noite a partir, aproximadamente, de meados de Dezembro e durante Janeiro".
A melhor altura para tentar observá-lo a olho nu, ou com equipamentos, será no início de Dezembro, a leste, antes do nascer do Sol. "A partir da segunda quinzena de Dezembro, o brilho do cometa terá diminuído tanto que só o conseguiremos observar recorrendo ao auxílio de telescópios ou binóculos", sustentou João Retrê.
(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt)
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| Imagem: AP |
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Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL).,
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Sol
Americanos e chineses com missões simultâneas na Lua
A sonda americana LADEE (Lunar Atmosphere and Dust Ambiente Explorer) e a sonda chinesa Chang'e-3 deverão cruzar-se em Dezembro na Lua, altura em que os dois países vão ter missões a decorrer simultaneamente no nosso satélie natural.
A Nasa lançou em Setembro uma nova sonda para orbitar a Lua, cuja missão é descobrir os segredos da sua fina atmosfera.
Esta sonda não tripulada (ver imagem), do tamanho de um pequeno carro, foi lançada a bordo de um foguetão Minotaur V, míssil intercontinental adaptado, do Centro Espacial Wallops na costa da Virgínia.
Com 383 quilos de peso e equipada com três instrumentos científicos, inclusive dois espectrómetros, a sonda LADEE vai colectar dados detalhados sobre a estrutura e a composição química da atmosfera lunar, que é muito fina, e determinará se a poeira permanece em suspensão. A poeira em suspensão poderia explicar o mistério das luzes observadas pelos astronautas da missão Apolo, entre 1969 e 1972, no horizonte lunar logo antes do amanhecer, disse a Nasa.
Uma melhor compreensão das características da atmosfera do vizinho celeste mais próximo da Terra poderia ajudar os cientistas a entender outros objectos do sistema solar, como o planeta Mercúrio ou os grandes asteróides, explicaram os especialistas a cargo desta missão que custou 280 milhões de dólares, iniciada em 2008.
"Quando deixámos a Lua (há 40 anos), pensávamos que era uma superfície menos antiga, sem atmosfera", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa e encarregado de missões científicas.
"Graças às sondas de reconhecimento, descobrimos que a Lua é cientificamente muito mais interessante, que continua evoluindo e, de facto, tem uma espécie de atmosfera", acrescentou. Para Grunsfeld, esta missão "pode ajudar a entender melhor a diversidade do nosso sistema solar e sua evolução".
Mas o estudo da atmosfera lunar deve ser feito sem demora antes que as missões de exploração alterem este equilíbrio frágil, acrescentou Sarah Nole, cientista do programa LADEE. "A atmosfera lunar é tão fina e frágil que um trem de aterragem pode afectá-la", advertiu Nole.
A sonda LADEE permaneceu os primeiros 40 dias muito acima da superfície lunar para realizar uma série de testes e utilizou uma nova tecnologia a laser de transmissão tão potente como a das redes de fibra óptica terrestre. Depois disso, iniciou a sua missão de estudo científico da atmosfera lunar, que vai durar 100 dias.
A última missão da Nasa à Lua foi em 2012 com o lançamento das sondas gémeas GRAIL, que estudaram o interior lunar e mediram o campo gravitacional lunar.
Antes disso, em 2009, os Estados Unidos lançaram as duas sondas LRO/LCROSS, que confirmaram a presença de água em forma de gelo num cratera no pólo sul da Lua.
Astronautas americanos pisaram pela primeira vez a Lua em 1969 e os últimos exploradores da era Apolo visitaram o satélite natural da Terra em 1972. A Nasa não tem, para já, planos de enviar uma missão tripulada para a Lua.
A sonda LADEE foi concebida quando a agência espacial americana tinha previsto voltar a enviar humanos à Lua como parte do programa Constellation, que o presidente Barack Obama cancelou por ter um orçamento alto demais.
O próximo projecto de exploração humana da Nasa é enviar uma missão tripulada a Marte até 2030.
Desde a era Apolo, em que foram enviadas 40 missões para a Lua, LADEE é a segunda sonda lunar que não é lançada de Cabo Cañaveral, na Flórida. Em 1994, a sonda Clementine partiu da Califórnia e a LADEE foi lançada do Centro Espacial de Wallops, situado a 270 km de Washington. Criado em 1945, essa base tem sido utilizada para lançar pequenas naves suborbitais e balões científicos.
A missão chinesa Chang'e-3
Vários países, especialmente a China, manifestaram a intenção de ir à Lua. Pequim anunciou o lançamento de uma sonda com um módulo de aterragem a lançar no final deste mês de Novembro.
Será a primeira sonda espacial chinesa com o objectivo de pousar em solo lunar e o primeiro engenho humano a pousar na Lua após 37 anos de ausência. A última sonda humana a pousar a Lua foi a Luna 24, em 1976, que trouxe amostras do solo lunar,
A sonda chinesa vai desembarcar na Lua um módulo rover que terá como tarefa explorar o satélite natural. O rover tem seis rodas, pesa 120 kg e pode transportar 20 kg de carga. Foi concebido para percorrer 10 km de distância e a sua energia é fornecida por painéis solares. O rover integra um radar para estudar o subsolo lunar, uma câmara de filmar que pode transmitir em directo para a Terra e um telescópio óptico.
A sonda Chang'e-3 faz parte do programa lunar chinês que inclui em 2015 trazer amostras de rochas e solo lunares. A sonda tem nove meses de vida.
O lançamento da sonda, a primeira chinesa a pousar na Lua, acontecerá a partir do centro espacial de Xichang, num lançador "Longa Marcha 3B".
Esta missão significa muitas estreias para o programa espacial chinês: aterragem num outro astro, missão com um rover-robot a bordo e utilização de um gerador nuclear eléctrico (para a aterragem).
A técnica para diminuir a velocidade e permitir uma aterragem suave no solo lunar ainda não foi revelada.
Na mitologia chinesa, Chang'e é o nome de uma mulher que vivia na Lua, num palácio de jade. Esta é a terceira sonda espacial com este nome, duas anteriores foram enviadas em 2007 e 2010 para observar o satélite natural.
A Nasa lançou em Setembro uma nova sonda para orbitar a Lua, cuja missão é descobrir os segredos da sua fina atmosfera.
Esta sonda não tripulada (ver imagem), do tamanho de um pequeno carro, foi lançada a bordo de um foguetão Minotaur V, míssil intercontinental adaptado, do Centro Espacial Wallops na costa da Virgínia.
Com 383 quilos de peso e equipada com três instrumentos científicos, inclusive dois espectrómetros, a sonda LADEE vai colectar dados detalhados sobre a estrutura e a composição química da atmosfera lunar, que é muito fina, e determinará se a poeira permanece em suspensão. A poeira em suspensão poderia explicar o mistério das luzes observadas pelos astronautas da missão Apolo, entre 1969 e 1972, no horizonte lunar logo antes do amanhecer, disse a Nasa.
Uma melhor compreensão das características da atmosfera do vizinho celeste mais próximo da Terra poderia ajudar os cientistas a entender outros objectos do sistema solar, como o planeta Mercúrio ou os grandes asteróides, explicaram os especialistas a cargo desta missão que custou 280 milhões de dólares, iniciada em 2008.
"Quando deixámos a Lua (há 40 anos), pensávamos que era uma superfície menos antiga, sem atmosfera", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa e encarregado de missões científicas.
"Graças às sondas de reconhecimento, descobrimos que a Lua é cientificamente muito mais interessante, que continua evoluindo e, de facto, tem uma espécie de atmosfera", acrescentou. Para Grunsfeld, esta missão "pode ajudar a entender melhor a diversidade do nosso sistema solar e sua evolução".
Mas o estudo da atmosfera lunar deve ser feito sem demora antes que as missões de exploração alterem este equilíbrio frágil, acrescentou Sarah Nole, cientista do programa LADEE. "A atmosfera lunar é tão fina e frágil que um trem de aterragem pode afectá-la", advertiu Nole.
A sonda LADEE permaneceu os primeiros 40 dias muito acima da superfície lunar para realizar uma série de testes e utilizou uma nova tecnologia a laser de transmissão tão potente como a das redes de fibra óptica terrestre. Depois disso, iniciou a sua missão de estudo científico da atmosfera lunar, que vai durar 100 dias.
A última missão da Nasa à Lua foi em 2012 com o lançamento das sondas gémeas GRAIL, que estudaram o interior lunar e mediram o campo gravitacional lunar.
Antes disso, em 2009, os Estados Unidos lançaram as duas sondas LRO/LCROSS, que confirmaram a presença de água em forma de gelo num cratera no pólo sul da Lua.
Astronautas americanos pisaram pela primeira vez a Lua em 1969 e os últimos exploradores da era Apolo visitaram o satélite natural da Terra em 1972. A Nasa não tem, para já, planos de enviar uma missão tripulada para a Lua.
A sonda LADEE foi concebida quando a agência espacial americana tinha previsto voltar a enviar humanos à Lua como parte do programa Constellation, que o presidente Barack Obama cancelou por ter um orçamento alto demais.
O próximo projecto de exploração humana da Nasa é enviar uma missão tripulada a Marte até 2030.
Desde a era Apolo, em que foram enviadas 40 missões para a Lua, LADEE é a segunda sonda lunar que não é lançada de Cabo Cañaveral, na Flórida. Em 1994, a sonda Clementine partiu da Califórnia e a LADEE foi lançada do Centro Espacial de Wallops, situado a 270 km de Washington. Criado em 1945, essa base tem sido utilizada para lançar pequenas naves suborbitais e balões científicos.
A missão chinesa Chang'e-3
Vários países, especialmente a China, manifestaram a intenção de ir à Lua. Pequim anunciou o lançamento de uma sonda com um módulo de aterragem a lançar no final deste mês de Novembro.
Será a primeira sonda espacial chinesa com o objectivo de pousar em solo lunar e o primeiro engenho humano a pousar na Lua após 37 anos de ausência. A última sonda humana a pousar a Lua foi a Luna 24, em 1976, que trouxe amostras do solo lunar,
A sonda chinesa vai desembarcar na Lua um módulo rover que terá como tarefa explorar o satélite natural. O rover tem seis rodas, pesa 120 kg e pode transportar 20 kg de carga. Foi concebido para percorrer 10 km de distância e a sua energia é fornecida por painéis solares. O rover integra um radar para estudar o subsolo lunar, uma câmara de filmar que pode transmitir em directo para a Terra e um telescópio óptico.
A sonda Chang'e-3 faz parte do programa lunar chinês que inclui em 2015 trazer amostras de rochas e solo lunares. A sonda tem nove meses de vida.
O lançamento da sonda, a primeira chinesa a pousar na Lua, acontecerá a partir do centro espacial de Xichang, num lançador "Longa Marcha 3B".
Esta missão significa muitas estreias para o programa espacial chinês: aterragem num outro astro, missão com um rover-robot a bordo e utilização de um gerador nuclear eléctrico (para a aterragem).
A técnica para diminuir a velocidade e permitir uma aterragem suave no solo lunar ainda não foi revelada.
Na mitologia chinesa, Chang'e é o nome de uma mulher que vivia na Lua, num palácio de jade. Esta é a terceira sonda espacial com este nome, duas anteriores foram enviadas em 2007 e 2010 para observar o satélite natural.
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| A sonda Chang'e-3 num deserto, numa fase-teste |
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