terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sonda norte-americana Maven entra na órbita de Marte


A sonda espacial norte-americano Maven, encarregada de desvendar os mistérios do desaparecimento de grande parte da atmosfera de Marte num passado longínquo, realizou com sucesso, esta segunda-feira, a entrada na órbita do planeta vermelho, informou a NASA.

A sonda espacial norte-americano Maven, encarregada de desvendar os mistérios do desaparecimento de grande parte da atmosfera de Marte num passado longínquo, realizou com sucesso, esta semana, a entrada na órbita do planeta vermelho, informou a NASA.

A Maven (sigla inglesa para Evolução Volátil e Atmosférica de Marte) entrou na órbita marciana ao fim de dez meses de viagem e depois de ter percorrido 711 milhões de quilómetros.

A nave, que vale cerca de 500 milhões de euros, deverá começar a funcionar em Novembro deste ano, alimentada com energia solar, debruçando-se, pela primeira vez na história das missões a Marte, sobre na atmosfera do planeta.

Esta notícia foi também publicada no site do jornal CONTACTO

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Da génese violenta das galáxias em disco

Distribuição do gás molecular em 30 galáxias em fusão Fonte: ESA

Durante décadas os cientistas acreditaram que da fusão de galáxias resultavam geralmente galáxias elípticas. Agora, e pela primeira vez, os investigadores, com o auxílio do ALMA e um conjunto de outros rádio telescópios, descobriram provas directas de que as galáxias em fusão podem também dar origem a galáxias de disco e que este fenómeno é até bastante comum.

Este resultado surpreendente pode explicar porque é que existem tantas galáxias em espiral como a Via Láctea no Universo. 

Uma equipa de investigação internacional liderada por Junko Ueda, pós-doutorando da Sociedade Japonesa para a Divulgação da Ciência, fez observações surpreendentes que mostram que a maioria das colisões galácticas no Universo próximo - entre 40 e 600 milhões de anos-luz de distância da Terra - dão origem às chamadas galáxias de disco.

As galáxias de disco - que incluem as galáxias em espiral como a Via Láctea e as galáxias lenticulares - definem-se como possuindo regiões de gás e poeira em forma de panqueca e são bastante diferentes da categoria das galáxias elípticas.

É largamente aceite, desde há algum tempo, que as galáxias de disco em fusão dão eventualmente origem a uma galáxia de forma elíptica. Durante estas interacções violentas as galáxias não ganham apenas massa quando fusionam ou se canibalizam uma à outra, mas também modificam a sua forma ao longo do tempo cósmico e por isso mudam de tipo.

Simulações de computador dos anos 1970 prediziam que a fusão entre duas galáxias de disco comparáveis entre si resultaria numa galáxia elíptica. As simulações apontam assim para que actualmente a maioria das galáxias sejam elípticas, o que contradiz as observações que mostram que mais de 70 % das galáxias são de facto galáxias de disco.

No entanto, algumas simulações mais recentes sugeriram que as colisões poderiam também dar origem a galáxias de disco. De modo a identificar de maneira observacional as formas finais das galáxias depois da fusão, o grupo de cientistas estudou a distribuição de gás em 37 galáxias que se encontram nos estádios finais de fusão.

Foi utilizado o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) e vários outros rádio telescópios para observar a emissão do monóxido de carbono (CO), um indicador de gás molecular. 

O trabalho da equipa é o maior estudo do gás molecular em galáxias feito até à data e proporciona uma perspectiva única de como a Via Láctea se pode ter formado. O estudo revelou que quase todas as fusões mostram regiões de gás molecular em forma de panqueca e são por isso galáxias de disco em formação.

Ueda explica: “Pela primeira vez temos evidências observacionais de que a fusão de galáxias resulta em galáxias de disco e não em galáxias elípticas. Este é um grande e inesperado passo em frente na compreensão do mistério do nascimento de galáxias de disco.” Há, no entanto, ainda muito por descobrir.

Daisuke Iono, do NAOJ e da Graduate University for Advanced Studies, co-autor do artigo científico que descreve este trabalho, acrescenta: “No seguimento deste trabalho temos agora que nos focar na formação de estrelas nestas galáxias de disco, necessitando também de olhar para o Universo mais distante. Sabemos que a maioria das galáxias no Universo mais longínquo possui discos.

No entanto, não sabemos se as fusões de galáxias são também responsáveis por isso, ou se estes objetos se formaram de gás frio que vai gradualmente caindo na galáxia. Talvez tenhamos descoberto um mecanismo geral que se aplica ao longo de toda a história do Universo.”

domingo, 21 de setembro de 2014

Primeiros resultados da sonda Rosetta excluem presença de gelo no cometa "Churi"


As primeiras imagens enviadas pela sonda espacial europeia Rosetta permitiram apurar a inexistência de gelo no cometa Churyumov-Gerasimenko (67P/C-G), segundo os primeiros resultados.

Segundo um dos cientistas da Missão Rosetta, Fabrizio Capaccioni, a temperatura detectada pelas primeiras imagens enviadas pela sonda, no início de Agosto, revelam que o cometa é "demasiado quente para ter a presença de gelo", ao contrário do que se previa, uma vez que se encontra a cerca de 555 milhões de quilómetros de distância do Sol, três vezes mais do que a Terra.

Capaccioni, da VIRTIS - Visible and Infrared Thermal Imaging Spectrometer (espectómetro que mede a temperatura) admitiu que não é possível ainda determinar a temperatura certa de cada fragmento do cometa, mas no geral deverá rondar 70º Celsius negativos.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Como é que se medem as distâncias a que estão as estrelas e galáxias?

Aqui na Terra estamos habituados a puxar da fita métrica para medir distâncias. Ou a medir distâncias maiores pelo número de voltas dadas por uma roda de diâmetro já conhecido: é o caso do conta-quilómetros dos automóveis. Para distâncias de alguns metros, pode-se também utilizar um aparelho que mede o tempo de ida e volta de um ultra-som, e conhecida a velocidade da onda sonora, o aparelho indica-nos a distância respectiva. Mas para as estrelas e galáxias isso obviamente não resulta. Como se faz então?

A paralaxe

1- Paralaxe de um dedo em relação a um fundo distante; 2- ilustração (muito exagerada) da paralaxe de uma estrela mais próxima (indicada pela seta vermelha) em relação a um fundo de estrelas distantes, num intervalo de seis meses.
Faça o Leitor esta experiência curiosa: olhe para uma paisagem afastada. Estenda o seu braço (o esquerdo ou o direito) e aponte o dedo indicador para cima. Sem mover a sua cabeça, olhe alternadamente pelo olho esquerdo e pelo olho direito. Vai reparar que a direcção de um ponto da paisagem, por exemplo uma árvore ou uma janela, alinhada com o seu dedo ao olhar pelo olho esquerdo, vai passar a ser vista mais à direita do dedo quando olha pelo olho direito. Se repetir a experiência com o dedo mais perto da sua cara, o efeito será ainda maior.

Esta mudança aparente da posição de um objecto próximo em relação a objectos afastados, quando a posição do observador muda, chama-se paralaxe. E a distância entre os dois olhos chama-se linha de base. A paralaxe mede-se em unidades de ângulo, por exemplo em graus. Mais correctamente a medida da paralaxe é metade do desvio aparente observado. Quanto menor a paralaxe, maior a distância a que o objecto se encontra.

Com a mesma distância do dedo à sua cara, o efeito seria maior se a distância entre os seus olhos fosse maior (maior linha de base). Como as estrelas estão a diferentes distâncias de nós, será de esperar que as mais próximas apresentem paralaxe em relação às estrelas mais distantes. Mas os cerca de 6 cm entre os nossos olhos não são suficientes para detectar essa paralaxe. E as estrelas estão tão longe que as suas paralaxes são sempre muito pequenas, exigindo grande sensibilidade de medição. De facto, se a distância média da Terra ao Sol (chamada unidade astronómica) for representada à escala com um centímetro, a estrela mais próxima de nós, logo a seguir, ficaria a 2700 metros, nessa mesma escala!

Os astrónomos tiveram a ideia de observar a posição das estrelas mais próximas em relação às estrelas afastadas, na tentativa de medir paralaxes, também através de um "piscar de olhos", mas com uma linha de base muito maior. Com 6 meses de intervalo, a Terra terá dado meia volta em torno do Sol e a segunda observação será feita a 300 milhões de quilómetros da primeira (uma linha de base enorme). Mesmo assim a paralaxe da estrela mais próxima de nós (sem ser o Sol) é apenas de 0,76 segundo de arco, algo como 0,00021 de um grau! Por isso é necessário utilizar grandes telescópios. Medindo a paralaxe, determina-se a distância, pois ela é —para a mesma base— inversamente proporcional à paralaxe. Uma paralaxe de 1 segundo de arco (1") corresponde a uma distância denominada parsec, valendo 3,261 anos-luz, ou seja, 206265 unidades astronómicas.

Pelo método da paralaxe podem medir-se distâncias a estrelas até pouco mais de 1000 anos-luz. Para maiores distâncias a paralaxe torna-se quase indetectável e não oferece confiança. Há que lançar mão de outros métodos.

Brilho e distância

Imagine o Leitor que está a ver uma lâmpada muito ao longe. Podemos medir o seu brilho aparente, é claro. Mas, não sabendo a distância a que a lâmpada se encontra de nós, a medição do brilho aparente, não nos diz se a lâmpada é de 25 W, de 40 W ou de 150 W. Uma lâmpada de 25 W, a 50 metros de nós, parecerá muito mais brilhante todo que uma outra de 150 W colocada a 300 m. A comparação de brilhos só seria válida se as duas lâmpadas estivessem à mesma distância do observador.

O brilho aparente de uma lâmpada é dependente do seu brilho intrínseco (chamado brilho "absoluto") e da distância). E conhece-se bem a relação entre estas grandezas. Por isso, se conhecermos o seu brilho aparente e o "brilho absoluto" de uma lâmpada pode-se calcular a distância.

Esta ideia funciona para medir a distância a que estamos de uma estrela. Por isso, um outro método de medição de distâncias assenta no conhecimento do brilho absoluto de estrelas. O brilho aparente mede-se directamente e desses dois brilhos é relativamente fácil calcular a distância. No caso das estrelas, o brilho absoluto é entendido como o brilho aparente que apresentariam se fossem todas vistas a uma distância padrão, convencionada de 10 parsecs.

Mas como calcular o brilho absoluto de uma estrela? Um dos métodos para o fazer, de modo a tomar essa estrela como padrão, é escolher estrelas que pulsam ritmicamente, chamadas "cefeidas" (nome derivado de uma estrela representativa deste tipo, a delta do Cefeu ou delta Cefei). As cefeidas são estrelas variáveis pulsáteis, cujo brilho e diâmetro variam regularmente com um período de variação que está relacionado com o brilho máximo da estrela: as cefeidas intrinsecamente mais brilhantes (brilho medido no pico máximo) apresentam maior período de oscilação do seu brilho (pulsam mais lentamente). Pelo período de oscilação do brilho deduz-se o brilho absoluto e daí, juntamente com o brilho aparente, deduz-se a distância a que a estrela se encontra, ou até mesmo a distância a que se encontra  a galáxia a que essa estrela pertence, desde que a distância seja até alguns milhões de anos-luz, para que o brilho individual da cefeida escolhida ainda seja detectável.

Outros métodos baseiam-se no tipo espectral da estrela (indicado por determinadas riscas características observadas ao decompor a sua luz) que está relacionado com o seu brilho absoluto. Mais uma vez, do brilho aparente e do brilho absoluto deduz-se a distância. No caso de galáxias muito afastadas, em que o brilho individual de estrelas não seja suficientemente perceptível, aplica-se a mesma ideia às galáxias: galáxias de tipo semelhante têm brilhos absolutos similares, e sabido o brilho aparente deduz-se a distância.
A incerteza nas distâncias astronómicas aumenta para as grandes distâncias. Para estrelas até cerca de 40 anos-luz, a incerteza com que as suas distâncias são conhecidas é da ordem de ±1%, subindo para ±8% (300 anos-luz), 25% (1200 anos-luz) e ±50% (5000 anos-luz). No caso de galáxias, cujas distâncias são quase sempre de vários milhões de anos-luz, a incerteza de tais distâncias poderá exceder ±50%.

Texto e ilustrações de Guilherme de Almeida
© 2014 - Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva  
(este artigo foi igualmente publicado no site do Jornal CONTACTO)

domingo, 29 de junho de 2014

DD - Documentários ao Domingo: Carl Sagan, Stephen Hawking e Arthur C. Clarke conversam sobre "Deus, o Universo e tudo o resto"

Um programa de televisão em 1988 conseguiu juntar três das maiores mentes científicas do planeta no final do século XX: Stephen Hawking (físico teórico e cosmologista), Carl Sagan (astrónomo, astrofísico e cosmologista) e o romancista Arthur C. Clarke.

Os três conversam sobre a grande teoria unificadora, o big bang, o conceito de tempo, buracos negros, vida extraterrestre, Marte e até a existência de Deus.

O programa tem o título sugestivo de "Deus, o Universo e tudo o resto". Vale a pena rever. Um momento único.

 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Cientistas dizem que elevador espacial é possível e deve substituir foguetões


A ideia não é nova, mas é cada vez mais levada a sério pelos cientistas. Para a Academia Internacional de Astronáutica, a construção de um elevador espacial é não só possível como vai fazer parecer os foguetões lançadores como coisas do passado.

É a conclusão de um impressionante e detalhado relatório de 300 páginas publicado em Fevereiro de 2014 por aquele organismo, que se propôs analisar as possibilidades técnicas, tecnológicas, orçamentais e até a viabilidade comercial de um tal projecto.

À primeira vista, um elevador espacial parece ser coisa de um romance de ficção científica, mas os cientistas afirmam que não, e que é algo perfeitamente possível e até uma melhor solução do que através de foguetões.

Foguetões são demasiado caros e obrigaram "nações espaciais" a cortar nas despesas

Lançar foguetões para o espaço é não só muito dispendioso (os lançamentos do Space Shuttle custavam cerca de 500 milhões de dólares) como a maior parte do lançador - 80% - é dedicado aos depósitos para o combustível, 14% para o resto da estrutura, e apenas 6% para a carga útil, incluindo a tripulação.

Além disso, os foguetões poluem, gastam muito em combustível e destinam-se a ser largados para ser destruídos na atmosfera, rico em desperdício e gastos.

A vantagem do elevador espacial é que um veiculo (eléctrico, robótico e/ou em piloto automático) poderá correr um cabo desde a base ao topo de uma torre situada no espaço, sem restrições de tamanho ou peso para a carga útil, com gastos de energia e um orçamento muito mais baixos.

Outra das vantagens deste tipo de transporte é que vai ser possível enviar uma tripulação muito maior do que nos foguetões convencionais até à órbita da Terra.

Esta invenção vai poder até relançar a corrida ao espaço, que tem sofrido dos cortes orçamentais em muitas das "nações espaciais", pode ler-se no relatório.

África sem fios graças a um elevador espacial-central de energia solar

O elevador espacial poderia funcionar à base de energia solar, captada no topo da torre, com uma exposição priviligiada e prolongada aos raios solares. E poderia até fornecer energia solar para a Terra.

No relatório, os cientistas aventam até a hipótese de o elevador fornecer África, ou as zonas rurais de países como a Índia ou a China, em electricidade à base de energia solar, poupando essas regiões de queimar combustíveis fósseis e poluentes e evitando-lhes o emaranhado de fios e postos eléctricos que desfiguraram os países ditos civilizados no século XX.

O relatório sugere até que a evacuação de lixo nuclear para a órbita solar se possa fazer através desse tipo de elevadores (no plural).

O elevador deverá ser construído no equador da Terra e elevar-se até a uma altura de 35 km (órbita geoestacionária) ou 99 km. No topo deverá ser construído um contra-peso geoestacionário (uma torre) que fará com que o cabo fique estabilizado sempre no mesmo ponto acima do Equador enquanto o planeta gira.

A ideia: De Tsiolkovsky a Arthur C. Clarke


O primeiro a ter a ideia foi o cientistas russo Konstantin Tsiolkovsky em 1895, inspirado pela edificação recente da Torre Eiffel, na Exposição Universal de Paris.

Tsiolkovsky considerou que uma torre similar poderia ser construída até à órbita geoestacionária da Terra, a 35 km de altura. Em 1959, um outro russo, Yuri N. Artsutanov voltou a pegar na ideia e sugeriu um cabo em vez de uma torre. A ideia viria a ser ridicularizada na revista americana New Scientist, em 1964. Mas menos de dois anos depois, foi a vez de quatro engenheiros americanos - Isaacs, Vine, Bradner e Bachus -, reinventarem o conceito, a que deram o nome de "Sky-Hook," projecto divulgado na revista "Science". Em 1975, Jerome Pearson sugeriu que o cabo deveria estender-se até à altitude de 144 km (a meio caminho da Lua) por forma a que o veículo que subisse e descesse o cabo deixasse de sofrer da força de atracção terrestre.

Mas quem realmente popularizou a ideia junto do grande público foi o romancista Arthur C. Clarke no seu romance "The Fountains of Paradise", em 1979. Uma ideia que, na altura, ninguém levou a sério. Quase 25 anos depois, em 2003, Clarke [que morreu em 2008] terá declarado: "Quando pararem de rir da ideia, levará apenas dez anos até construirem o elevador espacial... e já pararam de rir"

Nasa pensa no projecto desde o ano 2000

O primeiro relatório da Nasa sobre a possibilidade de construir um elevador espacial saiu em Agosto de 2000 e avançava que os progressos tecnológicos feitos na área da nanotecnologia eram promissores e poderiam ser utilizados nesta estrutura.

Na última década e meia, tanto a Nasa como a ESA tèm lançado vários concursos para apurar os melhores projectos de elevadores espaciais.

O relatório 2014 da Academia Internacional de Astronáutica preconiza que o elevador seja construído com nano-tubos em carbono, boron ou mesmo em nitrito por forma a que o material de construção seja super-resistente, ultra-leve e muito flexível, por forma a poder aguentar um cabo de 99 km de comprimento em contacto com uma estrutura em posição geoestacionária.

O relatório salienta que um material nano-tecnológico conveniente à construção do elevador espacial pode estar pronto no fim desta década.

domingo, 22 de junho de 2014

DD - Documentários ao Domingo: A primeira viagem de uma tripulação humana pelo sistema solar (parte 2)

A BBC exibiu em 2004 o documentário "Space Odyssey - Voyage to the Planets", muito interessante e que vale a pena ver ou rever.

O documentário ficcionado imaginava, com base em factos científicos e tecnologia actual ou por conceber a breve prazo, como será a primeira viagem de uma tripulação humana, numa nave chamada Pegasus, até aos outros planetas do sistema solar num futuro próximo, os primeiros passos da exploração do universo e a procura de vida extraterrestre.

Na série de ficção "Defying Gravity" (2009), exibida pelo canal de televisão americano ABC, uma tripulação humana faz uma viagem semelhante, mas a bordo de uma nave chamada Antares, à procura de objectos supostamente extraterrestres em diferentes planetas do nosso sistema solar. A história prometia, mas a série foi interrompida após 13 episódios.

Um documentário em duas partes (+- 100 minutos) cujo segundo e último episódio apresentamos hoje.

 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Viagem vertiginosa do extremamento pequeno ao extremamente grande

Um internauta conseguiu a proeza de realizar um vídeo, onde mostra uma viagem desde o extremamente pequeno - o comprimento de Planck - até ao extremamente grande - a maior estrutura conhecida no Universo, comparando-os em tamanho.

O vídeo foi publicado em 2012. Nessa altura, o maior objecto conhecido do Universo visível era o Grande Muro de Sloan, um "muro" de galáxias (descoberto em 2003) com 1,37 mil milhões de anos-luz de comprimento (comparativamente, a nossa galáxia tem cerca de 100 mil anos-luz de diâmetro).

Em Janeiro de 2013, os astrónomos descobriram o Grande Grupo de Quasares (Large Quasar Group, Huge-LQG ou U1.27), constituído por 73 quasares, que medem 4 mil milhões de anos-luz de diâmetro.

Uma viagem vertiginosa que parte além do "inframundo" das partículas, mostra o tamanho dos maiores animais e estruturas do nosso planeta, compara a Terra com outros planetas, a nossa estrela com outras estrelas, a nossa galáxia com os enxames e grupos de galáxias.

(royalty free)

terça-feira, 17 de junho de 2014

Nasa lança concurso de ideias para explorar uma lua de Júpiter, Europa

Europa Foto: Nasa/Galileo
Depois da detecção de geisers de água de 200 km de altura na superfície de uma lua de Júpiter, Europa, que pode também ter um oceano sob uma camada de gelo, os cientistas relançaram o seu interesse em conhecer melhor aquele astro.

A agência espacial europeia ESA vai enviar a sonda Juice nos anos 2030, mas a Nasa prevê uma missão antes disso.

A missão até já tem nome: Missão Clipper. O que falta são ideias para que a missão seja financeiramente possível. O concurso de ideias destina-se à comunidade de cientistas e de engenheiros aeroespaciais, que deverão ter em conta alguns critérios: o orçamento da missão não pode ultrapassar mil milhões de dólares, sem contar o custo do lançador, e deverá responder ao maior número de prioridades científicas (recomendadas pelo relatório 2011 sobre exploração robótica do sistema solar, elaborado pela administração norte-americana).

"Fora da Terra, [a lua] Europa é o lugar do nosso sistema solar com a maior probabilidade de encontrar vida, e deveríamos explorá-la", tinha já afirmado Robert Pappalardo, cientista responsável do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da agência espacial americana Nasa, em Fevereiro de 2013.

"Europa é coberta por uma camada de gelo relativamente fina, possui um oceano (líquido sob o gelo) em contacto com rochas no fundo, é geologicamente activa e bombardeada por radiações que criam oxidantes e formam, ao se misturar com a água, uma energia ideal para a vida", explicou na altura.

A missão Clipper substituiu um anterior projecto para explorar Europa considerado demasiado dispendioso. Clipper tem custos de 2 mil milhões de dólares, mas ainda assim este orçamento revelou-se demasiado alto para a Nasa, devido aos cortes orçamentais que a agência espacial americana sofreu.

A missão Clipper prevê colocar uma na órbita de Júpiter e realizar vários vôos de aproximação à lua, seguindo o exemplo da sonda Cassini, em Titan, uma lua de Saturno.

Se for aprovado, a missão "Clipper" pode ser lançada em 2021 e demoraria de três a seis anos para chegar à lua Europa.

Novo robot da Nasa em Marte em 2020

Em comparação, são necessários apenas seis meses para se chegar a Marte. Apesar dos cortes orçamentais, a Nasa vai enviar um novo robot para Marte em 2020, seguindo o exemplo do Curiosity, projecto orçado em 2,5 mil milhões de dólares. Tendo chegado ao planeta vermelho em Agosto de 2012, o Curiosity tem como objectivo determinar se Marte pode ter desenvolvido alguma forma de vida.

De acordo com os projectos actuais de exploração robótica da Nasa, os Estados Unidos não deverão voltar a enviar sondas à parte mais longínqua do sistema solar após a chegada da sonda Juno à órbita de Júpiter em 2016, programada para se despenhar no planeta um ano mais tarde.

Por outro lado, a Nasa pode participar na missão da ESA a Júpiter e às suas luas, baptizada de "Jupiter Icy Moon Explorer" (JUICE), com previsão de chegada para 2030.

Enceladus pode também abrigar vida
Enceladus Foto: Nasa/Cassini


"Uma das perguntas fundamentais é saber se existe vida fora do sistema solar", disse ainda Pappalardo.

Enquanto Marte pode ter sido habitada há milhões de anos, Europa pode ser propícia à vida neste momento, insistiu o cientista.

"Se Europa é o melhor lugar do sistema solar para abrigar vida depois da Terra, Enceladus, uma lua de Saturno, também tem essa possibilidade", salientou, nessa mesma ocasião, Amanda Hendrix, do Instituto de ciência planetária de Tucson.

Enceladus conta com "um mar e um oceano de água líquida sob uma camada de gelo e é geologicamente activa com uma fonte de calor no pólo sul, além de um géiser que emite partículas de água", explicou Hendrix. Europa foi observada de perto pela primeira vez pelas sondas americanas Voyager em 1979 e Galileo nos anos 1990.

domingo, 15 de junho de 2014

DD - Documentários ao Domingo: A primeira viagem de uma tripulação humana pelo sistema solar (parte 1)

A BBC exibiu em 2004 o documentário ficcionado "Space Odyssey - Voyage to the Planets", muito interessante e que vale a pena ver ou rever.

O documentário ficcionado imaginava, com base em factos científicos e tecnologia actual ou por conceber a breve prazo, como será a primeira viagem de uma tripulação humana, numa nave chamada Pegasus, até aos outros planetas do sistema solar num futuro próximo, os primeiros passos da exploração do universo e a procura de vida extraterrestre.

Na série de ficção "Defying Gravity" (2009), exibida pelo canal de televisão americano ABC, uma tripulação humana faz uma viagem semelhante, mas a bordo de uma nave chamada Antares, à procura de objectos supostamente extraterrestres em diferentes planetas do nosso sistema solar. A história prometia, mas a série foi interrompida após 13 episódios.

Um documentário em duas partes (+- 100 minutos), cuja primeiro episódio apresentamos hoje.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Estudante cria animação que mostra 1774 exoplanetas, as suas órbitas e estrelas



Tom Hands, um estudante inglês da Universidade de Leicester, criou uma animação em computador que permite viajar pelos sistemas estelares que incluem os exoplanetas conhecidos até hoje.

A viagem leva-nos por 1774 exoplanetas em 1084 sistemas diferentes.

Tom Hands publicou a animação no Youtube em Abril.

Hands explica que criou a animação com base no "Open Exoplanet Catalogue" e que incluiu apenas os sistemas estelares que contam apenas uma estrela, para facilitar a animação. Assim, por exemplo, o sistema triplo de Alfa do Centauro não aparece nesta animação, apesar de ser o vizinho mais próximo do nosso sistema solar.

Cada sistema planetário está representado com a sua estrela e as órbitas dos seus planetas. Uma das curiosidades mais interessantes de ver nesta animação são as velocidades diferentes a que cada planeta orbita a sua estrela. Alguns exoplanetas demoram horas a orbitar a sua estrela, outros demoram dias, meses, anos e outros ainda levam várias centenas de anos.

Nada de novo, já que no nosso sistema solar, a Terra orbita o Sol em 365 dias, Mercúrio em 88 dias e Plutão em 248,1 anos. O interessante é comparar essas diferentes velocidades na mesma animação.

A viagem mostra os sistemas estelares com as maiores órbitas até aos sistemas com as órbitas mais pequenas.

São três minutos e uma viagem alucinante e pedagógica. Se a animação incluisse música poderia ser um pouco mais lúdica.