quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Astrónomos descobrem planeta... perdido no espaço

Imagens: Institute for Astronomy/University of Hawaii
Astrónomos anunciaram ontem ter descoberto um exoplaneta solitário, flutuando sozinho no espaço e sem orbitar uma estrela.

O exoplaneta (exterior ao sistema solar), designado PSO J318.5-22, está apenas a 80 anos luz da Terra e tem seis vezes a massa de Júpiter. Imagem: Institute for Astronomy/University of Hawaii Formado há 12 milhões de anos, o planeta é considerado novo entre os seus pares. Em comparação, os cientistas estimam a idade da Terra em 4,5 mil milhões de anos.

“Nunca tínhamos visto antes um objecto a flutuar livremente no espaço com este aspecto. Tem todas as características dos jovens planetas descobertos ao redor de outras estrelas, mas vagueia completamente só”, disse o chefe da equipa de investigadores, Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawai, em Manoa.

“Questionei-me muitas vezes se estes objectos solitários existiriam e agora sabemos que sim”, afirmou. Os investigadores, cujo trabalho foi publicado no “Astrophysical Journal Letters”, acreditam que o novo planeta tenha uma massa mais leve do que os restantes corpos que flutuam livremente.

Durante a última década, os investigadores descobriram 987 planetas extrassolares, mas apenas meia-dúzia destes se observou directamente, já que muitos orbitam em torno de jovens estrelas a menos de 200 milhões de anos e emitem muita luz.

(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt )

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quer baptizar um planeta?

Já pensou em ser padrinho de um planeta ou de uma estrela? É o que propõe agora a União Astronómica Internacional (UAI).

Há actualmente cerca de 986 exoplanetas que foram já descobertos pelos astrónomos da Terra e centenas de estrelas sem nome.

Pouquíssimos astros têm nomes e a sua denominação é-lhe dada pelos cientistas que os descobrem. As estrelas têm frequentemente um número, ou o nome dos telescópios que os descobriram, e os exoplanetas "herdam" esse nome ou esse número, ao qual é depois acrescentada uma letra que significa em que ordem foram descobertos no sistema estelar do qual fazem parte.

Para dar um nome a uma estrela, um planeta, uma lua ou um astro basta enviar uma sugestão para o e-mail: iaupubli@iap.fr

A UAI propõe desde Agosto que os internautas lhe escrevam a sugerir nomes para astros que estão a ser descobertos.

Em Abril, a UAI publicou uma declaração em que anunciava que não reconhecia nenhum dos nomes propostos por sites e astrónomos amadores para exoplanetas.

Mas a UAI recebeu imensas reacções negativas, que diziam que a UAI também não era competente em arrogar-se a exclusividade e o monopólio de nomear planetas. Além disso, denunciavam, em 18 anos de descobertas de explanetas, a entidade nunca foi capaz de criar uma única regra para a numenclatura desses corpos celestes.

Em Agosto, a UAI fez marcha atrás na sua decisão, colocou uma morada email ao dispor dos internautas, e propõe agora nomear os exoplanetas com a ajuda destes. Em menos de dois meses recebeu já duas mil propostas provenientes de todo o mundo.

A UAI prometeu também criar o mais brevemente possível uma numenclatura oficial, com regras precisas, para a denominação de corpos celestes.

Os organismos que quiserem lançar uma campanha para baptizar um corpo celeste também o podem fazer, sob a égide da UAI.

Mas há critérios: a campanha não pode ter fins lucrativos, deve dirigir-se a todo o planeta (regra feita a pensar sobretudo em iniciativas americanas feitas a pensar na população doméstica),

A UAI e o Minor Planet Center definiram as regras para os nomes propostos:

- Não podem ter mais de 16 caracteres
- Devem ser, preferencialmnte, uma só palavra
- Não devem ser um insulto em nenhuma língua
- Devem ser pronunciáveis no máximo de línguas possível
- Não assemelhar-se demasiado com nomes já existentes
- Os nomes de animais domésticos é desaconselhado
- São proibídos os nomes comerciais, referências a eventos, personalidades ou lugares políticos ou militares

A UAI e o Minor Planet Center advertem que caso um nome seja aprovado, isso não retirará o nome científico ao planeta.

domingo, 6 de outubro de 2013

DD - Documentários ao Domingo : Como viver no espaço?

Uma vez conquistada a distância na nossa galáxia, como vamos viver no espaço? Em luas, asteróides, em bases subterrâneas ou em domos ou cúpulas?

O documentário de hoje propõe reflectir sobre esse futuro não muito distante.

É o episódio 7 da temporada 3 da série "The Universe".

sábado, 5 de outubro de 2013

Que tempo faz em Kepler 7b ?


Kepler 7b (à esquerda) em comparação com Júpiter (à direita)
A previsão do estado do tempo para os próximos dias no planeta Kepler 7b é tempo nublado, mas estável, a oeste, e tempo com boas abertas, a leste.

Os meteorologistas nem sempre acertam na previsão do estado do tempo no nosso planeta. Mas quando os exo-meteorologistas trabalham com astrónomos, tentam até entender qual vai ser o estado do tempo num planeta a mais de mil anos-luz de nós.

Uma equipa da Nasa e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) publicou esta semana no Astrophysical Journal Letters a cartografia das nuvens desse exoplaneta (exterior ao nosso sistema solar), que orbita em torno da estrela Kepler 7.

Esta é uma estrela semelhante ao nosso Sol (anã amarela), mas 84% maior e com 35% mais massa. No nosso céu nocturno, o astro situa-se na Constelação da Lira, mas, devido à sua distância, não é visível a olho nu.

Descoberto em Janeiro de 2010 pelo telescópio espacial que lhe dá o nome, Kepler 7b é um gigante gasoso do tipo do nosso Júpiter, que é o maior planeta do nosso sistema solar.

Kepler 7b tem o dobro do tamanho de Júpiter e uma órbita muito mais próxima da sua estrela (órbita de 5 dias) do que Júpiter do nosso Sol (órbita de 12 anos), o que os cientistas chamam de um "Hot Jupiter" (Júpiter Quente).

Este mapa da meteorologia de Kepler 7b mostra que as suas nuvens não são iguais às da Terra. Contrariamente às do nosso planeta, estas nuvens estão numa alta altitude e são praticamente imóveis, o que faz com que o tempo neste planeta seja espantosamente estável.

Kepler 7b tem, no entanto, menos massa que Júpiter e uma densidade tão baixa que poderia boiar num oceano. A temperatura do planeta é de 900°C.

A observação demorou três anos e foi feito pelos telescópios orbitais Kepler e Spitzer, ambos da Nasa.

Esta técnica vai agora ser utilizada para estudar a atmosfera noutros exoplanetas semelhantes à Terra.

Cientistas da Nasa tinham já calculado a temperatura em vários exoplanetas, mas esta é a primeira vez que são avistadas nuvens num planeta fora do nosso sistema solar.

As equipas da Nasa e do MIT explicam que os cientistas na Terra já não se contentam apenas de descobrir novos exoplanetas, agora tentam entender como são e funcionam.

domingo, 29 de setembro de 2013

DD - Documentários ao Domingo : O nosso lugar na Via Láctea

Desta vez, apresentamos um dos episódios da série "The Universe", do canal de televisão "The History Channel".

Escolhemos começar por um dos episódios mais interessantes, que tentam explicar que não sabemos tão bem como isso a localização exacta do nosso sistema solar na nossa galáxia, a Via Láctea. Trata-se do episódio 3 da 7a temporada.

Disfrutem!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fique a saber como ver a passagem da ISS - Estação Espacial Internacional


O turismo espacial ainda é um sonho para a maioria dos mortais, mas para os interessados em observar a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), a Nasa está a ajudar na tarefa.

A Nasa lançou em 2012, um serviço que informa aos interessados quando a ISS é visível.

Os interessados podem inscrever-se no site da Nasa e passam a receber um e-mail algumas horas antes da ISS ser visível no céu.

Na hora comunicada pela Nasa, os assinantes do serviço devem apenas sair de casa e olhar para o céu nocturno e avistarem a passagem da ISS, sem necessitarem de recorrerem a nenhum instrumento ou equipamento especial.

"É impressionante ver a estação espacial sobrevoar-nos e perceber que o Homem construiu um complexo orbital que pode ser visto da Terra por quase todos", comenta na altura da inauguração deste serviço William Gerstenmaier, administrador associado da Nasa para a exploração humana e operações.

A ISS costuma ser visível ao amanhecer ou entardecer, quando a Lua é o corpo celeste mais luminoso. A estação é vista como um ponto de luz que se move rapidamente, semelhante a Vénus, explica a Nasa.

O serviço Spot the Station está disponível para todos, afirma a agência, segundo a qual a trajectória da estação cobre mais de 90% da população terrestre.

O registo deve ser feito na página spotthestation.nasa.gov



domingo, 22 de setembro de 2013

DD - Documentários aos Domingo : Ir a Marte e retomar a exploração espacial

Desde que o programa espacial Apollo, da NASA, foi interrompido no início dos anos 1970, a conquista espacial tem-se ficado pela órbita baixa da Terra. É assim há 40 anos.

Há toda uma geração de cientistas e entusiastas da conquista espacial que acreditam que foram quatro décadas perdidas e que hoje, mais do que nunca, necessário voltar a dar "um grande salto" (giant leap) até ao planeta mais próximo propício à exploração: Marte.

Este é um documentário do realizador James Cameron sobre os cientistas que acreditam que esse é o nosso próximo grande passo no espaço.

 

sábado, 21 de setembro de 2013

Sonda chinesa na Lua antes do final de 2013

A China quer enviar até ao final de 2013 a sua primeira sonda espacial com o objectivo de pousar em solo lunar.

As fases de elaboração e construção para a missão sem tripulantes Chang'e-3 terminaram e entrou oficialmente na fase de lançamento, anunciou em Agosto a Agência do Estado para a Ciência, Tecnologia e Indústria, segundo a agência oficial de imprensa chinesa, Xinhua.

O lançamento da sonda, a primeira chinesa a pousar na Lua, deverá acontecer desde o centro espacial de Xichang.

A técnica para diminuir a velocidade e permitir à sonda pousar no nosso satélite natural ainda não foi revelada.

Na mitologia chinesa, Chang'e é o nome de uma mulher que vivia na Lua, num palácio de jade. A China tinha já baptizado com o mesmo nome duas sondas espaciais lançadas em 2007 e 2010 para observar a Lua.

A China prepara igualmente missões tripuladas para a Lua, antes do fim desta década.

Será que veremos brevemente na Lua uma bandeira do Império do Meio içada ao lado da americana?

Fotomontagem

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

NASA prepara duas novas sondas para explorar Marte

A Nasa prepara duas novas sondas para explorar Marte.

A sonda Maven (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) deverá ser lançada a 18 de Novembro.
Imagem: Lockhead Martin

Construída pela empresa de aeronáutica americana Lockheed Marti, a Maven terá como missão estudar a atmosfera marciana e as suas interacções com os ventos solares.

A agência espacial francesa CNES participa igualemente nesta missão.

Após a Maven, seguirá na sua senda a sonda InSight, em 2016.

InSight terá como missão explorar e analisar o subsolo do planeta vermelho, nomeadamente graças a um sismógrafo, daí a escolha do local de aterragem ser tão importante. O local deverá ter em conta a acessibilidade do Rover, a segurança do aparelho e a taxa de insolação, de modo a que a sonda possa conseguir alimentação suficiente do sistema fotovoltaico em energia solar para conseguir efectuar as suas tarefas.

A Nasa reduziu a selecção das 22 melhores zonas onde aterrar para quatro. Todos os potenciais locais se situam junto ao equador, numa região com cerca de 130 por 27 km, na zona de Elysium Planitia.

A camera Hirise da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) vai cartografar essas zonas.

A Missão InSight será uma colaboração da Nasa, com a Cnes e a agência espacial alemã DLR. Os franceses contribuem com o "Seis" (Seismic Experiment for Interior Structure), que medirá o movimento sísmico marciano, e os alemães fornecerão o HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package), que conseguirá medir a temperatura do subsolo de Marte até 5 metros de profundidade.

Nos últimos 50 anos, foram enviados cerca de 40 sondas para Marte, principalmente americanas e russas. Na imagem, alguns desses locais e a zona onde deverá aterrar a sonda InSight

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nasa descobre planeta cor de rosa

Representção artística: Nasa
O telescópio japonês Subaru, no Havai, detectou em 7 de Agosto um novo exoplaneta (planeta situado fora do nossos sistema solar).

Baptizado GJ 504b, este exoplaneta não é apenas mais um a acrescentar ao milhar já descobertos desde 1995. Surpreende pela sua cor rosa choque (ou magenta) e é o primeiro nestes tons a ser avistado pelo Homem. A cor deve-se à imagem infra-vermelha do telescópio japonês.

O planeta GJ 504b orbita em torno da estrela GJ 504, astro comparável ao nosso sol, e que dista de nós em cerca de 57 anos-luz. Essa estrela pode ser vista a olho nu no nosso céu nocturno na constelação da Virgem.

GJ 504b é aproximadamente do tamanho de Jupiter mas terá, segundo os astrónomos, quatro vezes mais massa (mais denso) do que o maior planeta do nosso sistema solar, girando nove vezes mais longe da sua estrela do que Júpiter. Paradoxalmente, GJ 504b é igualmente o planeta mais leve jamais descoberto em torno de uma estrela semelhante à nossa.

Segundo os cientistas da Nasa, o planeta teria 160 milhões de anos e a temperatura à superfície seria de 273°C, em média, e a sua atmosfera teria poucas nuvens.A sua cor magenta no infra-vermelho deve-se ao calor que emana, aventa Michael McElwain, que faz parte da equipa que descobriu o planeta. Na realidade, "para quem o observar de perto, este planeta de cor é rosa suave com tons de azul", acrescenta McElwain.

As características da "Pink Planet" ou de "Rose", como também já foi apelidada, deixam os astrónomos atónitos, pois não se enquadram na teoria actual da formação de planetas em torno de uma estrela.

A distância a que fica da sua estrela deveria ser menor, segundo a teoria actual que explica que os planetas gigantes se formam perto da sua estrela e depois se vão afastando. Mas a idade do planeta e a sua distância em relação à sua estrela contradizem essa teoria.

No céu nocturno, onde se situa o planeta cor-de-rosa GJ 504b? Em torno da estrela GJ 504, na constelação da Virgem.

domingo, 15 de setembro de 2013

Telescópio japonês Sprint-A vai observar Vénus, Marte e Júpiter desde a órbita da Terra

Foto: AFP
O foguetão japonês Epsilon descolou neste sábado de uma base do sul do arquipélago para colocar em órbita um telescópio espacial de observação remota de planetas, indicou a agência japonesa de exploração espacial Jaxa.

O lançamento estava previsto para 27 de Agosto, mas a primeira tentativa teve de ser cancelada poucos segundos antes da hora prevista por um erro técnico. O lançamento aconteceu graças a dois notebooks de um centro de controle com pessoal reduzido ao mínimo.

O Epsilon, de três andares, tem 24 metros de altura e pesa 91 toneladas, e tem como missão lançar o telescópio Sprint-A a uma altitude de 1.000 metros.

Este telescópio é o primeiro do mundo que permitirá a exploração remota de planetas como Vénus, Marte e Júpiter a partir da órbita da Terra.

DD - Documentário ao Domingo - "Conseguiremos sobreviver à morte do sol?"

Neste episódio singular (E3, T4) de apenas 25 minutos (em vez de 45 min.), a verdadeira pergunta não é se conseguiremos sobreviver à morte do nosso astro, mas se por aqui ainda estivermos quando o Sol (anã amarela) se expandir para além da órbita da Terra, engolindo o planeta azul, tornando-se uma gigante vermelha, devorando todos os planetas do sistema solar interno, para depois se extinguir até restar apenas uma anã branca.

E depois disso, como e onde viveremos?