sexta-feira, 20 de setembro de 2013

NASA prepara duas novas sondas para explorar Marte

A Nasa prepara duas novas sondas para explorar Marte.

A sonda Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) deverá ser lançada a 18 de Novembro.
Imagem: Lockhead Martin

Construída pela empresa de aeronáutica americana Lockheed Marti, a Maven terá como missão estudar a atmosfera marciana e as suas interacções com os ventos solares.

A agência espacial francesa CNES participa igualemente nesta missão.

Após a Maven, seguirá na sua senda a sonda InSight, em 2016.

InSight terá como missão explorar e analisar o subsolo do planeta vermelho, nomeadamente graças a um sismógrafo, daí a escolha do local de aterragem ser tão importante. O local deverá ter em conta a acessibilidade do Rover, a segurança do aparelho e a taxa de insolação, de modo a que a sonda possa conseguir alimentação suficiente do sistema fotovoltaico em energia solar para conseguir efectuar as suas tarefas.

A Nasa reduziu a selecção das 22 melhores zonas onde aterrar para quatro. Todos os potenciais locais se situam junto ao equador, numa região com cerca de 130 por 27 km, na zona de Elysium Planitia.

A camera Hirise da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) vai cartografar essas zonas.

A Missão InSight será uma colaboração da Nasa, com a Cnes e a agência espacial alemã DLR. Os franceses contribuem com o "Seis" (Seismic Experiment for Interior Structure), que medirá o movimento sísmico marciano, e os alemães fornecerão o HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package), que conseguirá medir a temperatura do subsolo de Marte até 5 metros de profundidade.

Nos últimos 50 anos, foram enviados cerca de 40 sondas para Marte, principalmente americanas e russas. Na imagem, alguns desses locais e a zona onde deverá aterrar a sonda InSight

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nasa descobre planeta cor de rosa

Representção artística: Nasa
O telescópio japonês Subaru, no Havai, detectou em 7 de Agosto um novo exoplaneta (planeta situado fora do nossos sistema solar).

Baptizado GJ 504b, este exoplaneta não é apenas mais um a acrescentar ao milhar já descobertos desde 1995. Surpreende pela sua cor rosa choque (ou magenta) e é o primeiro nestes tons a ser avistado pelo Homem. A cor deve-se à imagem infra-vermelha do telescópio japonês.

O planeta GJ 504b orbita em torno da estrela GJ 504, astro comparável ao nosso sol, e que dista de nós em cerca de 57 anos-luz. Essa estrela pode ser vista a olho nu no nosso céu nocturno na constelação da Virgem.

GJ 504b é aproximadamente do tamanho de Jupiter mas terá, segundo os astrónomos, quatro vezes mais massa (mais denso) do que o maior planeta do nosso sistema solar, girando nove vezes mais longe da sua estrela do que Júpiter. Paradoxalmente, GJ 504b é igualmente o planeta mais leve jamais descoberto em torno de uma estrela semelhante à nossa.

Segundo os cientistas da Nasa, o planeta teria 160 milhões de anos e a temperatura à superfície seria de 273°C, em média, e a sua atmosfera teria poucas nuvens.A sua cor magenta no infra-vermelho deve-se ao calor que emana, aventa Michael McElwain, que faz parte da equipa que descobriu o planeta. Na realidade, "para quem o observar de perto, este planeta de cor é rosa suave com tons de azul", acrescenta McElwain.

As características da "Pink Planet" ou de "Rose", como também já foi apelidada, deixam os astrónomos atónitos, pois não se enquadram na teoria actual da formação de planetas em torno de uma estrela.

A distância a que fica da sua estrela deveria ser menor, segundo a teoria actual que explica que os planetas gigantes se formam perto da sua estrela e depois se vão afastando. Mas a idade do planeta e a sua distância em relação à sua estrela contradizem essa teoria.

No céu nocturno, onde se situa o planeta cor-de-rosa GJ 504b? Em torno da estrela GJ 504, na constelação da Virgem.

domingo, 15 de setembro de 2013

Telescópio japonês Sprint-A vai observar Vénus, Marte e Júpiter desde a órbita da Terra

Foto: AFP
O foguetão japonês Epsilon descolou neste sábado de uma base do sul do arquipélago para colocar em órbita um telescópio espacial de observação remota de planetas, indicou a agência japonesa de exploração espacial Jaxa.

O lançamento estava previsto para 27 de Agosto, mas a primeira tentativa teve de ser cancelada poucos segundos antes da hora prevista por um erro técnico. O lançamento aconteceu graças a dois notebooks de um centro de controle com pessoal reduzido ao mínimo.

O Epsilon, de três andares, tem 24 metros de altura e pesa 91 toneladas, e tem como missão lançar o telescópio Sprint-A a uma altitude de 1.000 metros.

Este telescópio é o primeiro do mundo que permitirá a exploração remota de planetas como Vénus, Marte e Júpiter a partir da órbita da Terra.

DD - Documentário ao Domingo - "Conseguiremos sobreviver à morte do sol?"

Neste episódio singular (E3, T4) de apenas 25 minutos (em vez de 45 min.), a verdadeira pergunta não é se conseguiremos sobreviver à morte do nosso astro, mas se por aqui ainda estivermos quando o Sol (anã amarela) se expandir para além da órbita da Terra, engolindo o planeta azul, tornando-se uma gigante vermelha, devorando todos os planetas do sistema solar interno, para depois se extinguir até restar apenas uma anã branca.

E depois disso, como e onde viveremos?

 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nasa anunciou hoje saída "oficial" do Voyager 1 do sistema solar


A agência espacial norte-americana Nasa anunciou hoje oficialmente que a sonda Voyager 1 já entrou no espaço intersideral e deixou para trás, definitivamente, o sistema solar. Outros astrónomos discordam e dizem que a Voyager 1 já deixou a helisofera há um ano. O problema está no que se entende por sistema solar.

A sonda Voyager 1 foi enviada há 36 anos e é o objecto criado pelo Homem mais distante da Terra. O problema com este anúncio é que os astrónomos não estão todos de acordo com o que se compreende por sistema solar.

Se os seus limites estão até onde existem planetas e planetóides, ou seja um pouco para além da órbita de Plutão, ou se o sistema solar se estende até ao limite da heliosfera, ou seja, até onde os ventos solares chegam, ou ainda se vão até aos limites da heliopausa, i.e., uma zona tampão entre a heliosfera e o espaço intersideral (ver imagem infra).

Na primeira hipótese, a Voyager 1 já saiu do sistema solar há dez anos. Na segunda, saiu num momento que se situa entre Agosto de 2012 e Agosto de 2013. Na terceira, ainda não saiu. Por isso, o anúncio da Nasa pode ser tardio ou demasiado prematuro.


Já em Março deste ano, a revista Geophysical Research Letters publicou um estudo que sugeria que a sonda Voyager 1, lançada em 5 de Setembro de 1977 pela NASA, já tinha ultrapassado as fronteiras do sistema solar (heliosfera) e tinha entrado no espaço interestelar.

No entanto, a NASA recusava até então essa hipótese. Diga-se que o debate já dura há uma década.

O responsável do estudo apresentado em Março, Bill Webber, professor na reforma da Universidade do Novo México, assegurava que os dados recebidos da sonda, a 25 de Agosto de 2012, revelavam que esta já tinha deixado a heliosfera.

No espaço onde agora viaja, a Voyager 1 deixou de revelar indícios dos ventos solares da nossa estrela (Sol) e começou a receber uma quantidade cada vez maior de raios cósmicos galácticos, que são partículas altamente carregadas em energia produzida pela nossa galáxia. Como dentro da heliosfera, "estamos" protegidos desses raios cósmicos, pois esta zona de influência do Sol desvia ou trava essas partículas, a conclusão parece ser que a sonda já deixou a heliosfera.

O que é a conclusão a que só agora a Nasa chegou ou que só agora admite, avançaram hoje Ed Stone, gerente do projecto, e John Grunsfeld, administrador para a Ciência da Nasa.

Para outros astrónomos, a sonda ainda se encontra na heliopausa, que faz parte da heliosfera, isto é, numa zona de turbulências fina entre a heliosfera e o espaço intersideral, pois ainda não sofreu uma mudança de direcção do campo magnético como deverá acontecer quando chegar a essa zona exterior à influência do Sol.

Uma das outras responsáveis do projecto, Suzanne Dodd, fez notar que a sonda foi capaz de fazer esta viagem histórica graças à tecnologia de ponta de 1977, e salientou que o seu smartphone actual tem 240 mil vezes mais memória do que a Voyager 1. A Voyager 1 encontra-se actualmente a cerca de 114 UA (17 mil milhões de km) da Terra, o que faz da sonda o objecto criado pelo Homem que mais distante se encontra da Terra. 

No nosso céu, a sua trajectória encontra-se no plano da constelação de Ophiuchus (Serpentário).

Há mais três sondas da Nasa prestes a sair do sistema solar 

Há três outras sondas da Nasa que deverão estar a deixar o sistema solar.

A primeira das quatro a ser lançada e a segunda mais distante da Terra, logo atrás da Voyager 1, é a sonda Pioneer 10.

Lançada em 2 de Março de 1972, na direcção da estrela de Aldebaran, onde deverá chegar daqui a dois milhões de anos, calcula-se que a Pioneer 1 se encontra actualmente a cerca de 107 UA da Terra.

A sonda Voyager 2, lançada 15 dias antes da Voyager 1, a 20 de Agosto de 1977, é a terceira mais distante da Terra e encontra-se a cerca de 100 UA da Terra. A Voyager 2 viaja igualmente em direcção da estrela de Aldebaran, onde deverá chegar dentro de 2 milhões de anos.

A quarta e a mais próxima de nós é a sonda Pioneer 11, lançada a 5 de Abril de 1973, que deverá encontrar-se actualmente a cerca de 86 UA da Terra. A Pioneer 11 viaja na direcção da constelação da Águia.

A grande diferença entre as sondas Voyager e as Pioneer é que as primeiras continuam a enviar dados para a Terra e as segundas já não. A Pioneer 10 deixou de emitir em 1995 e a Pioneer 11 em 2002. É também por este motivo que as Pionner têm merecido menos "publicidade" do que as sondas Voyager, que até uma conta Twitter têm em seu nome.

José Luís Correia

Esta notícia foi igualmente publicada no site www.wort.lu 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Qual é a coisa, qual é ela que tem a forma de um amendoim?


A resposta correcta é a nossa galáxia, a Via Láctea.

É o que afirmam astrónomos europeus, que fizeram "o melhor mapa a três dimensões de sempre" de uma zona central da Via Láctea e descobriram que a região interna se assemelha a um amendoim e a uma estrutura em "X", quando vista sob certos ângulos.

O feito foi divulgado quarta-feira, em comunicado, pelo Observatório Europeu do Sul (OES ou ESO), organização da qual Portugal é um dos países-membros.

Como ferramenta, os astrónomos usaram os dados públicos do telescópio VISTA, do OES, e as medições dos movimentos de centenas de estrelas "muito ténues", situadas no bojo galáctico central.

O bojo central é considerado uma das regiões mais importantes e de maior massa da Via Láctea. Trata-se de uma enorme nuvem central, com cerca de dez mil milhões de estrelas, a perto de 27 mil anos-luz de distância da Terra e, de acordo com o OES, "a sua estrutura e a sua origem não eram bem compreendidas".

"Descobrimos que a região interna da nossa Galáxia tem a forma de um amendoim na casca, vista de um lado, e a uma barra muito alongada, vista de cima", assinala Ortwin Gerhard, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, em Garching, na Alemanha, lembrando que é a primeira vez que a comunidade científica consegue observar, de forma clara, estas características na Via Láctea.

Observações anteriores tinham sugerido que o bojo central tinha a forma de um "X". Uma nova análise dos dados públicos do telescópio VISTA permitiu detetar estrelas trinta vezes mais ténues do que as observadas em rastreios anteriores ao bojo galáctico.

"A profundidade do catálogo de estrelas VISTA excede de longe trabalhos anteriores e conseguimos detectar a população total destas estrelas em todas as regiões, menos nas mais obscuras", apontou Christopher Wegg, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre.

A equipa de investigadores do instituto alemão conseguiu identificar 22 milhões de estrelas pertencentes à classe das gigantes vermelhas. "A partir desta distribuição estelar pudemos fazer um mapa a três dimensões do bojo galáctico. É a primeira vez que tal mapa é feito sem se assumir um modelo teórico para a forma do bojo", sustentou Christopher Wegg.

Segundo o Observatório Europeu do Sul, os astrónomos pensam que a Via Láctea "era originalmente um disco puro de estrelas, que formou uma barra [estrutura fina e comprida] plana há milhares de milhões de anos", tendo depois dado origem "à forma de amendoim, a três dimensões, vista nas novas observações". Estruturas "em amendoim" semelhantes foram observadas em bojos de outras galáxias e a sua formação foi prevista por simulações de computador, "que mostraram que a estrutura em forma de amendoim é mantida pelas estrelas com órbitas que formam uma estrutura em 'X'", adianta o OES.

Uma outra equipa de astrónomos, liderada por Sergio Vásquez, da Universidade Católica do Chile, obteve, pela primeira vez, "um grande número de velocidades em três dimensões para estrelas individuais de ambos os lados do bojo".

"As estrelas que observámos parecem estar a mover-se ao longo dos braços, em forma de 'X', do bojo, à medida que as suas órbitas as levam para cima, para baixo e para fora do plano da Via Láctea. Tudo isto se ajusta na perfeição com previsões de modelos atuais", advogou Sergio Vásquez. A sua equipa conseguiu mapear os movimentos de mais de 400 estrelas em três dimensões.

Este artigo foi também publicado no site wort.lu em português

domingo, 8 de setembro de 2013

DD - Documentário ao Domingo - "Is There a God Particle?"

O Bosão de Higgs é apelidado de partícula de Deus porque a sua existência permitiria entender melhor as outras partículas e até o funcionamento do Universo.

O CERN anunciou em Junho de 2012 que descobriu a famosa partícula, teorizada por Higgs.

Neste episódio que foi para o ar em Março deste ano, Morgan Freeman explica as últimas implicações dessa descoberta.

 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Astrofísico Neil deGrasse Tyson fala sobre o que nos falta na exploração espacial hoje em dia

O astrofísico Neil DeGrasse Tyson
Hoje, deixamo-vos uma palestra edificante e inspiradora do astrofísico norte-americano Neil deGrasse Tyson (NDT) sobre o que nos falta actualmente na exploração espacial.

A todos os que consideram que é fútil investir no espaço, que os investimentos devem ser feitos noutros sectores aqui na Terra, Tyson recorda que o financiamento que o programa da NASA recebe é o equivalente a 1% do orçamento de estado americano.

O montante investido em 50 anos de programa espacial é irrisório quando comparado com todos os avanços técnicos que a investigação espacial trouxe à nossa sociedade, de forma directa ou indirecta.

Tyson defende que a investigação espacial fez mais do que isso, mudou as mentalidades e a sociedade. Mas precisamos desenvolver esse fascínio do espaço, como uma forma de cultura, preconiza, na qual pode estar a solução para a crise económica e até de valores que o Mundo actualmente atravessa. 

A forma apaixonada como Tyson fala é algo que o caracteriza, ou não fosse ele o único físico no planeta a abertamente admitir que está a trabalhar numa máquina do tempo. É também considerado pela sua verve e forma apaixonada como fala do Cosmos o digno herdeiro de Carl Sagan.

A palestra decorreu no 28°Simpósio sobre Espaço, da Space Foundation, que teve lugar de 8 a 11 de Abril de 2013 em Colorado Springs (Colorado), Estados Unidos.

domingo, 1 de setembro de 2013

DD - Documentário ao Domingo: "O que é o nada?"

"O que é o nada?" é o título do episódio 5 da temporada 3 (E5, T3) da série "Through the Wormhole".

O nada está mesmo vazio? Ou há forças ocultas. Os cientistas tentam nos últimos anos entender o que significa o vazio, bem como a origem do universo: nasceu do nada e extinguir-se-á do mesmo modo?

Is empty space really empty? Or is it filled with hidden forces? Scientists now regard understanding the true nature of empty space as the deepest and most baffling mystery they face: one that will explain where the universe came from, whether it is fated to expand into oblivion or whether it will undergo another dramatic transformation that could destroy everything we know. 

 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Estrela mais velha gémea do Sol fica a 250 anos-luz

Imagem: ESO
Uma equipa internacional de astrónomos identificou a estrela mais velha, gémea do Sol, permitindo aos cientistas prever o que pode acontecer ao "astro-rei" quando chegar à sua idade, informou hoje o Observatório Europeu do Sul (ESO).

A estrela em questão, a HIP 102152, situa-se na constelação de Capricórnio, a 250 anos-luz de distância da Terra.

Apesar de ter 8,2 mil milhões de anos, quase o dobro da idade do Sol, que tem 4,6 mil milhões de anos, é a estrela mais parecida com o "astro-rei".

A equipa, liderada por astrónomos da Universidade de São Paulo, no Brasil, fez novas observações usando o telescópio VLT do ESO, organização da qual Portugal é um dos países-membros.

As novas observações "fornecem também uma primeira ligação clara entre a idade de uma estrela e o seu conteúdo em lítio", sugerindo adicionalmente que a HIP 102152 "tem planetas rochosos do tipo terrestre na sua órbita", adianta o ESO em comunicado hoje divulgado.

Os astrónomos estudaram, além da HIP 102152, uma outra gémea solar, a 18 Scorpii, que é mais nova do que o Sol, e tem cerca de 2,9 mil milhões de anos.

Para tal, utilizaram o espetrógrafo UVES, montado no telescópio VLT, para separar a radiação nas suas componentes de cor, a fim de avaliarem com detalhe a composição química e outras propriedades das estrelas.

 "Descobrimos que a HIP 102152 tem níveis muito baixos de lítio, o que demonstra claramente, e pela primeira vez, que as gémeas solares mais velhas têm efetivamente menos lítio do que o nosso Sol ou estrelas gémeas solares mais novas.

Podemos agora ter a certeza de que as estrelas à medida que envelhecem destroem, de algum modo, o seu lítio", assinala TalaWanda Monroe, investigador da Universidade de São Paulo, citado no comunicado. A equipa concluiu, também, que a estrela gémea do Sol mais velha "tem um padrão de composição química subtilmente diferente da maioria das outras gémeas solares, mas semelhante ao Sol".

As gémeas solares são estrelas raras, mas também as mais parecidas com o Sol: têm massa, temperatura e abundância química similares ao "astro-rei".

(Este artigo foi também publicado no site www.wort.lu/pt)



domingo, 25 de agosto de 2013

DD - Documentário ao Domingo - "O Universo está vivo?"

Hoje, Morgan Freeman tenta responder à pergunta "O Universo está vivo?". É o episódio 3 da temporada 3 (E3, T3) do programa "Through the Wormhole".

Parte 1



Parte 2

  

 Parte 3



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Astrónomos do Porto desvendam mistério relacionado com buracos negros

Uma equipa de investigadores do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) descobriu que o gás que envolve algumas galáxias pode deixar passar 90% da radiação ionizante, descoberta que é considerada um avanço na investigação da captação de luz pelos buracos negros.

"Existe um mistério bastante antigo sobre a luz que recebemos das estrelas, que defende que o gás devia absorver a radiação ionizante do núcleo de algumas galáxias", referiu à agência Lusa Filipe Pires, da unidade de divulgação do CAUP.

Esta descoberta tem consequências importantes na compreensão de um dos fenómenos mais energéticos do Universo, os núcleos activos das galáxias (buracos negros supermassivos que crescem com o material que os rodeia - essencialmente gás).

A equipa liderada pelos investigadores da CAUP Polychronis Papaderos e Jean Michel Gomes explicou que 90% da radiação ionizante - provocada pelas ondas cósmicas emitidas pelas rochas espaciais - consegue escapar à absorção pelo meio interestelar.

"Os meus colegas descobriram que o gás à volta das galáxias pode não bloquear completamente a radiação ionizante, deixando-a escapar como se fosse uma esponja", referiu Filipe Pires. Os astrónomos conseguiram verificar que a disparidade entre as observações se deve à elevada porosidade do meio interestelar em algumas galáxias, que é incapaz de absorver radiação ionizante de forma eficiente.

As galáxias tornam-se também incapazes de emitir energia suficiente sob a forma de luz visível, resultando em "radiação que os nossos olhos não veem" (infravermelho, rádio, radiação ultravioleta e radiações ionizantes).

A equipa conseguiu verificar que a radiação ionizante só consegue escapar em algumas galáxias, sendo que grande parte é absorvida pelo gás do meio interestelar e depois é reemitida em riscas na banda do visível.

 A investigação constituiu um passo decisivo na investigação e compreensão dos núcleos activos das galáxias.

(Este artigo foi também publicado no site www.wort.lu/pt).