sexta-feira, 12 de julho de 2013
Opportunity foi lançado há dez anos para Marte
Há dez anos que o rover-robot-sonda Opportunity da Nasa descolou em direcção a Marte.
Foi lançado a 7 de Julho de 2003, a bordo de um foguetão Delta II, desde Cabo Canaveral, na Flórida.
Seis meses mais tarde, a 25 de Janeiro de 2014, aterrou junto ao cratera Eagle, na região equatorial de Marte, na zona denominada Meridiani Planum.
O Opportunity foi o segundo veículo do tipo rover a aterrar no planeta vermelho.
Spirit tinha sido o primeiro, três semanas antes, do outro lado do planeta. Mas à diferença do seu "gémeo", que ficou bloqueado em 2010 numa zona arenosa e deixou de emitir em 2010, Opportunity continua hoje a funcionar e a emitir.
E o que fez em 10 anos?
O objectivo do Opportunity era inicialmente determinar a história climática e da água no planeta, e a sua composição geológica.
Inicialmente, a missão devia durar três anos e apesar de muitas dificuldades técnicas e obstáculos, sempre ultrapassados, a missão correu bem e está a durar bem mais do que o previsto, excedendo todas as expectativas iniciais.
Em 2005, o rover encravou numa zona arenosa, mas os engenheiros da Nasa conseguiram "libertá-lo" para que continuasse o seu trabalho.
Em 2007, uma tempestade de areia tornou complicada a missão. Para proteger o robot de uma redução de alimentação em electricidade, o que poderia levar à sua avaria, a Nasa decidiu reduzir as suas actividades ao mínimo e colocou-o em "hibernação". Depois da "pausa" voltou a funcionar normalmente.
O robot enfrentou ainda alterações drásticas do mercúrio marciano e enfrentou temperaturas de 100° negativos.
Mas a maior descoberta do Opportunity foi encontrar indícios de água no planeta vermelho.
O rover analisou também a rocha mais antiga jamais analisada, baptizada Hope 6, e que revelou que água tinha existido em abundância em Marte, deixando no solo minerais argiloso.
Opportuntiy analisou igualmente pela primeira vez um meteorito num outro planeta.
Entre 2006 e 2008, estudou o cratera Victoria; em 2010, o cratera Santa Maria; e em 2011, o cratera Endeavour.
Dez anos depois do seu lançamento e sete anos depois do fim previsto da sua missão, o rover Opportunity continua actualmente a sua exploração e dirige-se para sul do planeta, para a zona denominada Solander Point, para aí analisar a estratificação do solo, o que permitiria obter uma amostra das diferentes camadas de rocha no planeta.
Volvidos dez anos sobre o seu lançamento, a sonda-robot-rover Opportunity é já sinónimo de sucesso e de longevidade na curta mas interessante história da exploração espacial humana.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
NASA desvenda contornos da missão "Marte 2020"
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| Foto: NASA |
"Em relação a Marte sempre houve duas perguntas fundamentais: se Marte era favorável à vida, e se já acolheu ou ainda acolhe vida", recordou John Grunsfeld, responsável do departamento científico da Nasa.
"À primeira questão, tivemos uma resposta, como provou o Curiosity ao encontrar leitos secos de rios em Marte. É a missão Marte 2020 que vai tentar responder à segunda parte da pergunta, para descobrirmos se o planeta vermelho já acolheu vida no passado", acrescentou.
O projecto Marte 2020 é a sequência lógica da missão Curiosity, cuja explorção vai continuar até 2014. Simplesmente, a missão 2020, que será provavelmente um rover com o mesmo châssis do Curiosity, vai estar equipado de melhor tecnologia e vai incorporar um microscópio.
Desde Janeiro que uma equipa de 19 cientistas está a elaborar a missão 2020 e tem já pronto um relatório de 150 páginas.
Além de procurar amostras de vida em Marte, a missão 2020 tem como objectivo preparar o terreno à futura missão tripulada ao planeta vermelho.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Não uma, mas três Super-Terras giram em torno da estrela Gliese 667C
Astrónomos do ESO, Observatório Europeu do Sul, confirmaram em 25 de Maio, na constelação do Escorpião, que o sistema solar da estrela Gliese 667C tem não uma, mas três Super-Terras (planetas entre uma e dez vezes maiores que o nosso), onde as condições de vida seriam compatíveis com a nossa, i.e., baseadas em água líquida.
Um dos planetas já tinha sido descoberto em 2009, Gliese 667Cc. Os outros dois são Gliese 667 Ce e 667 Ce.
As três Super-Terras têm todas uma massa maior que a da Terra, são planetas rochosos, mas são menores que os planetas gasosos Uranus ou Neptuno.
Os três planetas encontram-se na "zona de habitabilidade" da estrela, uma faixa onde a água pode existir no estado líquido.
A estrela Gliese 667C é uma anã vermelha, tem uma massa que é equivalente a um terço do nosso Sol e pertence a um sistema estelar triplo, bem conhecido pelos investigadores da Terra, pois é um dos mais estudados, pela sua proximidade (a cerca de 22 anos-luz de nós).
Os investigadores pensam que os três planetas têm sempre a mesma face orientada para a sua estrela, ou seja, numa face é dia em permanência, e na outra, noite. Além disso, a duração do dia é assim igual ao do ano
Até agora já foram descobertos em torno desta estrela 5 planetas e mais dois estão por confirmar, mas até agora apenas três teriam condições para receber vida, como a conhecemos.
Ler também, este artigo
Um dos planetas já tinha sido descoberto em 2009, Gliese 667Cc. Os outros dois são Gliese 667 Ce e 667 Ce.
As três Super-Terras têm todas uma massa maior que a da Terra, são planetas rochosos, mas são menores que os planetas gasosos Uranus ou Neptuno.
Os três planetas encontram-se na "zona de habitabilidade" da estrela, uma faixa onde a água pode existir no estado líquido.
A estrela Gliese 667C é uma anã vermelha, tem uma massa que é equivalente a um terço do nosso Sol e pertence a um sistema estelar triplo, bem conhecido pelos investigadores da Terra, pois é um dos mais estudados, pela sua proximidade (a cerca de 22 anos-luz de nós).
Os investigadores pensam que os três planetas têm sempre a mesma face orientada para a sua estrela, ou seja, numa face é dia em permanência, e na outra, noite. Além disso, a duração do dia é assim igual ao do ano
Até agora já foram descobertos em torno desta estrela 5 planetas e mais dois estão por confirmar, mas até agora apenas três teriam condições para receber vida, como a conhecemos.
Ler também, este artigo
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| Imagem de artista do que veria alguém se vivesse num destes três planetas, que giram em órbita de uma estrela de um sistema estelar triplo Imagem: AFP |
domingo, 7 de julho de 2013
Documentários ao Domingo - Para além da Escuridão
O programa de hoje é o último da primeira temporada de "Trough the Wormhole" e leva-nos a explorar as teorias da existência de matéria negra e de energia negra, duas das grandes teorias do último meio-século que só agora começamos a entender o que põem em causa.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Mapa dinâmico do Universo conhecido
Uma equipa internacional, que comporta investigadores franceses, americanos e israelitas, estabeleceu este mês um mapa dinâmico do nosso Universo próximo.
Graças a este mapa dinâmico fizeram um filmezinho animado que mostra onde a nossa galáxia se situa no universo conhecido, a distância das suas vizinhas próximas no Aglomerado da Virgem (Enxame ou Grupo Local, com 30 galáxias), e consequentemente deste grupo de galáxias no Super Aglomerado (Super Grupo Local) da Virgem, que conta cerca de 100 mil galáxias.
Depois, a imagem recua ainda mais e mostra que o Super Aglomerado da Virgem é apenas um grupúsculo no meio de várias "barreiras de galáxias" algumas muito mais densas (em galáxias) e extensas do que o nosso Super Enxame.
O filme mostra igualmente que há enxames de galáxias desigualmente distribuídos no universo conhecido e que, se em certos quadrantes há barreiras ou muros galácticos, noutros há vazios siderais e mesmo grandes vazios siderais.
A animação por computador permite também mostrar que a deriva das galáxias não é aleatória e que até a colisão entre a nossa galáxia, a Via Láctea, e a galáxia de Andrómeda (as duas principais do Grupo Local) fazem parte de um fluxo maior, que deriva no sentido do Aglomerado de Centauro.
No entanto, os investigadores, por ora, podem apenas observar este fenómeno, sem o conseguir explicar.
local.
Graças a este mapa dinâmico fizeram um filmezinho animado que mostra onde a nossa galáxia se situa no universo conhecido, a distância das suas vizinhas próximas no Aglomerado da Virgem (Enxame ou Grupo Local, com 30 galáxias), e consequentemente deste grupo de galáxias no Super Aglomerado (Super Grupo Local) da Virgem, que conta cerca de 100 mil galáxias.
Depois, a imagem recua ainda mais e mostra que o Super Aglomerado da Virgem é apenas um grupúsculo no meio de várias "barreiras de galáxias" algumas muito mais densas (em galáxias) e extensas do que o nosso Super Enxame.
O filme mostra igualmente que há enxames de galáxias desigualmente distribuídos no universo conhecido e que, se em certos quadrantes há barreiras ou muros galácticos, noutros há vazios siderais e mesmo grandes vazios siderais.
A animação por computador permite também mostrar que a deriva das galáxias não é aleatória e que até a colisão entre a nossa galáxia, a Via Láctea, e a galáxia de Andrómeda (as duas principais do Grupo Local) fazem parte de um fluxo maior, que deriva no sentido do Aglomerado de Centauro.
No entanto, os investigadores, por ora, podem apenas observar este fenómeno, sem o conseguir explicar.
local.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Primeiro planeta extrasolar foi descoberto há 25 anos
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| Ainda não foi descoberta vida inteligente ou mesmo biológica em nenhum dos exoplanetas descobertos desde 1988 |
Desde 1995, são descobertos em média dois explanetas por mês. Até hoje foram descobertos cerca de 900 exoplanetas, mas ainda não se conseguiu provar que em algum possa existir vida inteligente ou mesmo biológica.
Recordemos as três primeiras descobertas.
1988: Gamma Cephei Ab
O primeiro exoplaneta foi descoberto em Julho de 1988 pelos canadianos Bruce Campbell, Gordon Walker e Stephenson Yang. Trata-se de Gamma Cephei Ab. Mas os dados então obtidos eram tão imprecisos e contestáveis que não foram tidos em conta pela comunidade científica.
Só em 2002 se pode confirmar esta descoberta. O planeta situa-se a 50 anos-luz da Terra, na constelação de Cepheus.
Mas este continua a não ser considerado pela comunidade científica como o primeiro exoplaneta descoberto pela Humanidade.
1990: PSR B1257+12 a & b
Os dois primeiros exoplanetas a terem sido oficialmente descobertos foram detectados em Setembro de 1990 por Aleksander Wolszczan, no rádiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.
A descoberta foi anunciada na revista "Nature" em 1992, mas só foi confirmada em 1995.
Os dois planetas situam-se em torno do pulsar PSR B1257+12, a 980 anos-luz da Terra, (no nosso céu) na constelação da Virgem.
A descoberta surpreendeu muito os astrónomos de então, que não esperavam ser possível um planeta orbitar em torno de um pulsar. Um pulsar é uma estrela massiça que colapsou em supernova e se transformou num pulsar (estrela de neutrões) a girar rapidamente sobre si mesma, o que lhe confere um potente campo magnético que impossibilita a evolução de vida (é o que pensa hoje) em planetas próximos. Um pulsar com um campo magnético extremamente forte num sistema estelar binário pode até canibalizar a matéria da estrela vizinha e devorá-la.
Entretanto foram descobertos mais dois planetas e suspeita-se de um quarto nesse sistema estelar. Os astrónomos pensam mesmo que esse sistema pode ser provido de um cinturão interno de asteróides e de um acintura externo de asteróides (dito de Kuiper).
1995: Pégaso 51b
O segundo planeta a ser descoberto em 1995 o primeiro em torno de uma estrela - por Michel Mayor e Didier Queloz, no Observatório de Haute-Provence (França) - foi Pégaso 51b. Situa-se a 40 anos-luz da Terra, nos nossos céus encontra-se na constelação de Pégaso.
O planeta, que alguns apelidam de Belerofonte, é um gigante gasoso, tem 150 vezes a massa da Terra (ou seja, metade da massa de Júpiter).
Pégaso 51b é considerado um marco na história da planetologia e a partir dessa data as descobertas de exoplanetas multiplicaram-se.
domingo, 30 de junho de 2013
Documentários ao Domingo - De que matéria somos feitos?
Neste episódio da série "Trough the Wormhole", Morgan Freeman explica-nos de que matéria bariónica somos feitos. Nós, os animais, as plantas, a Terra, os planetas, as estrelas e os buracos negros temos mais em comum do que possamos supor.
Foram feitas descobertas muito interessantes nos últimos anos e talvez alguns manuais escolares tenham que ser revistos.
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Foram feitas descobertas muito interessantes nos últimos anos e talvez alguns manuais escolares tenham que ser revistos.
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sábado, 29 de junho de 2013
Nasa lança satélite para estudar o Sol
A NASA lançou, esta quinta-feira, com sucesso, um satélite científico que vai permitir a observação mais detalhada de sempre do Sol, para se perceber como reúne energia e aquece.
O IRIS foi concebido para usar um telescópio ultravioleta, de forma a obter imagens de espectro e de alta resolução em poucos segundos.
O satélite vai estudar a forma com a nossa estrela aquece até milhões de graus centígrados e depois expele ondas intensas de partículas num raio de acção que se estende até aos confins do sistema solar (o que o limita e define).
O estudo não é apenas académico, pois vai servir para entender como o clima da Terra e o preocupante aquecimento global são afectados pela actividade da nossa estrela.
Outra aplicação prática deste estudo é permitir perceber como fazer com que as erupções solares deixem de afectar sistemas eléctricos, sinais de rádio e comunicações da navegação aérea ou com a nossa rede de satélites.
Foi o que explicou quinta-feira o físico Alan Title, da Lockheed Martin Space Systems Advanced Technology Center, em Palo Alto, Califórnia, e que concebeu o telescópio.
Os cientistas estudam o Sol há décadas, mas um mistério persiste: através de que meio a nossa estrela consegue libertar energia de temperaturas algo frias, de cerca de 5.500 °C, na superfície (fotoesfera), até aos 2,8 milhões de graus Celsius, na sua alta atmosfera (cronosfera, onde se situa a "coroa").
O telescópio tem 1,2 metros, pesa 204 kg e vai observar o Sol a uma distância de 643 km da Terra. Foi concebido para funcionar 24 meses.
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| Foto: Nasa |
O satélite vai estudar a forma com a nossa estrela aquece até milhões de graus centígrados e depois expele ondas intensas de partículas num raio de acção que se estende até aos confins do sistema solar (o que o limita e define).
O estudo não é apenas académico, pois vai servir para entender como o clima da Terra e o preocupante aquecimento global são afectados pela actividade da nossa estrela.
Outra aplicação prática deste estudo é permitir perceber como fazer com que as erupções solares deixem de afectar sistemas eléctricos, sinais de rádio e comunicações da navegação aérea ou com a nossa rede de satélites.
Foi o que explicou quinta-feira o físico Alan Title, da Lockheed Martin Space Systems Advanced Technology Center, em Palo Alto, Califórnia, e que concebeu o telescópio.
Os cientistas estudam o Sol há décadas, mas um mistério persiste: através de que meio a nossa estrela consegue libertar energia de temperaturas algo frias, de cerca de 5.500 °C, na superfície (fotoesfera), até aos 2,8 milhões de graus Celsius, na sua alta atmosfera (cronosfera, onde se situa a "coroa").
O telescópio tem 1,2 metros, pesa 204 kg e vai observar o Sol a uma distância de 643 km da Terra. Foi concebido para funcionar 24 meses.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Paypal quer criar uma moeda para o espaço
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| Moeda fictícia criada por fãs do filme "Guerra da EStrelas" (Star Wars) |
A proposta de criar um sistema financeiro galáctico é muito séria, diz a empresa, e visa o planeamento desde já do que for possível comercializar no espaço ou noutros planetas.
A divisa poderá vir a ser utilizada astronautas da estação espacial internacional (ISS), por futuros turistas espaciais ou por terráqueos que viajem ou residam noutros planetas do sistema solar ou da galáxia, argumentam os iniciadores da ideia.
"Já que pensamos criar mais estações orbitais e mesmo morar noutros planetas, uma realidade cada vez mais próximo, é preciso, desde já, pensar nas realidades práticas dessa eventualidade", acrescentam ainda.
O projecto foi apresentado quinta-feira na sede do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), em Mountain View, Silicon Valley, Calfórnia, Estados Unidos, na presença do ex-astronauta americano Buzz Aldrin, o segundo homem a caminhar na Lua, e a astrónoma Jill Tarter, que trabalha no SETI (e que inspirou a personagem de Jodie Foster no filme "Contact").
A Paypal foi criada em 1998 e teve, desde o início, como ojectivo tornar-se uma moeda global electrónica, recordou Hill Ferguson, o vice-presidente da Global Product, na Paypal.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Nave chinesa Shenzhou-10 regressou à Terra
A nave espacial chinesa Shenzhou-10 regressou hoje à Terra com três astronautas a bordo, entre as quais uma mulher, Wang Yaping, após duas semanas em órbita do planeta.
A nave, lançada no dia 11 de Junho, aterrou hoje cerca das 8h da manhã (2h da madrugada no Luxemburgo) na Mongólia Interior, uma das regiões autonómas da China, no norte do país.
No dia anterior, o Presidente chinês, Xi Jinping, descreveu a exploração espacial como "uma parte do sonho de tornar a China mais forte".
"Com o desenvolvimento de programas espaciais, o povo chinês alcançará avanços ainda maiores", disse Xi Jinping, numa conversa telefónica com os astronautas chineses que se encontravam há 13 dias no módulo espacial Tiangong -1.
"Sentimo-nos muito orgulhosos por poder contribuir para a realização do sonho espacial da nação chinesa", afirmou o comandante da missão, o astronauta Nie Haisheng.
Foi a mais prolongada missão do programa espacial chinês, e incluiu a acoplagem manual e automática com o módulo Tiangong-1, o embrião da futura estação espacial da China.
A estação espacial chinesa deverá estar operacional em 2020 (ver imagem).
"Sonho chinês" ("Zhong Guo meng") tornou-se uma das expressões mais citadas do discurso oficial na China desde que Xi Jinping assumiu a chefia do Partido Comunista Chinês, em Novembro passado, e é geralmente entendida como uma manifestação da crescente confiança económica e científica da China.
A China lançou o primeiro astronauta há apenas dez anos.
A nave, lançada no dia 11 de Junho, aterrou hoje cerca das 8h da manhã (2h da madrugada no Luxemburgo) na Mongólia Interior, uma das regiões autonómas da China, no norte do país.
No dia anterior, o Presidente chinês, Xi Jinping, descreveu a exploração espacial como "uma parte do sonho de tornar a China mais forte".
"Com o desenvolvimento de programas espaciais, o povo chinês alcançará avanços ainda maiores", disse Xi Jinping, numa conversa telefónica com os astronautas chineses que se encontravam há 13 dias no módulo espacial Tiangong -1.
"Sentimo-nos muito orgulhosos por poder contribuir para a realização do sonho espacial da nação chinesa", afirmou o comandante da missão, o astronauta Nie Haisheng.
Foi a mais prolongada missão do programa espacial chinês, e incluiu a acoplagem manual e automática com o módulo Tiangong-1, o embrião da futura estação espacial da China.
A estação espacial chinesa deverá estar operacional em 2020 (ver imagem).
"Sonho chinês" ("Zhong Guo meng") tornou-se uma das expressões mais citadas do discurso oficial na China desde que Xi Jinping assumiu a chefia do Partido Comunista Chinês, em Novembro passado, e é geralmente entendida como uma manifestação da crescente confiança económica e científica da China.
A China lançou o primeiro astronauta há apenas dez anos.
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| A estação orbital chinesa deverá estar pronta em 2020 |
Japão envia primeiro robot andróide para o espaço
Chama-se Kirobo, tem 34 centímetros e é um robot. Missão: Fazer companhia ao astronauta japonês da estação espacial internacional (ISS).
O Japão vai lançar Kirobo a 4 de Agosto, a bordo de um foguetão nipónico, desde uma base área, no sul do país, anunciou esta quarta-feira a Jaxa, aAgência de Exploração Espacial Japonesa.
O robot foi apresentado aos media durante uma conferência de imprensa e o robot fez questão de declarar aos jornalistas presentes, levantando o pé: "Pode parecer um pequeno passo, mas é um grande passo para um robot".
O aspecto de Kirobo lembra a personagem das séries de banda desenhada manga japonesas Astro Boy. O pequeno andróide é capaz de manter durante algum tempo uma conversa normal, sabe andar, reconhecer rostos, gravar imagens e passou todos os testes para poder movimentar-se num ambiente de micro-gravidade.
Segundo os seus conceptores - o engenheiro em robótica Tomotaka Takahashi, da Universidade de Tóquio, a Toyota, a Jaxa e o grupo publicitário nipónico Dentsu - o pequeno autómata vai estudar em que medida a companhia de um robot pode ser um apoio moral a pessoas que vivem isoladas durante um longo período.
O astronauta japonês com quem Kirobo deverá conviver e trabalhar, Koichi Wakata, só chegará daqui no final de Agosto à ISS. O pequeno andróide vai também auxiliar Wakata no pequeno laboratório Kibo que o Japão tem a bordo da estação orbital.
Kirobo tem um irmão gémeo, Mirata, que vai ficar na Terra e vai servir para os engenheiros terem um modelo de trabalho no caso de Kirobo ter problemas técnicos a bordo da ISS.
(Este artigo também foi publicado no site wort.lu/pt)
domingo, 23 de junho de 2013
Documentários ao Domingo - Donde viemos?
O tema de hoje: Donde Viemos? é o quinto episódio da primeira temporada do programa "Through the Wormhole", apresentado Morgan Freeman.
O tema de hoje vai mostrar como a vida na Terra teve origem fora deste planeta: não só um asteróide pode ter trazido os elementos essenciais à vida, como mesmo antes da Terra se formar numa nuvem de gás que viria a tornar-se no nosso sistema solar, já alguns elementos de base tinham sido criados nessas gigantes fábricas que são as estrelas em fusão.
Analisando as possibilidades da vida na Terra, esta pode não ter apenas uma árvore da Vida como supunhamos até agora, mas duas ou até três.
E se no nosso pequeno planeta podem existir três árvores da Vida diferentes, que excêntricas possibilidades existem por esse cosmos fora.
O tema de hoje vai mostrar como a vida na Terra teve origem fora deste planeta: não só um asteróide pode ter trazido os elementos essenciais à vida, como mesmo antes da Terra se formar numa nuvem de gás que viria a tornar-se no nosso sistema solar, já alguns elementos de base tinham sido criados nessas gigantes fábricas que são as estrelas em fusão.
Analisando as possibilidades da vida na Terra, esta pode não ter apenas uma árvore da Vida como supunhamos até agora, mas duas ou até três.
E se no nosso pequeno planeta podem existir três árvores da Vida diferentes, que excêntricas possibilidades existem por esse cosmos fora.
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