A sonda espacial Gaia, o mais complexo telescópio construído na Europa pela Agência Espacial Europeia (ESA), chegou no dia 8 de Janeiro ao chamado ponto "L2" (Lagrange 2), a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, de onde vai capturar imagens para cartografar a Via Láctea em três dimensões.
O engenho da ESA foi lançado a 19 de Dezembro, a bordo de num foguetão russo Soyuz, desde o Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa.
A sonda Gaia, que deverá permitir desenhar um mapa de mil milhões de estrelas, fez uma "manobra crítica" para colocar-se num dos pontos de Lagrange, os lugares do sistema solar onde um objecto pode manter-se em órbita estacionária em relação à Terra e ao Sol, explica a ESA em comunicado.
O que é a sonda Gaia? (veja o vídeo)
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
A nave não tripulada Cygnus chegou à ISS
A primeira nave não tripulada Cygnus da Orbital Sciences Corporation chegou hoje à Estação Espacial Internacional, informou a Agência Espacial norte-americana (NASA).
De acordo com a NASA, a acoplagem da nave de carga que transportava o primeiro carregamento de mantimentos destinados ao posto espacial de investigação registou-se às 11h08 de domingo.
De acordo com a NASA, a acoplagem da nave de carga que transportava o primeiro carregamento de mantimentos destinados ao posto espacial de investigação registou-se às 11h08 de domingo.
domingo, 12 de janeiro de 2014
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Os braços “perdidos” da Via Láctea
Os astrónomos não conseguem ver como é a aparência da nossa galáxia (que se chama Via Láctea) porque a veem a partir do seu interior para fora. Mas podem projectar a sua forma estudando cuidadosamente as suas estrelas e a distância entre elas.
Ao fazê-lo, os astrónomos concluíram que a Via Láctea tem uma forma em espiral com muitos braços retorcidos. No entanto, o número exacto de braços em espiral tem sido matéria de debate ao longo de muitos anos.
Nos anos 50 do século passado os astrónomos mapearam a nossa galáxia usando telescópios. Concentraram as suas observações nas nuvens de gás da Via Láctea onde estavam a nascer novas estrelas. Os seus estudos revelaram quatro principais braços em espiral.
Por outro lado, o telescópio espacial Spitzer da NASA procurou na nossa galáxia estrelas que emitissem luz infravermelha. Os nossos olhos não conseguem ver luz infravermelha, mas estrelas como o nosso Sol brilham neste tipo de luz.
Em 2008 foi anunciado que o Spitzer identificou cerca de 110 milhões de estrelas mas apenas encontrou dois braços em espiral.
Agora, um estudo de 12 anos de estrelas massivas confirmou que a nossa galáxia tem de facto quatro braços em espiral como acreditámos durante 60 anos. Isto coloca um ponto final em anos de debates desencadeados por imagens obtidas pelo telescópio espacial Spitzer da NASA que mostrava apenas dois braços.
A “Via Láctea é a nossa casa galáctica. Estudando a sua forma podemos compreender como funcionam as outras galáxias em espiral. Segundo o professor Melvin Hoare da Universidade de Leeds, Inglaterra, podemos por exemplo descobrir onde nascem as estrelas nestas galáxias. Melvin Hoare foi um dos astrónomos que redescobriu os terceiro e quarto braços da Via Láctea.
Facto curioso: O nosso sistema solar não se encontra no centro da Via Láctea nem na sua orla. Encontramo-nos na parte exterior de um braço em espiral chamado Braço de Orion. O sistema solar demora cerca de 200 milhões de anos a dar uma volta completa em torno do centro da nossa galáxia.
Créditos: EU Universe Awareness.
Versão Portuguesa: Paula Furtado, Nucleo/UNAWE Portugal
(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt)
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Estação Espacial Internacional (ISS) vai ficar em órbita até 2024
| Foto. AFP |
"É um anúncio formidável" para todos os envolvidos na estação, em que participam 16 países, comentou William Gersteinmaier, um dos administradores da NASA para a área da exploração.
A estação espacial funciona há 15 anos e tinha sido previsto que continuasse em actividade até 2020.
(Esta notícia foi igualmente publicada no site wort.lu/pt)
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Rádiotelescópio ALMA descobre fábrica de poeira na supernova observada em 1987
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| Foto: ESO |
Pensa-se que as supernovas são a principal fonte dessa poeira, particularmente no Universo primordial. No entanto, evidências directas da capacidade das supernovas em formar poeira têm sido difíceis de observar, não tendo sido possível até agora explicar a enorme quantidade de poeira detectada nas galáxias jovens distantes. Observações obtidas com o ALMA começam, no entanto, a mudar este facto.
“Descobrimos uma quantidade notável de poeira concentrada na região central do material ejectado por uma supernova relativamente jovem e próxima, “disse Remy Indebetouw, astrónomo no Observatório Nacional de Rádio astronomia (NRAO, National Radio Astronomy Observatory) e da Universidade de Virgínia, ambos em Charlottesville, EUA.
“Esta é a primeira vez que conseguimos efectivamente obter uma imagem do local onde a poeira se forma, o que é um passo importante na compreensão da evolução das galáxias.”
Uma equipa internacional de astrónomos utilizou o ALMA para observar os restos brilhantes da Supernova 1987A [*2], situada na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã que orbita a Via Láctea a uma distância de cerca de 160 mil anos-luz da Terra.
Observações da supernova avistada em 1987
A SN 1987A é a explosão de supernova mais próxima jamais observada, depois da observação de Johannes Kepler de uma supernova que explodiu no interior da Via Láctea em 1604.
Os astrónomos previram que, à medida que o gás arrefece depois da explosão, enormes quantidades de poeira formar-se-iam sob a forma de átomos de oxigénio, carbono e silício, ligados entre si nas regiões centrais frias do resto de supernova. No entanto, observações anteriores da SN 1987A obtidas com telescópios infravermelhos durante os primeiros 500 dias depois da explosão, revelaram apenas uma pequena quantidade de poeira quente.
Com a resolução e sensibilidade sem precedentes do ALMA, a equipa de investigação conseguiu obter imagens da muito mais abundante poeira fria, que brilha intensamente na radiação milimétrica e submilimétrica. Os astrónomos estimam que o resto de supernova contém agora cerca de 25% da massa do Sol em poeira recentemente formada. A equipa descobriu também que se formaram quantidades significativas de monóxido de carbono e de monóxido de silício. “A SN 1987A é um lugar especial porque, uma vez que não se misturou com o meio circundante, o que lá se encontra é efectivamente o que se formou no local,” disse Indebetouw.
“Os novos resultados ALMA, que são os primeiros deste tipo, revelam um resto de supernova a transbordar de material que simplesmente não existia há algumas décadas atrás.” As supernovas podem, no entanto, tanto criar como destruir os grãos de poeira. À medida que a onda de choque da explosão inicial se propaga no espaço, produz anéis de matéria resplandecentes, já observados anteriormente com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA.
Ao atingir este envelope de gás, deixado pela estrela gigante vermelha no final da sua vida, uma parte desta enorme explosão ricocheteia de volta em direção ao centro do resto de supernova.
“A determinada altura, esta onda de choque que vem de volta colidirá com os amontoados de poeira recentemente formada, “ disse Indebetouw.
“É provável que alguma desta poeira seja destruída nessa altura. É difícil prever a quantidade que será destruída - talvez apenas um pouco, mas possivelmente cerca de metade ou mesmo dois terços.” Se uma fração razoável sobreviver e chegar ao espaço interestelar, poderá explicar a enorme quantidade de poeira que os astrónomos detectam no Universo primordial.
“As galáxias muito primordiais são incrivelmente poeirentas e esta poeira desempenha um papel importante na evolução das galáxias, “disse Mikako Matsuura da University College London, RU. “Hoje sabemos que a poeira pode ser criada de várias maneiras, mas no Universo primordial a maior parte deve ter tido origem nas supernovas. E agora temos finalmente uma evidência direta que apoia esta teoria.”
1* A poeira cósmica consiste em grãos de silicatos e grafite - minerais abundantes na Terra. A cinza do pavio de uma vela é muito semelhante à poeira de grafite cósmica, embora o tamanho dos grãos na cinza seja dez ou mais vezes maior que o tamanho típico dos grãos de grafite cósmica.
2** A radiação desta supernova chegou à Terra em 1987, facto que se reflecte no seu nome.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Astrónomos portugueses detectam exoplaneta Kepler-88c com base em previsão teórica
Uma equipa europeia, da qual faz parte Alexandre Santerne do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP2), usou o espectrógrafo SOPHIE3 para detectar a presença do Kepler-88 c.
A existência deste exoplaneta, que até agora não tinha sido detetado, foi prevista pela perturbação gravitacional, provocada no seu irmão que transita a estrela, Kepler-88 b.
Com o SOPHIE, a equipa detetou e mediu a massa do Kepler-88 c.
“O SOPHIE é um instrumento capaz de medir a velocidade de estrelas com uma precisão equivalente à de medir a velocidade de uma bicicleta. Até agora foi usado para caracterizar quase 20 dos planetas do Kepler”, comenta Alexandre Santerne (CAUP), responsável pelas observações de estrelas do Kepler com o SOPHIE.
O principal objectivo do telescópio espacial Kepler5 (NASA) era a procura de trânsitos periódicos em centenas de milhares de estrelas, e durante os 4 anos que durou a missão, detectou mais de 3.500.
No entanto, nem todos os planetas no campo do Kepler são detectáveis por este telescópio, pois se o plano orbital estiver ligeiramente desalinhado com a linha de visão para a Terra, os planetas já não transitam e por isso são “invisíveis” para o Kepler.
Mas os planetas que orbitam a mesma estrela interagem gravitacionalmente uns com os outros. Esta interação provoca perturbações nos períodos de trânsitos previstos dos planetas. “A isto chamamos Variações no Tempo de Trânsito (Time Transit Variations – TTV)”, explica Susana Barros (LAM), a primeira autora do artigo.
Uma análise dinâmica detalhada à interação entre planetas, efectuada anteriormente pela equipa liderada por David Nesvorný (U. Boulder), previu que o sistema Kepler-88 tivesse dois planetas, um que transita (Kepler-88 b), e cujo período orbital é fortemente perturbado por um planeta que não transita (Kepler-88 c). Estes estarão numa ressonância 2 para 1, isto é, um planeta completa duas órbitas no mesmo período que o outro completa apenas uma. Esta configuração é semelhante à da Terra e de Marte, com o planeta vermelho a orbitar o Sol em cerca de 2 anos.
A técnica TTV é sensível a planetas até à massa da Terra, em sistemas múltiplos, e pode por isso ser usada para detectar a existência de planetas que não transitam, mas que provocam perturbações na órbita dos planetas que transitam.
“Esta é a primeira vez que a massa de um exoplaneta 'invisível', calculada com base em Variações no Tempo de Trânsito, é confirmada de forma independente por outra técnica”, comentou Barros.
Este resultado confirma que a TTV é uma técnica válida para a detecção destes planetas “invisíveis” em sistemas com múltiplos planetas. Neste momento a técnica foi já usada para determinar a massa de mais de 120 exoplanetas, até à massa da Terra, em 47 sistemas estelares.
“Esta confirmação independente permite antecipar o futuro da exploração de sistemas de exoplanetas a partir do espaço com a missão PLATO7, conclui Magali Deleuil, líder da equipa de exoplanetas do Laboratório de Astrofísica de Marselha (LAM).
Neptuno foi o primeiro planeta a ser detectado pela influência gravitacional que exercia sobre outro planeta (Urano). O matemático francês Urbain Le Verrier calculou que as anomalias na órbita de Urano eram devidas a uma ressonância 2 para 1 de um planeta que ainda não tinha sido observado. Os seus cálculos levaram Johann Gottfried Galle a encontrar Neptuno a 23 de setembro de 1846.
Ricardo Cardoso Reis (CAUP)
Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva
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| Figura Artística do sistema Kepler-88. Crédito: Alexandre Santerne (CAUP)/ESO/Serge Brunier |
“O SOPHIE é um instrumento capaz de medir a velocidade de estrelas com uma precisão equivalente à de medir a velocidade de uma bicicleta. Até agora foi usado para caracterizar quase 20 dos planetas do Kepler”, comenta Alexandre Santerne (CAUP), responsável pelas observações de estrelas do Kepler com o SOPHIE.
O principal objectivo do telescópio espacial Kepler5 (NASA) era a procura de trânsitos periódicos em centenas de milhares de estrelas, e durante os 4 anos que durou a missão, detectou mais de 3.500.
No entanto, nem todos os planetas no campo do Kepler são detectáveis por este telescópio, pois se o plano orbital estiver ligeiramente desalinhado com a linha de visão para a Terra, os planetas já não transitam e por isso são “invisíveis” para o Kepler.
Mas os planetas que orbitam a mesma estrela interagem gravitacionalmente uns com os outros. Esta interação provoca perturbações nos períodos de trânsitos previstos dos planetas. “A isto chamamos Variações no Tempo de Trânsito (Time Transit Variations – TTV)”, explica Susana Barros (LAM), a primeira autora do artigo.
Uma análise dinâmica detalhada à interação entre planetas, efectuada anteriormente pela equipa liderada por David Nesvorný (U. Boulder), previu que o sistema Kepler-88 tivesse dois planetas, um que transita (Kepler-88 b), e cujo período orbital é fortemente perturbado por um planeta que não transita (Kepler-88 c). Estes estarão numa ressonância 2 para 1, isto é, um planeta completa duas órbitas no mesmo período que o outro completa apenas uma. Esta configuração é semelhante à da Terra e de Marte, com o planeta vermelho a orbitar o Sol em cerca de 2 anos.
A técnica TTV é sensível a planetas até à massa da Terra, em sistemas múltiplos, e pode por isso ser usada para detectar a existência de planetas que não transitam, mas que provocam perturbações na órbita dos planetas que transitam.
“Esta é a primeira vez que a massa de um exoplaneta 'invisível', calculada com base em Variações no Tempo de Trânsito, é confirmada de forma independente por outra técnica”, comentou Barros.
Este resultado confirma que a TTV é uma técnica válida para a detecção destes planetas “invisíveis” em sistemas com múltiplos planetas. Neste momento a técnica foi já usada para determinar a massa de mais de 120 exoplanetas, até à massa da Terra, em 47 sistemas estelares.
“Esta confirmação independente permite antecipar o futuro da exploração de sistemas de exoplanetas a partir do espaço com a missão PLATO7, conclui Magali Deleuil, líder da equipa de exoplanetas do Laboratório de Astrofísica de Marselha (LAM).
Neptuno foi o primeiro planeta a ser detectado pela influência gravitacional que exercia sobre outro planeta (Urano). O matemático francês Urbain Le Verrier calculou que as anomalias na órbita de Urano eram devidas a uma ressonância 2 para 1 de um planeta que ainda não tinha sido observado. Os seus cálculos levaram Johann Gottfried Galle a encontrar Neptuno a 23 de setembro de 1846.
Ricardo Cardoso Reis (CAUP)
Ciência na Imprensa Regional – Ciência Viva
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Sabia que os raios X atravessam o Universo?
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| cirx1_chandra |
Mas a radiação que recebe de um aparelho de raios X é 50 vezes inferior à radiação proveniente de fontes cósmicas. Felizmente, a nossa atmosfera bloqueia estes raios X pelo que estamos perfeitamente seguros.
Algumas das fontes de raios X mais poderosas do universo são os “raios X binários”. Têm origem em pares de estrelas, em que uma das estrelas é normal, como o Sol, e a outra é uma estrela ultra-compacta chamada de “estrela de neutrões”, também chamado pulsar.
À medida que estes dois objectos se orbitam mutuamente, a forte gravidade da estrela de neutrões arranca e devora camadas da sua estrela companheira. Estas camadas tornam-se muito quentes quando são puxadas da estrela companheira e emitem raios X.
Um novo estudo de uma binária de raios X chamada Circinus X-1 mostrou que esta tem menos de 4 600 anos! Trata-se da mais jovem binária vista até agora. Os astrónomos descobriram centenas de binárias de raios X espalhadas pela nossa galáxia e mesmo algumas fora da nossa galáxia.
Todos estes sistemas binários de raios X são antigos, revelando apenas informação sobre o que aconteceu muito tarde nas suas vidas. Com estas novas observações, ainda conseguimos ver as ondas de choque criadas quando o sistema foi formado!
Facto curioso: As estrelas de neutrões formaram-se depois de um evento chamado "supernova", que ocorre quando uma estrela de grande massa morre numa explosão extremamente poderosa superior a qualquer outro evento no universo. A explosão emite radiação suficiente para igualar uns quantos milhares de quatriliões de ogivas nucleares (Um quatrilião é 1 000 000 000 000 000 000 000 000!).
Créditos: EU Universe Awareness
Versão Portuguesa: Paula Furtado (Nuclio/UNAWE Portugal)
Este artigo é baseado no Comunicado de Imprensa de Chandra X-ray Observatory
© 2013 - Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva
domingo, 5 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Mais de mil candidatos querem ser primeiros colonos em Marte
Mais de mil pessoas foram pré-selecionadas para formar parte de um grupo de primeiros colonos do planeta Marte, em 2025, informou nesta quinta-feira, 2 de Janeiro de 2014, a companhia holandesa Mars One, autora do projecto.
A selecção foi realizada a partir de 200 mil pessoas, de 140 países, que se inscreveram para fazer parte da primeira onda de colonização do Planeta Vermelho.
No total, 1.058 candidatos passaram à segunda fase da selecção, segundo a Mars One. "O desafio com os 200 mil inscritos era separar os que pensamos ser capazes - mental e fisicamente - para a missão de embaixadores humanos em Marte dos que não levam o desafio a sério", disse Bas Lansdorp, fundador e presidente da Mars One.
A Mars One vai seleccionar agora, em várias fases, os 24 colonos que devem viajar a Marte em seis grupos de quatro pessoas.
Os colonos, que jamais poderão regressar à Terra, deverão viver em pequenos habitats, encontrar água, produzir oxigênio e cultivar seus próprios alimentos.
O projeto enfrenta muito ceticismo, mas entre seus apoiadores está o Nobel holandês Gerard 't Hooft, ganhador do prêmio de Física em 1999, que aparece em um vídeo promovendo a Mars One no site de financiamento coletivo Indiegogo.
Até agora, as agências espaciais ao redor do mundo só conseguiram enviar sondas robóticas a Marte, sendo a última a Curiosity, da Nasa, estimada em US$ 2,5 bilhões, e que pousou no planeta vermelho em agosto de 2012. Se for bem sucedida, a Mars One será a primeira iniciativa, tripulada ou não tripulada, a explorar outro planeta.
Mais pormenores em http://stargazerlux.blogspot.com/2013/12/segunda-fase-do-projecto-mars-one.html
(esta notícia foi também publicada no site wort.lu/ptwort.lu/pt)
A selecção foi realizada a partir de 200 mil pessoas, de 140 países, que se inscreveram para fazer parte da primeira onda de colonização do Planeta Vermelho.
No total, 1.058 candidatos passaram à segunda fase da selecção, segundo a Mars One. "O desafio com os 200 mil inscritos era separar os que pensamos ser capazes - mental e fisicamente - para a missão de embaixadores humanos em Marte dos que não levam o desafio a sério", disse Bas Lansdorp, fundador e presidente da Mars One.
A Mars One vai seleccionar agora, em várias fases, os 24 colonos que devem viajar a Marte em seis grupos de quatro pessoas.
Os colonos, que jamais poderão regressar à Terra, deverão viver em pequenos habitats, encontrar água, produzir oxigênio e cultivar seus próprios alimentos.
O projeto enfrenta muito ceticismo, mas entre seus apoiadores está o Nobel holandês Gerard 't Hooft, ganhador do prêmio de Física em 1999, que aparece em um vídeo promovendo a Mars One no site de financiamento coletivo Indiegogo.
Até agora, as agências espaciais ao redor do mundo só conseguiram enviar sondas robóticas a Marte, sendo a última a Curiosity, da Nasa, estimada em US$ 2,5 bilhões, e que pousou no planeta vermelho em agosto de 2012. Se for bem sucedida, a Mars One será a primeira iniciativa, tripulada ou não tripulada, a explorar outro planeta.
Mais pormenores em http://stargazerlux.blogspot.com/2013/12/segunda-fase-do-projecto-mars-one.html
(esta notícia foi também publicada no site wort.lu/ptwort.lu/pt)
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Chuva de meteoros na madrugada de sexta-feira, dia 3 de Janeiro de 2014
Na madrugada desta sexta-feira, dia 3 de Janeiro, tem lugar o pico de actividade da primeira chuva de meteoros do ano: as Quarantídas.
Se as condições meteorológicas o permitirem em lugares que sejam muito escuros será possível observar algumas dezenas de meteoros por hora. Estes meteoros parecem surgir de região do céu (o radiante) ocupada pela antiga constelação de Quadrans Muralis, daí o nome desta chuva de estrelas.
Actualmente esta parte do céu pertence à constelação do Boieiro. Nesta constelação destaca-se Arcturus, a quarta estrela mais brilhante do céu nocturno. Esta é uma estrela gigante alaranjada com 25,7 vezes o raio do Sol que, ao contrário deste, já terá esgotado todo o hidrogénio do seu núcleo.
Nesta região do firmamento encontramos outros objectos interessantes tais como Lambda Bootis, uma estrela com brilho variável e uma composição química peculiar (e por isso bastante estudada), e Épsilon Bootis um sistema estelar triplo. Este sistema estelar é composto por uma estrela amarela-alaranjada, outra azulada e ainda uma terceira estrela tão pouco brilhante que só é visível recorrendo a telescópios profissionais.
Durante a madrugada do dia 4 de Janeiro, a Terra atinge o seu periélio: o ponto da sua orbita mais próxima do Sol. Neste dia o planeta recebe mais 7% de energia do que fará no dia de maior afastamento do Sol (este ano a 3 de Julho).
No entanto tal diferença é pouco significativa em comparativamente à provocada pela variação da altura do Sol ao longo do ano, esta sim responsável pela existência de estações do ano.
Na noite de dia 5 Júpiter encontrar-se-á na direcção oposta à do Sol. Esta é dos períodos em que a Terra está mais perto de Júpiter.
Igualmente por estes dias encontramos Júpiter totalmente iluminado e, tal como sucede na Lua Cheia, iremos vê-lo bem alto no céu por volta da meia-noite. Assim esta é uma das melhores ocasiões para se observar Júpiter e as suas Luas.
A Lua Nova marcou o primeiro dia deste mês de Janeiro e marca também o penúltimo. O quarto crescente tem lugar na madrugada de dia 8, com a Lua na constelação dos Peixes. Na madrugada de dia 16 de Janeiro ocorre a Lua Cheia, com esta junto à constelação do Caranguejo.
Já uma semana depois (dia 23) a Lua irá passar entre o planeta Marte e a estrela Espiga da constelação da Virgem. Finalmente na madrugada de dia 24 dá-se o quarto minguante. Dia 29 a Lua estará a 2 graus a sul do planeta Vénus que, por estes dias, se apresenta como estrela da manhã. Dois dias depois Mercúrio atinge o seu maior afastamento do Sol. Ao apresentar-se 18 graus a Leste do nosso astro rei ele será visível ao anoitecer.
Fernando J.G. Pinheiro (CGUC) - Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva
Este artigo foi igualmente publicado em wort.lu/pt
Se as condições meteorológicas o permitirem em lugares que sejam muito escuros será possível observar algumas dezenas de meteoros por hora. Estes meteoros parecem surgir de região do céu (o radiante) ocupada pela antiga constelação de Quadrans Muralis, daí o nome desta chuva de estrelas.
Actualmente esta parte do céu pertence à constelação do Boieiro. Nesta constelação destaca-se Arcturus, a quarta estrela mais brilhante do céu nocturno. Esta é uma estrela gigante alaranjada com 25,7 vezes o raio do Sol que, ao contrário deste, já terá esgotado todo o hidrogénio do seu núcleo.
Nesta região do firmamento encontramos outros objectos interessantes tais como Lambda Bootis, uma estrela com brilho variável e uma composição química peculiar (e por isso bastante estudada), e Épsilon Bootis um sistema estelar triplo. Este sistema estelar é composto por uma estrela amarela-alaranjada, outra azulada e ainda uma terceira estrela tão pouco brilhante que só é visível recorrendo a telescópios profissionais.
Durante a madrugada do dia 4 de Janeiro, a Terra atinge o seu periélio: o ponto da sua orbita mais próxima do Sol. Neste dia o planeta recebe mais 7% de energia do que fará no dia de maior afastamento do Sol (este ano a 3 de Julho).
No entanto tal diferença é pouco significativa em comparativamente à provocada pela variação da altura do Sol ao longo do ano, esta sim responsável pela existência de estações do ano.
Na noite de dia 5 Júpiter encontrar-se-á na direcção oposta à do Sol. Esta é dos períodos em que a Terra está mais perto de Júpiter.
Igualmente por estes dias encontramos Júpiter totalmente iluminado e, tal como sucede na Lua Cheia, iremos vê-lo bem alto no céu por volta da meia-noite. Assim esta é uma das melhores ocasiões para se observar Júpiter e as suas Luas.A Lua Nova marcou o primeiro dia deste mês de Janeiro e marca também o penúltimo. O quarto crescente tem lugar na madrugada de dia 8, com a Lua na constelação dos Peixes. Na madrugada de dia 16 de Janeiro ocorre a Lua Cheia, com esta junto à constelação do Caranguejo.
Já uma semana depois (dia 23) a Lua irá passar entre o planeta Marte e a estrela Espiga da constelação da Virgem. Finalmente na madrugada de dia 24 dá-se o quarto minguante. Dia 29 a Lua estará a 2 graus a sul do planeta Vénus que, por estes dias, se apresenta como estrela da manhã. Dois dias depois Mercúrio atinge o seu maior afastamento do Sol. Ao apresentar-se 18 graus a Leste do nosso astro rei ele será visível ao anoitecer.
Fernando J.G. Pinheiro (CGUC) - Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva
Este artigo foi igualmente publicado em wort.lu/pt
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domingo, 29 de dezembro de 2013
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