O rover Curiosity está desde Agosto de 2012 em Marte e quando o terreno não apresenta novidades ou curiosidades a estudar, o controlo de missão na Terra, activa os comandos para que o rover-robot faça fotorgrafias do céu marciano.
Foi assim que chegaram recentemente fotos impressionantes da passagem de uma das luas de Marte, Phobos (a outra é Deimos), à fente do Sol, numa espécie de eclipse bizarra aos nossos olhos de terráqueos.
Quanto à actualidade marciana desta semana, está toda de olhos postos na activação, pela primeira vez em 14 meses, do piloto automático do Curiosity. O mecanismo denomina-se "autonav" e é idêntico ao do rover Opportunity, que está actualmente a explorar uma outra região de Marte.
A equipa da Nasa resvolveu testar o autonave do Curiosity e decidiu fazê-lo agora, depois de certificar-se que o terreno não apresentava surpresas ou perigos.
O rover pode escolher o seu itinerário entre os pontos de partida e de chegada fixados pela Nasa. O rover analisou as fotografias que já fez à região, estudou a geometria do terreno e escolheu um itinerário.
O interesse do autonav é o Curiosity explorar terreno sem que a missão de controlo na Terra tenha que analisar a região antes de cada trajecto poder ser percorrido pelo robot.
O objectivo dos 7 km de trajecto a percorrer em piloto automático é chegar ao sopé do Monte Sharp, num sítio denominado "Entry Point", o que deverá acontecer no final deste ano.
O Curiosity encontra-se há dois meses a proximidades do Monte Sharp, a uma velocidade que nunca ultrapassa os 0,270 km/hora.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
DD - Documentários ao Domingo: O futuro do nosso Sol
O episódio 8 da temporada 5 da série "The Universe" mostra como a anã amareal que é o nosso Sol vai evoluir, crescer e desaparecer.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Astrónomos observam planeta em formação a 337 anos-luz
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| Representação artística de um proto-planeta/Imagem: ESO |
Os astrónomos tinham já determinado no fim dos anos 1990 que a estrela tinha um exoplaneta (HD100546-A?), mas recentemente um novo corpo celeste foi descoberto no seu sistema solar nascente.
Trata-se de um proto-planeta, ou seja de um planeta em formação, que por enquanto não é mais do que uma esfera em solidificação, mas já com uma massa várias vezes a do nosso planeta.
O novel planeta (HD100546-B?) está a nascer no meio dos discos de gases e poeiras da sua estrela, onde absorve matéria pela sua força de gravidade e acção de formação. Os astrónomos estimam que dentro de centenas de milhares de anos o proto-planeta deverá tornar-se uma gigante gasosa várias vezes maior do que Júpiter.
O exoplaneta foi fotografado ete ano por Sascha Quanz, da Escola Politécnica de Zurique, através do Very Large Telescope, da ESO, situado no Chile, e é a primeira verdadeira oportunidade de estudar a formação de planetas "ao vivo".
No nosso céu nocturno situa-se na Constelação da Musca (hemisfério Sul).
Veja a representação artística em vídeo.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Complexo de onde Neil Armstrong descolou para a Lua está à venda
O local de lançamento, de onde descolou a Missão Apolo 11, com Neil Armstrong a bordo, em direcção da Lua, em 1969, está à venda.
O complexo situa-se junto ao Centro Espacial Kennedy da Nasa, em Cabo Canaveral, na Flórida e custa 100 mil dólares mensais só em manutenção.
Quando a Nasa colocou o local à venda, esperava ficar aliviada dessas despesas até ao final de Setembro deste ano. Mas uma batalha entre dois milionários que querem comprar aquelas instalações está a dificultar a venda, já que cada um está a accionar os seus lóbis junto do congresso norte-americano.
Um deles é Elon Musk, proprietário da empresa SpaceX (Space Exploration Technologies, fundada em 2002), que pretende utilizar o complexo para lançar os seus foguteões Falcon para a estação espacial internacional (ISS), assegurando assim o abastecimento e o transporte de astronautas para a ISS, assegurando assim um proveitoso contrato com a Nasa.
Musk, que lançou a empresa de compra em linha Paypal e a fábrica de automóveis eléctricos Tesla Motors, quer construir uma base de lançamento no Texas. Mas enquanto a base texana visa os lançamentos comerciais, o complexo 39A serviria para os seus lançamentos sob contrato da Nasa.
Musk acusa o seu concorrente de nem sequer ter conseguido um voo orbital, enquanto que os seus Falcons já fizeram várias viagens à ISS, além de a SpaceXd ispor de uma carteira de mais de 50 clientes.
Por seu lado, Jeff Bezos, fundador da Amazon, quer adquirir a base de lançamento para a sua empresa Blue Origin. Esta empresa, fundada em 2000, está a trabalhar no fabrico de um vai-vem sub-orbital reutilizável (à semelhança do Space Shuttle), chamado "New Shepard". Uma nave fez um teste de voo em 2006 e um segundo aparelho foi testado em 2011.
Em Outubro do ano passado, ao saber que o complexo de lançamento tinha sido posto à venda, a Blue Origin protestou junto do Governo federal norte-americano, para que a sua oferta de compra da base fosse considerada em pé de igualdade com a SpaceX.
A Blue Origin tem atrás de si o apoio da Lockheed Martin e da Boeing, cujo monopólio no fabrico e venda ao Governo de aparelhos aéreos e satélites é disputado pela SpaceX.
O Serviço de Auditorias e Inquéritos Internos do Governo americano (GAO) vai discutir o assunto em 12 de Dezembro e deverá decidir a que empresa a Nasa pode vender o complexo 39A.
O complexo situa-se junto ao Centro Espacial Kennedy da Nasa, em Cabo Canaveral, na Flórida e custa 100 mil dólares mensais só em manutenção.
Quando a Nasa colocou o local à venda, esperava ficar aliviada dessas despesas até ao final de Setembro deste ano. Mas uma batalha entre dois milionários que querem comprar aquelas instalações está a dificultar a venda, já que cada um está a accionar os seus lóbis junto do congresso norte-americano.
Um deles é Elon Musk, proprietário da empresa SpaceX (Space Exploration Technologies, fundada em 2002), que pretende utilizar o complexo para lançar os seus foguteões Falcon para a estação espacial internacional (ISS), assegurando assim o abastecimento e o transporte de astronautas para a ISS, assegurando assim um proveitoso contrato com a Nasa.
Musk, que lançou a empresa de compra em linha Paypal e a fábrica de automóveis eléctricos Tesla Motors, quer construir uma base de lançamento no Texas. Mas enquanto a base texana visa os lançamentos comerciais, o complexo 39A serviria para os seus lançamentos sob contrato da Nasa.
Musk acusa o seu concorrente de nem sequer ter conseguido um voo orbital, enquanto que os seus Falcons já fizeram várias viagens à ISS, além de a SpaceXd ispor de uma carteira de mais de 50 clientes.
Por seu lado, Jeff Bezos, fundador da Amazon, quer adquirir a base de lançamento para a sua empresa Blue Origin. Esta empresa, fundada em 2000, está a trabalhar no fabrico de um vai-vem sub-orbital reutilizável (à semelhança do Space Shuttle), chamado "New Shepard". Uma nave fez um teste de voo em 2006 e um segundo aparelho foi testado em 2011.
Em Outubro do ano passado, ao saber que o complexo de lançamento tinha sido posto à venda, a Blue Origin protestou junto do Governo federal norte-americano, para que a sua oferta de compra da base fosse considerada em pé de igualdade com a SpaceX.
A Blue Origin tem atrás de si o apoio da Lockheed Martin e da Boeing, cujo monopólio no fabrico e venda ao Governo de aparelhos aéreos e satélites é disputado pela SpaceX.
O Serviço de Auditorias e Inquéritos Internos do Governo americano (GAO) vai discutir o assunto em 12 de Dezembro e deverá decidir a que empresa a Nasa pode vender o complexo 39A.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Primeiras imagens de televisão desde o espaço aconteceram há 45 anos
Faz hoje 45 anos que teve lugar a primeira emissão televisiva do espaço, a partir da nave espacial norte-americana Apollo VII.
Em 1968, a Apollo VII foi a nave de todas as estreias.
Apollo VII foi a primeira missão tripulada da Missão Apollo, bem como a primeira missão tripulada norte-americana com três astronautas, após a tragédia com a Apollo 1, em Janeiro de 1967.
A missão durou 11 dias e foi ainda a primeira a utilizar o potente foguetão Saturno, que viria a ser utilizado em todas as missões Apollo.
A Apolo VII serviu de vôo-teste para a viagem à Lua. Orbitou a Terra 163 vezes, testando os sistemas de suporte à vida, de controle e propulsão da nave.
Outra estreia, foi nesta missão que um dos astronautas, Walter Schirra, se tornou o primeiro e único astronauta da NASA a participar em todos os programas espaciais tripulados dos Estados Unidos até então, Mercury, Gemini e Apollo.
Em 1968, a Apollo VII foi a nave de todas as estreias.
Apollo VII foi a primeira missão tripulada da Missão Apollo, bem como a primeira missão tripulada norte-americana com três astronautas, após a tragédia com a Apollo 1, em Janeiro de 1967.
A missão durou 11 dias e foi ainda a primeira a utilizar o potente foguetão Saturno, que viria a ser utilizado em todas as missões Apollo.
A Apolo VII serviu de vôo-teste para a viagem à Lua. Orbitou a Terra 163 vezes, testando os sistemas de suporte à vida, de controle e propulsão da nave.
Outra estreia, foi nesta missão que um dos astronautas, Walter Schirra, se tornou o primeiro e único astronauta da NASA a participar em todos os programas espaciais tripulados dos Estados Unidos até então, Mercury, Gemini e Apollo.
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| Donn Eisele, Walter Schirra, Walter Cunningham Foto: Nasa |
Grasshoper pode vir a ser o sucessor do Space Shuttle
Desde que a Nasa deu por encerrado em 2011 o programa Space Shuttle, várias são as empresas que estão a tentar desenvolver uma nave que tenha as mesmas vantagens sem as devantagens do vai-vem: ir e voltar do espaço, mas sem os custos do Shuttle.
A SpaceX criou o Grasshoper, que voltou a testar na semana passada. Veja o vídeo.
Enquanto a maior parte das naves actualmente utilizadas para os voos orbitais largam os seus motores na alta atmosfera, o Grasshoper foi concebido pela empresa privada SpaceX para ser lançado até à órbita baixa da Terra e regressar intacto.
Pela sua concepção, o Grasshoper pode vir a ser o sucessor do Space Shuttle, cujo último voo aconteceu em Julho de 2011. O programa do vai-vem espacial Space Shuttle foi encerrado devido aos elevados custos que envolvia.
Os concpetores do Grasshoper prometem que este tem as mesmas vantagens do Shuttle - ir e voltar do espaço - sem as devantagens - os custos elevados.
A nave Grasshopper consiste num foguetão Falcon 9 (um primeiro andar para o combustível), um motor Merlin 1D, quatro pés em aço e alumínio para aterragem com sistema hidráulico, e uma estrutura de apoio em aço.
(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt)
A SpaceX criou o Grasshoper, que voltou a testar na semana passada. Veja o vídeo.
Enquanto a maior parte das naves actualmente utilizadas para os voos orbitais largam os seus motores na alta atmosfera, o Grasshoper foi concebido pela empresa privada SpaceX para ser lançado até à órbita baixa da Terra e regressar intacto.
Pela sua concepção, o Grasshoper pode vir a ser o sucessor do Space Shuttle, cujo último voo aconteceu em Julho de 2011. O programa do vai-vem espacial Space Shuttle foi encerrado devido aos elevados custos que envolvia.
Os concpetores do Grasshoper prometem que este tem as mesmas vantagens do Shuttle - ir e voltar do espaço - sem as devantagens - os custos elevados.
A nave Grasshopper consiste num foguetão Falcon 9 (um primeiro andar para o combustível), um motor Merlin 1D, quatro pés em aço e alumínio para aterragem com sistema hidráulico, e uma estrutura de apoio em aço.
(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt)
domingo, 13 de outubro de 2013
DD - Documentários ao Domingo : Como nasceu o Sistema Solar?
O Sistema Solar foi criado há cerca de 4,6 mil milhões de anos. Mas o que o originou e como se constituiu?
É o episódio 3 da temporada 3 da série "The Universe".
É o episódio 3 da temporada 3 da série "The Universe".
sábado, 12 de outubro de 2013
Astrofísicos americanos boicotam conferência da NASA
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| Geoff Marcy é um dos cientistas que boicota a conferência Foto: Nasa |
O boicote foi revelado pela imprensa britânica.
O professor de astronomia da Universidade da Califórnia, Geoff Marcy, disse esta semana à AFP que a exclusão dos cientistas chineses é "totalmente vergonhosa e contrária à ética".
"Não posso participar por razões de consciência numa conferência que discrimina, como esta faz", escreveu num e-mail dirigido aos organizadores do colóquio.
A conferência, que deverá decorrer entre 4 e 8 de Novembro, em Mountain View, na Calfórnia, vai tratar sobre a descoberta de exoplanetas com o telescópio americano Kepler. "Esta conferência trata de planetas que estão a biliões de km, sem nenhum aspecto vinculado à segurança nacional", acrescentou Marcy.
A NASA rejeitou as inscrições de cientistas chineses para a conferência com base na lei de Março do Congresso que interdita todos os cidadãos chineses de entrar em edifícios da agência espacial, explicou à France Presse John Logsdon, da agência espacial norte-americana.
No entanto, o redactor da lei, o congressista republicano Frank Wolf explicou em carta aberta ao chefe da Nasa, Charles Bolden, que a agência espacial "interpretou mal" o diploma, que "não impõe nenhuma restrição sobre as actividades de cidadãos chineses, a menos que estes sejam representantes oficiais do governo", o que não é o caso dos astrofísicos convidados para a conferência da Nasa.
Quem vai ganhar este braço-de-ferro, os astrofísicos ou a Nasa?
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Morreu Scott Carpenter, o segundo astronauta a orbitar a Terra
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| Foto: Reuters |
A mulher de Carpenter anunciou na quinta-feira ao jornal Vail Daily a morte do marido aos 88 anos, que se encontrava num hospício em Denver.
Com a morte de Carpenter, John Glenn é o único sobrevivente do Projecto Mercury, um programa espacial dos Estados Unidos, iniciado em 1959.
Carpenter foi um dos sete astronautas do Projecto Mercury e viajou no segundo voo à órbita da Terra, a 4 de Maio de 1962, pilotando a nave Aurora 7.
Na altura, estava no auge a guerra pela conquista do espaço entre Estados Unidos e a União Soviética. Em Abril de 1961, a União Soviética tinha enviado o cosmonauta Yuri Gagarin à órbita da Terra, que foi o primeiro homem a conseguir esse feito. Carpenter seria o segundo.
(Esta notícia foi igualmente publicada no site wort.lu/pt)
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Astrónomos descobrem planeta... perdido no espaço
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| Imagens: Institute for Astronomy/University of Hawaii |
O exoplaneta (exterior ao sistema solar), designado PSO J318.5-22, está apenas a 80 anos luz da Terra e tem seis vezes a massa de Júpiter. Imagem: Institute for Astronomy/University of Hawaii Formado há 12 milhões de anos, o planeta é considerado novo entre os seus pares. Em comparação, os cientistas estimam a idade da Terra em 4,5 mil milhões de anos.
“Nunca tínhamos visto antes um objecto a flutuar livremente no espaço com este aspecto. Tem todas as características dos jovens planetas descobertos ao redor de outras estrelas, mas vagueia completamente só”, disse o chefe da equipa de investigadores, Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawai, em Manoa.
“Questionei-me muitas vezes se estes objectos solitários existiriam e agora sabemos que sim”, afirmou. Os investigadores, cujo trabalho foi publicado no “Astrophysical Journal Letters”, acreditam que o novo planeta tenha uma massa mais leve do que os restantes corpos que flutuam livremente.
Durante a última década, os investigadores descobriram 987 planetas extrassolares, mas apenas meia-dúzia destes se observou directamente, já que muitos orbitam em torno de jovens estrelas a menos de 200 milhões de anos e emitem muita luz.
(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt )
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Quer baptizar um planeta?
Já pensou em ser padrinho de um planeta ou de uma estrela? É o que propõe agora a União Astronómica Internacional (UAI).
Há actualmente cerca de 986 exoplanetas que foram já descobertos pelos astrónomos da Terra e centenas de estrelas sem nome.
Pouquíssimos astros têm nomes e a sua denominação é-lhe dada pelos cientistas que os descobrem. As estrelas têm frequentemente um número, ou o nome dos telescópios que os descobriram, e os exoplanetas "herdam" esse nome ou esse número, ao qual é depois acrescentada uma letra que significa em que ordem foram descobertos no sistema estelar do qual fazem parte.
Para dar um nome a uma estrela, um planeta, uma lua ou um astro basta enviar uma sugestão para o e-mail: iaupubli@iap.fr
A UAI propõe desde Agosto que os internautas lhe escrevam a sugerir nomes para astros que estão a ser descobertos.
Em Abril, a UAI publicou uma declaração em que anunciava que não reconhecia nenhum dos nomes propostos por sites e astrónomos amadores para exoplanetas.
Mas a UAI recebeu imensas reacções negativas, que diziam que a UAI também não era competente em arrogar-se a exclusividade e o monopólio de nomear planetas. Além disso, denunciavam, em 18 anos de descobertas de explanetas, a entidade nunca foi capaz de criar uma única regra para a numenclatura desses corpos celestes.
Em Agosto, a UAI fez marcha atrás na sua decisão, colocou uma morada email ao dispor dos internautas, e propõe agora nomear os exoplanetas com a ajuda destes. Em menos de dois meses recebeu já duas mil propostas provenientes de todo o mundo.
A UAI prometeu também criar o mais brevemente possível uma numenclatura oficial, com regras precisas, para a denominação de corpos celestes.
Os organismos que quiserem lançar uma campanha para baptizar um corpo celeste também o podem fazer, sob a égide da UAI.
Mas há critérios: a campanha não pode ter fins lucrativos, deve dirigir-se a todo o planeta (regra feita a pensar sobretudo em iniciativas americanas feitas a pensar na população doméstica),
A UAI e o Minor Planet Center definiram as regras para os nomes propostos:
- Não podem ter mais de 16 caracteres
- Devem ser, preferencialmnte, uma só palavra
- Não devem ser um insulto em nenhuma língua
- Devem ser pronunciáveis no máximo de línguas possível
- Não assemelhar-se demasiado com nomes já existentes
- Os nomes de animais domésticos é desaconselhado
- São proibídos os nomes comerciais, referências a eventos, personalidades ou lugares políticos ou militares
A UAI e o Minor Planet Center advertem que caso um nome seja aprovado, isso não retirará o nome científico ao planeta.
Há actualmente cerca de 986 exoplanetas que foram já descobertos pelos astrónomos da Terra e centenas de estrelas sem nome.
Pouquíssimos astros têm nomes e a sua denominação é-lhe dada pelos cientistas que os descobrem. As estrelas têm frequentemente um número, ou o nome dos telescópios que os descobriram, e os exoplanetas "herdam" esse nome ou esse número, ao qual é depois acrescentada uma letra que significa em que ordem foram descobertos no sistema estelar do qual fazem parte.
Para dar um nome a uma estrela, um planeta, uma lua ou um astro basta enviar uma sugestão para o e-mail: iaupubli@iap.fr
A UAI propõe desde Agosto que os internautas lhe escrevam a sugerir nomes para astros que estão a ser descobertos.
Em Abril, a UAI publicou uma declaração em que anunciava que não reconhecia nenhum dos nomes propostos por sites e astrónomos amadores para exoplanetas.
Mas a UAI recebeu imensas reacções negativas, que diziam que a UAI também não era competente em arrogar-se a exclusividade e o monopólio de nomear planetas. Além disso, denunciavam, em 18 anos de descobertas de explanetas, a entidade nunca foi capaz de criar uma única regra para a numenclatura desses corpos celestes.
Em Agosto, a UAI fez marcha atrás na sua decisão, colocou uma morada email ao dispor dos internautas, e propõe agora nomear os exoplanetas com a ajuda destes. Em menos de dois meses recebeu já duas mil propostas provenientes de todo o mundo.
A UAI prometeu também criar o mais brevemente possível uma numenclatura oficial, com regras precisas, para a denominação de corpos celestes.
Os organismos que quiserem lançar uma campanha para baptizar um corpo celeste também o podem fazer, sob a égide da UAI.
Mas há critérios: a campanha não pode ter fins lucrativos, deve dirigir-se a todo o planeta (regra feita a pensar sobretudo em iniciativas americanas feitas a pensar na população doméstica),
A UAI e o Minor Planet Center definiram as regras para os nomes propostos:
- Não podem ter mais de 16 caracteres
- Devem ser, preferencialmnte, uma só palavra
- Não devem ser um insulto em nenhuma língua
- Devem ser pronunciáveis no máximo de línguas possível
- Não assemelhar-se demasiado com nomes já existentes
- Os nomes de animais domésticos é desaconselhado
- São proibídos os nomes comerciais, referências a eventos, personalidades ou lugares políticos ou militares
A UAI e o Minor Planet Center advertem que caso um nome seja aprovado, isso não retirará o nome científico ao planeta.
domingo, 6 de outubro de 2013
DD - Documentários ao Domingo : Como viver no espaço?
Uma vez conquistada a distância na nossa galáxia, como vamos viver no espaço? Em luas, asteróides, em bases subterrâneas ou em domos ou cúpulas?
O documentário de hoje propõe reflectir sobre esse futuro não muito distante.
É o episódio 7 da temporada 3 da série "The Universe".
O documentário de hoje propõe reflectir sobre esse futuro não muito distante.
É o episódio 7 da temporada 3 da série "The Universe".
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