segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Primeiras imagens de televisão desde o espaço aconteceram há 45 anos

Faz hoje 45 anos que teve lugar a primeira emissão televisiva do espaço, a partir da nave espacial norte-americana Apollo VII.

Em 1968, a Apollo VII foi a nave de todas as estreias.

Apollo VII foi a primeira missão tripulada da Missão Apollo, bem como a primeira missão tripulada norte-americana com três astronautas, após a tragédia com a Apollo 1, em Janeiro de 1967.

A missão durou 11 dias e foi ainda a primeira a utilizar o potente foguetão Saturno, que viria a ser utilizado em todas as missões Apollo.

A Apolo VII serviu de vôo-teste para a viagem à Lua. Orbitou a Terra 163 vezes, testando os sistemas de suporte à vida, de controle e propulsão da nave.

Outra estreia, foi nesta missão que um dos astronautas, Walter Schirra, se tornou o primeiro e único astronauta da NASA a participar em todos os programas espaciais tripulados dos Estados Unidos até então, Mercury, Gemini e Apollo.
Donn Eisele, Walter Schirra, Walter Cunningham Foto: Nasa

Grasshoper pode vir a ser o sucessor do Space Shuttle

Desde que a Nasa deu por encerrado em 2011 o programa Space Shuttle, várias são as empresas que estão a tentar desenvolver uma nave que tenha as mesmas vantagens sem as devantagens do vai-vem: ir e voltar do espaço, mas sem os custos do Shuttle.

A SpaceX criou o Grasshoper, que voltou a testar na semana passada. Veja o vídeo.

Enquanto a maior parte das naves actualmente utilizadas para os voos orbitais largam os seus motores na alta atmosfera, o Grasshoper foi concebido pela empresa privada SpaceX para ser lançado até à órbita baixa da Terra e regressar intacto.

Pela sua concepção, o Grasshoper pode vir a ser o sucessor do Space Shuttle, cujo último voo aconteceu em Julho de 2011. O programa do vai-vem espacial Space Shuttle foi encerrado devido aos elevados custos que envolvia.

Os concpetores do Grasshoper prometem que este tem as mesmas vantagens do Shuttle - ir e voltar do espaço - sem as devantagens - os custos elevados.

A nave Grasshopper consiste num foguetão Falcon 9 (um primeiro andar para o combustível), um motor Merlin 1D, quatro pés em aço e alumínio para aterragem com sistema hidráulico, e uma estrutura de apoio em aço.

(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt)

domingo, 13 de outubro de 2013

DD - Documentários ao Domingo : Como nasceu o Sistema Solar?

O Sistema Solar foi criado há cerca de 4,6 mil milhões de anos. Mas o que o originou e como se constituiu?

É o episódio 3 da temporada 3 da série "The Universe".

sábado, 12 de outubro de 2013

Astrofísicos americanos boicotam conferência da NASA

Geoff Marcy é um dos cientistas que boicota a conferência Foto: Nasa
Astrofísicos norte-americanos decidiram boicotar uma importante conferência sobre astronomia da NASA em Novembro, em protesto contra a decisão de excluir a participação de investigadores chineses.

O boicote foi revelado pela imprensa britânica.

O professor de astronomia da Universidade da Califórnia, Geoff Marcy, disse esta semana à AFP que a exclusão dos cientistas chineses é "totalmente vergonhosa e contrária à ética".

"Não posso participar por razões de consciência numa conferência que discrimina, como esta faz", escreveu num e-mail dirigido aos organizadores do colóquio.

A conferência, que deverá decorrer entre 4 e 8 de Novembro, em Mountain View, na Calfórnia, vai tratar sobre a descoberta de exoplanetas com o telescópio americano Kepler.  "Esta conferência trata de planetas que estão a biliões de km, sem nenhum aspecto vinculado à segurança nacional", acrescentou Marcy.

A NASA rejeitou as inscrições de cientistas chineses para a conferência com base na lei de Março do Congresso que interdita todos os cidadãos chineses de entrar em edifícios da agência espacial, explicou à France Presse John Logsdon, da agência espacial norte-americana.

No entanto, o redactor da lei, o congressista republicano Frank Wolf explicou em carta aberta ao chefe da Nasa, Charles Bolden, que a agência espacial "interpretou mal" o diploma, que "não impõe nenhuma restrição sobre as actividades de cidadãos chineses, a menos que estes sejam representantes oficiais do governo", o que não é o caso dos astrofísicos convidados para a conferência da Nasa.

Quem vai ganhar este braço-de-ferro, os astrofísicos ou a Nasa?

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Morreu Scott Carpenter, o segundo astronauta a orbitar a Terra

Foto: Reuters
Scott Carpenter, segundo astronauta norte-americano a realizar uma órbita à Terra, em 1962, morreu na quinta-feira em Denver, capital do estado norte-americano do Colorado.

A mulher de Carpenter anunciou na quinta-feira ao jornal Vail Daily a morte do marido aos 88 anos, que se encontrava num hospício em Denver.

Com a morte de Carpenter, John Glenn é o único sobrevivente do Projecto Mercury, um programa espacial dos Estados Unidos, iniciado em 1959.

Carpenter foi um dos sete astronautas do Projecto Mercury e viajou no segundo voo à órbita da Terra, a 4 de Maio de 1962, pilotando a nave Aurora 7.

Na altura, estava no auge a guerra pela conquista do espaço entre Estados Unidos e a União Soviética. Em Abril de 1961, a União Soviética tinha enviado o cosmonauta Yuri Gagarin à órbita da Terra, que foi o primeiro homem a conseguir esse feito. Carpenter seria o segundo.

(Esta notícia foi igualmente publicada no site wort.lu/pt)
Scott Carpenter (fila da frente, primeiro à direita) fez parte da Missão Mercury. Nesta foto de 1962, Carpenter com o resto da equipa Mercury: (fila de trás, da esq.p/ a dta.: ) Alan Shepard, Virgil "Gus" Grissom e L. Gordon Cooper; (fila da frente, da esq.p/ a dta.:) Walter Schirra, Donald "Deke" Slayton, John Glenn e Scott Carpenter.
Foto: Reuters/Nasa

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Astrónomos descobrem planeta... perdido no espaço

Imagens: Institute for Astronomy/University of Hawaii
Astrónomos anunciaram ontem ter descoberto um exoplaneta solitário, flutuando sozinho no espaço e sem orbitar uma estrela.

O exoplaneta (exterior ao sistema solar), designado PSO J318.5-22, está apenas a 80 anos luz da Terra e tem seis vezes a massa de Júpiter. Imagem: Institute for Astronomy/University of Hawaii Formado há 12 milhões de anos, o planeta é considerado novo entre os seus pares. Em comparação, os cientistas estimam a idade da Terra em 4,5 mil milhões de anos.

“Nunca tínhamos visto antes um objecto a flutuar livremente no espaço com este aspecto. Tem todas as características dos jovens planetas descobertos ao redor de outras estrelas, mas vagueia completamente só”, disse o chefe da equipa de investigadores, Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawai, em Manoa.

“Questionei-me muitas vezes se estes objectos solitários existiriam e agora sabemos que sim”, afirmou. Os investigadores, cujo trabalho foi publicado no “Astrophysical Journal Letters”, acreditam que o novo planeta tenha uma massa mais leve do que os restantes corpos que flutuam livremente.

Durante a última década, os investigadores descobriram 987 planetas extrassolares, mas apenas meia-dúzia destes se observou directamente, já que muitos orbitam em torno de jovens estrelas a menos de 200 milhões de anos e emitem muita luz.

(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt )

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quer baptizar um planeta?

Já pensou em ser padrinho de um planeta ou de uma estrela? É o que propõe agora a União Astronómica Internacional (UAI).

Há actualmente cerca de 986 exoplanetas que foram já descobertos pelos astrónomos da Terra e centenas de estrelas sem nome.

Pouquíssimos astros têm nomes e a sua denominação é-lhe dada pelos cientistas que os descobrem. As estrelas têm frequentemente um número, ou o nome dos telescópios que os descobriram, e os exoplanetas "herdam" esse nome ou esse número, ao qual é depois acrescentada uma letra que significa em que ordem foram descobertos no sistema estelar do qual fazem parte.

Para dar um nome a uma estrela, um planeta, uma lua ou um astro basta enviar uma sugestão para o e-mail: iaupubli@iap.fr

A UAI propõe desde Agosto que os internautas lhe escrevam a sugerir nomes para astros que estão a ser descobertos.

Em Abril, a UAI publicou uma declaração em que anunciava que não reconhecia nenhum dos nomes propostos por sites e astrónomos amadores para exoplanetas.

Mas a UAI recebeu imensas reacções negativas, que diziam que a UAI também não era competente em arrogar-se a exclusividade e o monopólio de nomear planetas. Além disso, denunciavam, em 18 anos de descobertas de explanetas, a entidade nunca foi capaz de criar uma única regra para a numenclatura desses corpos celestes.

Em Agosto, a UAI fez marcha atrás na sua decisão, colocou uma morada email ao dispor dos internautas, e propõe agora nomear os exoplanetas com a ajuda destes. Em menos de dois meses recebeu já duas mil propostas provenientes de todo o mundo.

A UAI prometeu também criar o mais brevemente possível uma numenclatura oficial, com regras precisas, para a denominação de corpos celestes.

Os organismos que quiserem lançar uma campanha para baptizar um corpo celeste também o podem fazer, sob a égide da UAI.

Mas há critérios: a campanha não pode ter fins lucrativos, deve dirigir-se a todo o planeta (regra feita a pensar sobretudo em iniciativas americanas feitas a pensar na população doméstica),

A UAI e o Minor Planet Center definiram as regras para os nomes propostos:

- Não podem ter mais de 16 caracteres
- Devem ser, preferencialmnte, uma só palavra
- Não devem ser um insulto em nenhuma língua
- Devem ser pronunciáveis no máximo de línguas possível
- Não assemelhar-se demasiado com nomes já existentes
- Os nomes de animais domésticos é desaconselhado
- São proibídos os nomes comerciais, referências a eventos, personalidades ou lugares políticos ou militares

A UAI e o Minor Planet Center advertem que caso um nome seja aprovado, isso não retirará o nome científico ao planeta.

domingo, 6 de outubro de 2013

DD - Documentários ao Domingo : Como viver no espaço?

Uma vez conquistada a distância na nossa galáxia, como vamos viver no espaço? Em luas, asteróides, em bases subterrâneas ou em domos ou cúpulas?

O documentário de hoje propõe reflectir sobre esse futuro não muito distante.

É o episódio 7 da temporada 3 da série "The Universe".

sábado, 5 de outubro de 2013

Que tempo faz em Kepler 7b ?


Kepler 7b (à esquerda) em comparação com Júpiter (à direita)
A previsão do estado do tempo para os próximos dias no planeta Kepler 7b é tempo nublado, mas estável, a oeste, e tempo com boas abertas, a leste.

Os meteorologistas nem sempre acertam na previsão do estado do tempo no nosso planeta. Mas quando os exo-meteorologistas trabalham com astrónomos, tentam até entender qual vai ser o estado do tempo num planeta a mais de mil anos-luz de nós.

Uma equipa da Nasa e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) publicou esta semana no Astrophysical Journal Letters a cartografia das nuvens desse exoplaneta (exterior ao nosso sistema solar), que orbita em torno da estrela Kepler 7.

Esta é uma estrela semelhante ao nosso Sol (anã amarela), mas 84% maior e com 35% mais massa. No nosso céu nocturno, o astro situa-se na Constelação da Lira, mas, devido à sua distância, não é visível a olho nu.

Descoberto em Janeiro de 2010 pelo telescópio espacial que lhe dá o nome, Kepler 7b é um gigante gasoso do tipo do nosso Júpiter, que é o maior planeta do nosso sistema solar.

Kepler 7b tem o dobro do tamanho de Júpiter e uma órbita muito mais próxima da sua estrela (órbita de 5 dias) do que Júpiter do nosso Sol (órbita de 12 anos), o que os cientistas chamam de um "Hot Jupiter" (Júpiter Quente).

Este mapa da meteorologia de Kepler 7b mostra que as suas nuvens não são iguais às da Terra. Contrariamente às do nosso planeta, estas nuvens estão numa alta altitude e são praticamente imóveis, o que faz com que o tempo neste planeta seja espantosamente estável.

Kepler 7b tem, no entanto, menos massa que Júpiter e uma densidade tão baixa que poderia boiar num oceano. A temperatura do planeta é de 900°C.

A observação demorou três anos e foi feito pelos telescópios orbitais Kepler e Spitzer, ambos da Nasa.

Esta técnica vai agora ser utilizada para estudar a atmosfera noutros exoplanetas semelhantes à Terra.

Cientistas da Nasa tinham já calculado a temperatura em vários exoplanetas, mas esta é a primeira vez que são avistadas nuvens num planeta fora do nosso sistema solar.

As equipas da Nasa e do MIT explicam que os cientistas na Terra já não se contentam apenas de descobrir novos exoplanetas, agora tentam entender como são e funcionam.

domingo, 29 de setembro de 2013

DD - Documentários ao Domingo : O nosso lugar na Via Láctea

Desta vez, apresentamos um dos episódios da série "The Universe", do canal de televisão "The History Channel".

Escolhemos começar por um dos episódios mais interessantes, que tentam explicar que não sabemos tão bem como isso a localização exacta do nosso sistema solar na nossa galáxia, a Via Láctea. Trata-se do episódio 3 da 7a temporada.

Disfrutem!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fique a saber como ver a passagem da ISS - Estação Espacial Internacional


O turismo espacial ainda é um sonho para a maioria dos mortais, mas para os interessados em observar a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), a Nasa está a ajudar na tarefa.

A Nasa lançou em 2012, um serviço que informa aos interessados quando a ISS é visível.

Os interessados podem inscrever-se no site da Nasa e passam a receber um e-mail algumas horas antes da ISS ser visível no céu.

Na hora comunicada pela Nasa, os assinantes do serviço devem apenas sair de casa e olhar para o céu nocturno e avistarem a passagem da ISS, sem necessitarem de recorrerem a nenhum instrumento ou equipamento especial.

"É impressionante ver a estação espacial sobrevoar-nos e perceber que o Homem construiu um complexo orbital que pode ser visto da Terra por quase todos", comenta na altura da inauguração deste serviço William Gerstenmaier, administrador associado da Nasa para a exploração humana e operações.

A ISS costuma ser visível ao amanhecer ou entardecer, quando a Lua é o corpo celeste mais luminoso. A estação é vista como um ponto de luz que se move rapidamente, semelhante a Vénus, explica a Nasa.

O serviço Spot the Station está disponível para todos, afirma a agência, segundo a qual a trajectória da estação cobre mais de 90% da população terrestre.

O registo deve ser feito na página spotthestation.nasa.gov



domingo, 22 de setembro de 2013

DD - Documentários aos Domingo : Ir a Marte e retomar a exploração espacial

Desde que o programa espacial Apollo, da NASA, foi interrompido no início dos anos 1970, a conquista espacial tem-se ficado pela órbita baixa da Terra. É assim há 40 anos.

Há toda uma geração de cientistas e entusiastas da conquista espacial que acreditam que foram quatro décadas perdidas e que hoje, mais do que nunca, necessário voltar a dar "um grande salto" (giant leap) até ao planeta mais próximo propício à exploração: Marte.

Este é um documentário do realizador James Cameron sobre os cientistas que acreditam que esse é o nosso próximo grande passo no espaço.