quarta-feira, 10 de julho de 2013

Não uma, mas três Super-Terras giram em torno da estrela Gliese 667C

Astrónomos do ESO, Observatório Europeu do Sul, confirmaram em 25 de Maio, na constelação do Escorpião, que o sistema solar da estrela Gliese 667C tem não uma, mas três Super-Terras (planetas entre uma e dez vezes maiores que o nosso), onde as condições de vida seriam compatíveis com a nossa, i.e., baseadas em água líquida.

Um dos planetas já tinha sido descoberto em 2009, Gliese 667Cc. Os outros dois são Gliese 667 Ce e 667 Ce.

As três Super-Terras têm todas uma massa maior que a da Terra, são planetas rochosos, mas são menores que os planetas gasosos Uranus ou Neptuno.

Os três planetas encontram-se na "zona de habitabilidade" da estrela, uma faixa onde a água pode existir no estado líquido.

A estrela Gliese 667C é uma anã vermelha, tem uma massa que é equivalente a um terço do nosso Sol e pertence a um sistema estelar triplo, bem conhecido pelos investigadores da Terra, pois é um dos mais estudados, pela sua proximidade (a cerca de 22 anos-luz de nós).

Os investigadores pensam que os três planetas têm sempre a mesma face orientada para a sua estrela, ou seja, numa face é dia em permanência, e na outra, noite. Além disso, a duração do dia é assim igual ao do ano

Até agora já foram descobertos em torno desta estrela 5 planetas e mais dois estão por confirmar, mas até agora apenas três teriam condições para receber vida, como a conhecemos.

Ler também, este artigo


Imagem de artista do que veria alguém se vivesse num destes três planetas,
que giram em órbita de uma estrela de um sistema estelar triplo 
Imagem: AFP







domingo, 7 de julho de 2013

Documentários ao Domingo - Para além da Escuridão

O programa de hoje é o último da primeira temporada de "Trough the Wormhole" e leva-nos a explorar as teorias da existência de matéria negra e de energia negra, duas das grandes teorias do último meio-século que só agora começamos a entender o que põem em causa.

 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mapa dinâmico do Universo conhecido

Uma equipa internacional, que comporta investigadores franceses, americanos e israelitas, estabeleceu este mês um mapa dinâmico do nosso Universo próximo.

Graças a este mapa dinâmico fizeram um filmezinho animado que mostra onde a nossa galáxia se situa no universo conhecido, a distância das suas vizinhas próximas no Aglomerado da Virgem (Enxame ou Grupo Local, com 30 galáxias), e consequentemente deste grupo de galáxias no Super Aglomerado (Super Grupo Local) da Virgem, que conta cerca de 100 mil galáxias.

Depois, a imagem recua ainda mais e mostra que o Super Aglomerado da Virgem é apenas um grupúsculo no meio de várias "barreiras de galáxias" algumas muito mais densas (em galáxias) e extensas do que o nosso Super Enxame.

O filme mostra igualmente que há enxames de galáxias desigualmente distribuídos no universo conhecido e que, se em certos quadrantes há barreiras ou muros galácticos, noutros há vazios siderais e mesmo grandes vazios siderais.

A animação por computador permite também mostrar que a deriva das galáxias não é aleatória e que até a colisão entre a nossa galáxia, a Via Láctea, e a galáxia de Andrómeda (as duas principais do Grupo Local) fazem parte de um fluxo maior, que deriva no sentido do Aglomerado de Centauro.

No entanto, os investigadores, por ora, podem apenas observar este fenómeno, sem o conseguir explicar.

local.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Primeiro planeta extrasolar foi descoberto há 25 anos

Ainda não foi descoberta vida inteligente ou mesmo biológica
em nenhum dos exoplanetas descobertos desde 1988
O primeiro exoplaneta  (planeta exterior ao nosso sistema solar, também denominado planeta extrasolar) foi descoberto há já 25 anos, em Julho de 1988, mas a sua existência só foi comprovada em 2002. Dois anos depois foram avistados dois outros planetas em torno de um pulsar, descoberta de início também contestada e só comprovada em 1995. Nesse mesmo ano era descoberto também o primeiro planeta oficialmente em torno de uma outra estrela que não o nosso Sol.

Desde 1995, são descobertos em média dois explanetas por mês. Até hoje foram descobertos cerca de 900 exoplanetas, mas ainda não se conseguiu provar que em algum possa existir vida inteligente ou mesmo biológica.

Recordemos as três primeiras descobertas.

1988: Gamma Cephei Ab
O primeiro exoplaneta foi descoberto em Julho de 1988 pelos canadianos Bruce Campbell, Gordon Walker e Stephenson Yang. Trata-se de Gamma Cephei Ab. Mas os dados então obtidos eram tão imprecisos e contestáveis que não foram tidos em conta pela comunidade científica.

Só em 2002 se pode confirmar esta descoberta. O planeta situa-se a 50 anos-luz da Terra, na constelação de Cepheus.

Mas este continua a não ser considerado pela comunidade científica como o primeiro exoplaneta descoberto pela Humanidade.

1990: PSR B1257+12 a & b
Os dois primeiros exoplanetas a terem sido oficialmente descobertos foram detectados em Setembro de 1990 por Aleksander Wolszczan, no rádiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.

A descoberta foi anunciada na revista "Nature" em 1992, mas só foi confirmada em 1995.

Os dois planetas situam-se em torno do pulsar PSR B1257+12, a 980 anos-luz da Terra, (no nosso céu) na constelação da Virgem.

A descoberta surpreendeu muito os astrónomos de então, que não esperavam ser possível um planeta orbitar em torno de um pulsar. Um pulsar é uma estrela massiça que colapsou em supernova e se transformou num pulsar (estrela de neutrões) a girar rapidamente sobre si mesma, o que lhe confere um potente campo magnético que impossibilita a evolução de vida (é o que pensa hoje) em planetas próximos. Um pulsar com um campo magnético extremamente forte num sistema estelar binário pode até canibalizar a matéria da estrela vizinha e devorá-la.

Entretanto foram descobertos mais dois planetas e suspeita-se de um quarto nesse sistema estelar. Os astrónomos pensam mesmo que esse sistema pode ser provido de um cinturão interno de asteróides e de um acintura externo de asteróides (dito de Kuiper).

1995: Pégaso 51b
O segundo planeta a ser descoberto em 1995 o primeiro em torno de uma estrela - por Michel Mayor e Didier Queloz, no Observatório de Haute-Provence (França) - foi Pégaso 51b. Situa-se a 40 anos-luz da Terra, nos nossos céus encontra-se na constelação de Pégaso.

O planeta, que alguns apelidam de Belerofonte, é um gigante gasoso, tem 150 vezes a massa da Terra (ou seja, metade da massa de Júpiter).

Pégaso 51b é considerado um marco na história da planetologia e a partir dessa data as descobertas de exoplanetas multiplicaram-se.

domingo, 30 de junho de 2013

Documentários ao Domingo - De que matéria somos feitos?

Neste episódio da série "Trough the Wormhole", Morgan Freeman explica-nos de que matéria bariónica somos feitos. Nós, os animais, as plantas, a Terra, os planetas, as estrelas e os buracos negros temos mais em comum do que possamos supor.

Foram feitas descobertas muito interessantes nos últimos anos e talvez alguns manuais escolares tenham que ser revistos.

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sábado, 29 de junho de 2013

Nasa lança satélite para estudar o Sol

A NASA lançou, esta quinta-feira, com sucesso, um satélite científico que vai permitir a observação mais detalhada de sempre do Sol, para se perceber como reúne energia e aquece.

Foto: Nasa
O IRIS foi concebido para usar um telescópio ultravioleta, de forma a obter imagens de espectro e de alta resolução em poucos segundos.

O satélite vai estudar a forma com a nossa estrela aquece até milhões de graus centígrados e depois expele ondas intensas de partículas num raio de acção que se estende até aos confins do sistema solar (o que o limita e define).

O estudo não é apenas académico, pois vai servir para entender como o clima da Terra e o preocupante aquecimento global são afectados pela actividade da nossa estrela.

Outra aplicação prática deste estudo é permitir perceber como fazer com que as erupções solares deixem de afectar sistemas eléctricos, sinais de rádio e comunicações da navegação aérea ou com a nossa rede de satélites.

Foi o que explicou quinta-feira o físico Alan Title, da Lockheed Martin Space Systems Advanced Technology Center, em Palo Alto, Califórnia, e que concebeu o telescópio.

Os cientistas estudam o Sol há décadas, mas um mistério persiste: através de que meio a nossa estrela consegue libertar energia de temperaturas algo frias, de cerca de 5.500 °C, na superfície (fotoesfera), até aos 2,8 milhões de graus Celsius, na sua alta atmosfera (cronosfera, onde se situa a "coroa").

O telescópio tem 1,2 metros, pesa 204 kg e vai observar o Sol a uma distância de 643 km da Terra. Foi concebido para funcionar 24 meses.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Paypal quer criar uma moeda para o espaço

Moeda fictícia criada por fãs do filme "Guerra da EStrelas" (Star Wars)
O serviço de pagamento online Paypal propôs na quinta-feira criar uma moeda intergaláctica que seja utilizada apenas no espaço.

A proposta de criar um sistema financeiro galáctico é muito séria, diz a empresa, e visa o planeamento desde já do que for possível comercializar no espaço ou noutros planetas.

A divisa poderá vir a ser utilizada astronautas da estação espacial internacional (ISS), por futuros turistas espaciais ou por terráqueos que viajem ou residam noutros planetas do sistema solar ou da galáxia, argumentam os iniciadores da ideia.

"Já que pensamos criar mais estações orbitais e mesmo morar noutros planetas, uma realidade cada vez mais próximo, é preciso, desde já, pensar nas realidades práticas dessa eventualidade", acrescentam ainda.

O projecto foi apresentado quinta-feira na sede do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), em Mountain View, Silicon Valley, Calfórnia, Estados Unidos, na presença do ex-astronauta americano Buzz Aldrin, o segundo homem a caminhar na Lua, e a astrónoma Jill Tarter, que trabalha no SETI (e que inspirou a personagem de Jodie Foster no filme "Contact").

A Paypal foi criada em 1998 e teve, desde o início, como ojectivo tornar-se uma moeda global electrónica, recordou Hill Ferguson, o vice-presidente da Global Product, na Paypal.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nave chinesa Shenzhou-10 regressou à Terra

A nave espacial chinesa Shenzhou-10 regressou hoje à Terra com três astronautas a bordo, entre as quais uma mulher, Wang Yaping, após duas semanas em órbita do planeta.

A nave, lançada no dia 11 de Junho, aterrou hoje cerca das 8h da manhã (2h da madrugada no Luxemburgo) na Mongólia Interior, uma das regiões autonómas da China, no norte do país.

No dia anterior, o Presidente chinês, Xi Jinping, descreveu a exploração espacial como "uma parte do sonho de tornar a China mais forte".

"Com o desenvolvimento de programas espaciais, o povo chinês alcançará avanços ainda maiores", disse Xi Jinping, numa conversa telefónica com os astronautas chineses que se encontravam há 13 dias no módulo espacial Tiangong -1.

"Sentimo-nos muito orgulhosos por poder contribuir para a realização do sonho espacial da nação chinesa", afirmou o comandante da missão, o astronauta Nie Haisheng.

Foi a mais prolongada missão do programa espacial chinês, e incluiu a acoplagem manual e automática com o módulo Tiangong-1, o embrião da futura estação espacial da China.

A estação espacial chinesa deverá estar operacional em 2020 (ver imagem). 

"Sonho chinês" ("Zhong Guo meng") tornou-se uma das expressões mais citadas do discurso oficial na China desde que Xi Jinping assumiu a chefia do Partido Comunista Chinês, em Novembro passado, e é geralmente entendida como uma manifestação da crescente confiança económica e científica da China.

A China lançou o primeiro astronauta há apenas dez anos.

A estação orbital chinesa deverá estar pronta em 2020

Japão envia primeiro robot andróide para o espaço



Chama-se Kirobo, tem 34 centímetros e é um robot. Missão: Fazer companhia ao astronauta japonês da estação espacial internacional (ISS).

O Japão vai lançar Kirobo a 4 de Agosto, a bordo de um foguetão nipónico, desde uma base área, no sul do país, anunciou esta quarta-feira a Jaxa, aAgência de Exploração Espacial Japonesa.

O robot foi apresentado aos media durante uma conferência de imprensa e o robot fez questão de declarar aos jornalistas presentes, levantando o pé: "Pode parecer um pequeno passo, mas é um grande passo para um robot".

O aspecto de Kirobo lembra a personagem das séries de banda desenhada manga japonesas Astro Boy. O pequeno andróide é capaz de manter durante algum tempo uma conversa normal, sabe andar, reconhecer rostos, gravar imagens e passou todos os testes para poder movimentar-se num ambiente de micro-gravidade.

Segundo os seus conceptores -  o engenheiro em robótica Tomotaka Takahashi, da Universidade de Tóquio, a Toyota, a Jaxa e o grupo publicitário nipónico Dentsu - o pequeno autómata vai estudar em que medida a companhia de um robot pode ser um apoio moral a pessoas que vivem isoladas durante um longo período.

O astronauta japonês com quem Kirobo deverá conviver e trabalhar, Koichi Wakata, só chegará daqui no final de Agosto à ISS. O pequeno andróide vai também auxiliar Wakata no pequeno laboratório Kibo que o Japão tem a bordo da estação orbital.

Kirobo tem um irmão gémeo, Mirata, que vai ficar na Terra e vai servir para os engenheiros terem um modelo de trabalho no caso de Kirobo ter problemas técnicos a bordo da ISS.

(Este artigo também foi publicado no site wort.lu/pt)



domingo, 23 de junho de 2013

Documentários ao Domingo - Donde viemos?

O tema de hoje: Donde Viemos? é o quinto episódio da primeira temporada do programa "Through the Wormhole", apresentado Morgan Freeman.

O tema de hoje vai mostrar como a vida na Terra teve origem fora deste planeta: não só um asteróide pode ter trazido os elementos essenciais à vida, como mesmo antes da Terra se formar numa nuvem de gás que viria a tornar-se no nosso sistema solar, já alguns elementos de base tinham sido criados nessas gigantes fábricas que são as estrelas em fusão.

Analisando as possibilidades da vida na Terra, esta pode não ter apenas uma árvore da Vida como supunhamos até agora, mas duas ou até três.

E se no nosso pequeno planeta podem existir três árvores da Vida diferentes, que excêntricas possibilidades existem por esse cosmos fora.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Quais são as ambições espaciais chinesas?

A piloto Liu Yang, de 33 anos, foi a primeira taikonauta (astronauta) chinesa, que integrou o primeiro voo tripulado em Junho de 2012, a bordo da nave Shenzhou 9
Por ocasião do lançamento do segundo voo tripulado chinês, a 11 de Junho último, o site de notícias francês Atlantico.fr entrevistou o general da Força Área francesa Jean-Vincent Brisset sobre as ambições da China na conquista espacial, e o militar considera que o Império do Meio quer chegar a ser uma potência espacial de primeira ordem, em pé de igualdade das outras três:  NASA, ESA e Roscocosmos (Rússia).

O general, que é especialista em operações de guerra e já escreveu um livro sobre a China, recorda que aquele país gigante chegou muito tarde à corrida espacial. Apesar de ter lançado o seu primeiro satélite em 1970, entre a década de 1970 e 1990 não mostrou interesse em desenvolver esse sector.

No final dos anos 90, a China começou por pensar que poderia tornar-se uma lançadora espacial comercial low-cost, e foi adiando sucessivamente os voos tripulados, considerados demasiado dispendiosos e não rentáveis.

Mas como os lançadores chineses não tinham sido testados suficientemente, os clientes não lhes faziam confiança. Depois, os custos da optimização dos lançadores, que hoje têm excelentes desempenhos, tornaram o preço dos lançamentos pouco atractivo para os potenciais clientes.

Só no virar do século é que os dirigentes chineses se aperceberam que o êxito de uma conquista espacial seria o caminho mais directo para conseguirem também êxito nos lançamentos espaciais comerciais.

Assim, no princípio do século XXI, a China voltou à corrida espacial e estabeleceu como meta colocar em órbita uma estação espacial até 2020.

Mas a China tem persistido em trabalhar sozinha, quando as outras três agências entenderam que apenas juntas podem aventurar-se em viagens tripuladas mais frequentes e na exploração espacial cada vez mais longíqua, compara Brisset. A Estação Espacial Internacional (ISS) é bom um exemplo dessa colaboração frutífera para as três partes. As três continuam, no entanto, a ser concorrentes comerciais já que propõem cada uma o seu próprio sistema de colocar satélites em órbita.

No entanto, o general gaulês pensa que a China continua a ter um atraso técnico de três ou quatro décadas na conquista espacial, e o facto dessa indústria estar, por enquanto, apenas na mão do Estado (
CNSA, Chinese National Space Administration), não vai atenuar essa distância com as outras três potências nos próximos anos.

E, acrescenta ainda o militar, se os EUA voltarem à corrida espacial, como parece ser o caso, então esse atraso vai ainda alargar-se mais. Os projectos de exploração do sistema solar, aos quais a Nasa quer voltar, estão longe das possibilidades chinesas. É mais provável que a competição com países como a India e o Japão nesse domínio possam fazer avançar as coisas mais rapidamente.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

CERN pode ter descoberto primeiros indícios de matéria negra



Recentemente, o detector de partículas AMS da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) registou uma abundância de anti-electrões, no que pode ser o primeiro indício de matéria negra jamais encontrado até hoje.

Segundo alguns cosmologistas e físicos teóricos, a matéria negra, que alguns investigadores procuram há décadas, representa cerca 23% do universo. Segundo os mesmos cientistas, 73% do universo é constituído por energia negra (nunca detectada) e 4% por matéria visível (dita matéria bariónica: barions englobam, basicamente, protões, neutrões e electrões, mesmo se estes últimos na realidade são leptons).

Pelo menos, foi assim que o CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, Laboratório Europeu para a Física das Partículas) de Genebra anunciou a descoberta, publicada na revista científica Physical Review Letters.

No entanto, apesar do alarido, os dados são ainda insuficientes para afirmar tratar-se mesmo de matéria negra.

A confirmação desta descoberta permitiria perceber melhor como o tecido do universo é constituído.