domingo, 19 de maio de 2013

Documentários ao Domingo - Tema de hoje: Buracos Negros

Mais um Documentário ao Domingo no nosso blogue, o segundo episódio da série "Through the Wormhole" (temporada 1, episódio 2), com Morgan Freeman. Hoje: Os Buracos Negros.

sábado, 18 de maio de 2013

Kepler avariado, missão pode ter chegado ao fim

Imagem: Nasa
O telescópio Kepler está paralisado devido a um incidente técnico.

Dois dos giroscópios do satélite-telescópio, que observa o espaço profundo à procura de exoplanetas semelhantes ao nosso, deixaram de funcionar, o que faz com que este já não consiga apontar em certas direcção do universo, para cumprir a sua missão.

Lançado em 2009, o telescópio Kepler estava a observar uma faixa de 3 mil anos-luz em várias direcções do universo, o que permitiu até hoje descobrir mais de 130 planetas na Via Láctea, além de dois planetas, no mês de Abril, que se pensa podem abrigar formas de vida.

A missão Kepler pode assim ter chegado ao seu fim, já que a Nasa não dispõe de meios técnicos e tecnológicos para reparar a avaria à distância. Enviar uma missão tripulada até ao satélite é igualmente impossível, já que este se encontra actualmente a 64 milhões de km da Terra.

Em termos comparativos, o Sol fica entre 147 e 152 milhões de km da Terra (1 UA, unidade astrónimca) e a Lua situa-se entre os 363 mil km, durante o perigeu (momento mais próximo do nosso planeta) e os 405 mil km.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Supernovas superbrilhantes

Astrónomos norte-americanos descobriram recentemente um novo tipo de supernovas, dez vezes mais brilhante do que os outros dois tipos, revela a revista científica Nature.

Até agora, os cientistas pensavam que a radiação electromagnética das supernovas se devia à radioactividade emitida por elementos recém-sintetizados, como o níquel, calor da explosão e interacção entre os fragmentos da estrela e hidrogénio.

O novo tipo supernova observado revela indícios de hidrogénio e emite luz ultravioleta, luz esta que é responsável pelo seu brilho mais intenso e por brilhar por períodos de tempo mais longos. Sendo mais visíveis que outras supernovas, este novo tipo permitirá aos cientistas investigarem regiões do universo muito mais distantes.

Foto: Nasa/ESA

terça-feira, 14 de maio de 2013

Sondas Voyager têm contas no Twitter

Dois dos objectos feitos pelo Homem e mais distantes da Terra, as sondas da Nasa, Voyager 1 e 2, têm... contas no Twitter, nas quais publicam regularmente mensagens e a sua distância em relação à Terra.

Numa das últimas mensagens do Voyager 2 (13 Abril 2013), esta dizia: "Eu ainda hei-de ainda andar a viajar pelo espaço quando a Terra já não existir e o Sol for apenas uma anã branca fria". Os cientistas da Nasa aproveitam esta conta twitter para despertar nos jovens o gosto pela descoberta do Universo e respondem aos twittonautas sobre questões em astrofísica e astronomia.


Twitter NasaVoyager https://twitter.com/search?q=nasavoyager1&src=typd
Twitter NasaVoyager2 https://twitter.com/NASAVoyager2


Os quatro aparelhos terrestres mais longíquos da Terra

São quatro os aparelhos construídos pelo Homem a caminho do espaco interestelar, i.e., fora da zona de influência da nossa estrela, o Sol (heliosfera). Todas são sondas . Por ordem de lançamento no espaço:

As sondas Pionner


Pioneer 10 e 11
- Pioneer 10, lançado em 2 de Março de 1972, na direcção de Aldebaran, onde deverá chegar daqui a dois milhões de anos. Encontra-se na heliopausa (zona entre a heliosfera e o espaço interestelar), a c. 107 UA (unidades astronómicas) da Terra. Foi o primeiro objecto terrestre a atravessar a cintura de asteróides. Missão inicial: fotografar Jupiter. 
Último contacto com a Terra: em Março de 2002.

-  Pioneer 11 (ou Pioneer G), lançado a 5 de Abril de 1973, na direcção da Constelação do Escudo (Scutum) e Aldebaran. Actualmente, encontra-se na direcção da constelação da Águia, a c. de 86 UA da Terra. Dentro de 14 mil anos sairá da Nuvem de Oort e daqui a 4 milhões de anos passará próximo da estrela Lambda, na constelação da Águia. Missão inicial: fotografar Júpiter e Saturno. Foi a primeira sonda terrestre a atingir Saturno. Leva igualmente a bordo uma placa com uma mensagem semelhante à de Pionneer 10.
A placa que as sondas Pioneer transportam
Último contacto com a Terra: em Novembro de 1995.

Message in a bottle - As sondas Pioneer são sobretudo famosas por transportar a bordo uma placa em ouro-alumínio na qual estão gravadas representações de um homem e de uma mulher (nus), do nosso sistema solar e do atómo de hidrogénio. Concebida por Carl Sagan e Frank Drake, a placa explica a origem da sonda a qualquer eventual inteligência alienígena com a qual possa cruzar-se na sua viagem.



As sondas Voyager


O périplo das sondas Voyager
- Voyager 2, lançado a 20 de Agosto de 1977, deve chegar a Aldebaran dentro de 2 milhões de anos. Precisa 19,3 anos para viajar 1 ano-luz. Está a sair da heliosfera, encontra-se a c. de 100 UA da Terra. Missão inicial: estudar a cintura de Kuiper, os limites do sistema solar e o espaço interestelar.
Continua em contacto com a Terra e a transmitir dados.

- Voyager 1, lançado a 5 Setembro de 1977, encontra-se na heliopausa, a 122 UA da Terra. Foi o último a ser lançado, mas é hoje o objecto feito pelo Homem mais longínquo da Terra. Daqui a 40 mil anos passará a 1,4 ano-luz de Gliese 445. Entra este ano ou no próximo no espaço interestelar. Precisa de 19,3 anos para viajar 1 ano-luz.
Continua em contacto com a Terra e a transmitir dados.

Sons da Terra - Cada um dos Voyager transporta um disco audiovisual em ouro-alumínio com uma mensagem destinada a eventuais extraterrestres que se cruzem com as sondas. A mensagem é diferente da que as sondas Pioneer transportam: o disco foi gravado com fotografias das formas de vida que habitam a Terra, contem informações científicas, saudações do presidente dos EUA e do secretário-geral da ONU, e de crianças da Terra, em inúmeras línguas e idiomas. Uma das crianças é o filho de Carl Sagan, o astrónomo que concebeu este disco. Inclui ainda uma mistura intitulada "Sounds of Earth" (Sons da Terra) com 1h30 de cantos das baleias, um bebé a chorar, ondas a bater na costa e vários géneros de música.
O disco dourado das sondas Voyager
As sondas Voyager

Fontes e imagens: Nasa, http://gizmodo.com e http://solarsystemwiki.org/

domingo, 12 de maio de 2013

Documentários de Domingo - Tema de hoje: O Universo foi criado por um criador, pelo Big Bang ou... por ambos?


Neste nosso blogue de vulgarização científica, queremos oferecer aos leitores um documentário aos domingos, para visualização individual ou em família.

A temática deste Documentários ao Domingo (DD) girará sempre em torno do que nos propomos fazer aqui: desvendar os mistérios do Universo, como este funciona, a evolução dos conhecimentos astronómicos e astrofísicos, e a conquista espacial pela Humanidade.

Inauguramos hoje este espaço com o primeiro episódio de um documentário intitulado "Through the Wormhole".

Lliteralmente, o título significa "Através do Buraco de Verme" e refere-se a um vortex, uma passagem hipotética que se pensa existir no tecido do espaço-tempo, o que permitiria encurtar as distâncias nas viagens interestelares. A denominação provem da analogia de uma minhoca ou verme que em vez de viajar na superfície de uma maçã, faz um buraco pelo miolo para chegar do ponto A ao ponto B numa distância mais curta.

Estes vortex são considerados possíveis, já que não contradizem a Teoria da Relatividade. Foram propostos pelo matemático Hermann Weyl (1921), pelos físicos Albert Einstein e Nathan Rosen (1935), e depois pelo físico John Wheeler (1957).

O sucesso imediato deste documentário nos Estados Unidos, onde estreou em 2010, no canal Science, deve-se também à fantástica apresentação do carismático actor Morgan Freeman. Actualmente, a série encontra-se na sua quarta temporada. Cada temporada tem uma dezena de episódios (a primeira tem apenas oito). O primeiro episódio da temporada 4 foi para o ar em 20 de Março de 2013 e os seguintes são difundidos a partir de Junho no Science Channel.

No episódio de estreia que hoje apresentamos, a série debruça-se sobre uma das questões que tem alimentado séculos de discórdia entre os estudiosos da Ciência e os guardiões da fé, qualquer que seja a religião: quem criou o Universo? este é obra de um criador, nasceu com o Big Bang ou... ambas as hipóteses?

Bom filme!





sexta-feira, 10 de maio de 2013

NASA vai enviar missão para localizar fuga de amoníaco na estação ISS

Foto: Nasa
A Rússia e os Estados Unidos chegaram hoje a acordo para realizar uma missão espacial da NASA para localizar a fuga de amoníaco num radiador da Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou o líder do departamento russo da missão.

"A decisão ainda não está tomada, trataremos de resolver hoje. Em geral, não temos nada contra. Realmente existe uma séria avaria no segmento norte-americano da ISS. Nestes casos devemos cooperar como uma equipa”, disse Vladimir Solovyov.

Uma fonte do sector aeroespacial russo adiantou à agência Interfax que a missão poderia ser realizada no sábado. A NASA referiu que os astronautas da estação espacial descobriram hoje de madrugada uma fuga de amoníaco num radiador da nave.

Quando o radiador está no segmento da plataforma espacial dos Estados Unidos, os russos também o utilizam, uma vez que o sistema de abastecimento de energia é comum, afirmou Solovyov. O amoníaco é um elemento fundamental que circula através dos sistemas externos de controlo térmico da estação para arrefecer e manter a temperatura adequada do sistema de energia e de outros sistemas da estação.

A fuga pode afectar o funcionamento do canal gerador de eletricidade, que fornece um grande número de componentes à estação e que pode causar um sobreaquecimento nos sistemas se estiverem fora de serviço, o que poderia afectar todo o complexo espacial.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Se existimos foi porque uma estrela explodiu um dia, há milhões de anos

Luxemburgo, 7 de Maio - Há quem considere místico o facto de muitos povos antigos adorarem o Sol como um deus ou como sendo a origem da vida. Mas melhor analisada, essa atitude é tudo menos ingénua e revela, pelo contrário, muita perspicácia.

Não só o Sol é a fonte de luz e da vida na Terra, como as estrelas são a fonte de tudo o que existe no nosso planeta.

A realidade é que é na "fornalha" de uma estrela que são criados os elementos, todos os elementos que conhecemos, desde o hidrogénio ao oxigénio, do ouro a ferro, passando pelo cobre e a prata.

Aliás, os cientistas sabem que o primeiro elemento criado na fusão de uma estrela é o hidrogénio. O ferro é o último, quando a estrela está a morrer e se encontra quase já sem combustível.

Depois, a estrela extingue-se ou explode numa supernova e aí os elementos são espalhados pelo espaço sideral até atingirem outros planetas ou formarem outros sistemas solares ou astros.

Foi também necessário que (pelo menos) uma estrela explodisse para que o nosso sistema solar se formasse há 4,5 mil milhões de anos a partir dessa(s) supernova(e).

Quem melhor resumiu esta ideia das nossas origens estelares foi o astrofísico Hubert Reeves, quando disse que "Somos todos pó das estrelas!".


simulação da explosão de uma estrela (fenómeno chamado "supernova")

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Maior estrela conhecida é mil milhões de vezes maior que o nosso Sol



Luxemburgo, 6 de Maio - A maior estrela descoberta até hoje é mil milhões de vezes maior que o nosso Sol, chama-se VY Canis Majoris e é uma hipergigante vermelha, mas bastante luminosa (classe M).

O seu nome vem do facto de quando olhamos o céu, esta estrela se encontrar na constelação do Cão Maior. Mas apenas quando estamos no hemisfério sul. Está a uma distância de 3.700 anos-luz de nós.

Foi catalogada em 7 de Março de 1801 pelo astrónomo francês Joseph Jérôme Lefrançois de Lalande.

Se VY se situasse no centro do nosso sistema solar, estenderia-se até além da órbita de Júpiter. Segundo outros cientistas, a sua superífice podia mesmo ir além da órbita de Saturno.

A sua variação luminosa fez suspeitar durante muito tempo que VY pudesse ter uma ou duas estrelas companheiras e fazer parte de um sistema estelar ternário. Mas observações em 1957 e em 1998, afastaram definitivamente essas hipóteses. VY é uma hipergigante solitária.

Um vídeo que mostra mais estrelas e planetas em comparação com a Terra e o Sol

terça-feira, 30 de abril de 2013

Dois dos mais pequenos exoplanetas descobertos situam-se em Kepler 20


Luxemburgo, 30 de Abril - Dois dos mais pequenos planetas descobertos fora do Sistema Solar têm dimensões semelhantes às da Terra e orbitam uma estrela parecida com o Sol.

O método de precisão usado permitiu à sonda norte-americana Kepler, da NASA, em Dezembro de 2011, detectar os pequenos exoplanetas [planetas fora do sistema solar], que orbitam uma estrela baptizada Kepler 20.

O diâmetro de um dos pequenos planetas ultrapassa pouco mais (três por cento) o da Terra e o do outro é ligeiramente mais pequeno (três por cento) que o do ‘planeta azul’.

Bem mais próximos da sua estrela do que a Terra do Sol, os dois novos exoplanetas percorrem a sua órbita em menos de uma semana ou um mês.

São rochosos como a Terra, mas as suas temperaturas à superfície são demasiado elevadas para permitir vida como a conhecemos. O sistema extra-solar da estrela Kepler 20, situado a mil anos-luz da Terra, inclui mais três planetas, maiores, com tamanho similar ao de Neptuno.

Dos cerca de 700 exoplanetas descobertos e confirmados desde 1995, a vida é apenas possível em muitos poucos, estimam os cientistas.

De acordo com os astrónomos, actualmente apenas alguns exoplanetas se encontram na “zona habitável” (goldilock zone), onde a água pode ser detectada em estado líquido e, desta forma, a vida, como a conhecemos, ser possível.

Três destes são Kepler 22, a cerca de 600 anos-luz da Terra, Gliese 581d e HD 85512b, a dezenas de anos-luz da Terra.

Lançada em Março de 2009, a sonda Kepler tem por missão observar mais de cem mil estrelas semelhantes ao Sol, visando a detecção de "exoplanetas-irmãos" da Terra susceptíveis de acolher vida.

A sonda já descobriu meia centena de exoplanetas e recenseou 3.326 “planetas candidatos”, que continuam por confirmar por outros métodos.

Fontes: Nasa/Lusa
Foto: Nasa

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Uma Super-Terra a 23 anos-luz de nós


Luxemburgo, 26 de Abril - O planeta mais parecido com o nosso e mais próximo, até agora descoberto, fica "apenas" a 23 anos-luz de distância. Faz parte de um sistema estelar triplo (três estrelas).

Trata-se do planeta Gliese 667 Cc, que é quatro vezes maior que a Terra e, pelas suas características, é considerado "irmão" do nosso.

Durante seis anos, uma equipa de cientistas do Observatório Europeu do Sul-ESO (European Southern Observatory, situado no Chile) sondou graças ao espectógrafo "caçador de planetas" HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher) uma amostra de 102 estrelas anãs vermelhas da nossa galáxia e descobriu nove (9) Super-Terras, entre elas Gliese 667Cc.

O HARPS permitiu descobrir que as Super-Terras (planetas entre uma e dez vezes maiores que o nosso) são muito comuns na zona habitável ("zona de vida" ou "goldilock zone") das estrelas mais comuns da nossa galáxia, as anãs vermelhas de fraca luminosidade.

As anãs vermelhas (ou anãs M) constituem cerca de 80 por cento das estrelas da nossa galáxia (c. 160 mil milhões de estrelas) e destas, cerca de 41 por cento têm uma Super-Terra na sua órbita, na zona de vida, isto é, onde pode existir água líquida na superfície do planeta. As anãs vermelhas são mais frias e de mais fraca intensidade que o nosso Sol, que é uma anã amarela (ou anã G).

Xavier Bonfils, da equipa de cientistas do ESO que fez esta descoberta, estima que há dezenas de milhares de planetas deste tipo na Via Láctea e cerca de uma centena só na vizinhança imediata do nosso Sol, ou seja, a menos de 30 anos-luz (como é o caso de Gliese 667Cc).

A equipa descobriu igualmente que planetas gigantes (entre 100 e 1000 vezes maiores que a Terra), normalmente planetas gasosos, do tipo Júpiter ou Saturno, são mais raros em torno das anãs vermelhas (apenas 12 por cento).

Esta descoberta vai facilitar a procura de planetas em que a vida é possível, já que avalia a percentagem das possibilidades de Super-Terras em torno das estrelas mais comuns da nossa galáxia.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Missão Kepler descobre mais tres Super Terras

Os astrónomos da NASA acabam de detectar mais dois sistemas estelares (a estrela Kepler 62 e a estrela Kepler 69), a cerca de 1.000 e 1.200 anos-luz respectivamente (na Constelação da Lira), onde descobriram tres Super Terras, exoplanetas que orbitam a sua estrela na zona habitável e que podem abrigar vida como a que conhecemos no nosso planeta.

Kepler-62f (a letra designa a posição do planeta no seu sistema) é cerca de 40 por cento maior do que a Terra e pode ter uma consistencia rochosa.

O exoplaneta Kepler-62e orbita o limite interno da zona habitável da sua estrela e tem um tamanho cerca de 60 por cento maior do que a nossa Terra.

O terceiro exoplaneta, Kepler-69c, é 70 por cento maior do que a Terra, orbita a sua estrela na zona habitável em 242 dias, no que se assemelha ao nosso vizinho Vénus, mas os cientistas não tem certezas sobre a sua consistencia.

 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Um pénis em Marte: Curiosity envia fotos do planeta vermelho que embaraçam Nasa

Foto 1
Luxemburgo, 24 de Abril de 2013 - Hoje chegaram fotografias de Marte à Terra que a Nasa preferia não ter recebido. É que uma das primeiras marcas deixadas em Marte por um objecto fabricado pelo Homem é... um pénis!

As últimas fotos enviadas pelo Rover Curiosity, cuja missão é explorar o planeta vermelho, mostram um rasto que este deixou no solo de Marte e que se assemelham a um sexo masculino (foto 1). 

Os especialistas da Nasa não sabem explicar a razão pela qual o robot 4x4 deu meia volta e girou em dois círculos a dada altura do seu passeio marciano, hesitando no seu itinerário, de tal modo que desenhou com os pneus na superfície poierenta algo semelhante a um pénis. 

Embaraçada, a Nasa depressa se apressou a retirar a imagem da internet, substituindo o ângulo da foto (foto 2). 

Foto 2
Tarde demais, a imagem tinha "vazado" na internet, graças ao site Reddit, e sido partilhada milhares de vezes. 

Os cientistas da Nasa esperam por certo que uma tempestade de poeira apague o mais depressa possível o esquisso fálico.

"Passeio" do Curiosity em Marte dura até 2014

O robot Curiosity pousou em Marte em Agosto de 2012 e tem como missão explorar toda a região do cratera Gale até 2014. O cratera Gale tem 150 km de diâmetro e situa-se junto à zona Elysium Planitia, onde se pensa ter existido um antigo lago, no Quadrângulo de Elysium (Mars Chart 15 ou MC-15).

Marte está dividido em 30 quadrângulos, divisão estabelecida pelo Programa de Pesquisa de Astrogeologia do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Até agora, o Rover Curiosity descobriu alguns leitos de antigos rios, recolheu algumas rochas e pouco mais, pelo que tem sido uma missão pouco cativante para o público, mesmo se está a ser de grande interesse científico. Pelo que não é de espantar o facto de os internautas terem saltado sobre esta ocasião de tornar a missão do Curiosity um pouco mais "empolgante".

Fotos: Nasa