domingo, 3 de novembro de 2013

Einstein desintegrou-se

A nave europia Albert Einstein (ATV-4) desintegrou-se, como previsto, durante a sua reentrada na atmosfera, neste sábado, numa região desabitada do Pacífico Sul, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA).

A nave de abastecimento europeia foi desacoplada na segunda-feira da Estação Espacial Internacional (ISS), onde atracou em 15 de Junho.

"O quarto Veículo de Transferência Automática (ATV) da ESA, baptizado Albert Einstein, concluiu a sua missão de cinco meses junto à ISS. Hoje fez a sua reentrada na atmosfera e desintegrou-se como planeado numa área desabitada do Pacífico Sul ", informou a ESA em comunicado.

"Albert Einstein realizou uma série de manobras delicadas para que os astronautas pudessem ver a sua descolagem nas camadas superiores da atmosfera, o que fornecerá dados únicos sobre fenómenos de reentrada atmosférica", indica o comunicado, acrescentando que "o ATV-4 se desintegrou com segurança na atmosfera no dia 2 de Novembro às 12h04 UT".

"A missão foi realizada com perfeição o que, como em qualquer missão espacial, representa um enorme sucesso para toda a equipa ATV", afirmou Alberto Novelli, chefe da missão ATV-4, citado pela ESA .

"A conclusão bem-sucedida desta quarta missão reflecte a maturidade do programa ATV e este novo sucesso abre o caminho para futuros projectos da ESA", acrescentou .

As manobras da nave europeia no espaço foram supervisionadas pelo centro de controlo, com sede em Toulouse (França), e gerido conjuntamente pela ESA e CNES.

Lançado em 5 de Junho a bordo de foguetão Ariane 5 a partir de Kourou (Guiana Francesa) , o ATV-4 transportou para a ISS uma carga de cerca de 7 toneladas de mantimentos (água, combustível, alimentos, equipamentos diversos) destinados aos astronautas que se revesam na ISS desde o ano 2000.

Com um peso total de 20,2 toneladas, esta foi a carga mais pesada já enviada pela Europa para o espaço. Cheio de todos os resíduos não perigosos gerados a bordo da ISS, a nave desintegrou-se finalmente na atmosfera, sob o efeito combinado do aquecimento devido à velocidade e pressão. Três ATV tiveram o mesmo destino: o Jules Verne, lançado em 2008, o Johannes Kepler, em 2011, e o Edoardo Amaldi, em 2012.

O ATV-4 Albert Einstein completou a sua missão com um recorde: deixou a ISS com a maior quantidade de lixo já carregado a bordo de uma nave.

O próximo veículo, o mais novo de uma série de cinco, é o ATV-5, a ser lançado em meados de 2014 foi baptizado Georges Lemaître, em homenagem ao físico belga que está na origem da teoria do Big Bang.

DD - Documentários ao Domingo: Tudo o que sempre quis perguntar sobre a MIsssão Curiosity em Marte e nunca ousou perguntar

O rover Curiosity aterrou (amertissou?) em Marte em Agosto de 2012.

A série documentária "Nova", que estreou em 1974 e hoje vai já na sua 41a temporada, dedicou um dos seus episódios (temporada 40, episódio 4) à Missão do Curiosity em Marte e faz-nos visitar os bastidores da missão da Nasa, desde a criação do rover à escolha do local para aterrar a sonda e as zonas a explorar.

sábado, 2 de novembro de 2013

Cientista brasileiro liderou equipa que preparou o maior catálogo de estrelas da Via Láctea


Sabia que existe um catálogo que regista as 84 milhões de estrelas da nossa galáxia descobertas até hoje?

Uma equipa de astrónomos liderada por um brasileiro conseguiu criar um catálogo com 84 milhões de estrelas localizadas no centro da Via Láctea.

Este é o maior inventário já realizado até o momento e foi captado a partir do Observatório de Paranal, no norte do Chile.

O autor principal do estudo, que foi publicado na conceituada revista Astronomy & Astrophysics em Outubro 2012, é o astrofísico brasileiro Roberto K. Saito, nascido em Florianópolis e que faz parte da Pontíficia Universidade Católica do Chile.

A equipa de Saito contou, ainda, com a participação de outros três brasileiros: Beatriz Barbuy e Bruno Dias, dois pesquisadores da Universidade de São Paulo, e Marcio Catelan, da PUC-Chile.

Neste trabalho titanesco de catalogação, os astrónomos recorreram ao telescópio Vista, que possui um enorme espelho de 4,1 m de diâmetro e um amplo campo de visão, com detectores infra-vermelhos muito sensíveis.

Como o centro da nossa galáxia concentra muita poeira cósmica, o observatório só conseguiu uma imagem tão precisa como esta após combinar várias fotografias menores.

Segundo os autores do estudo, a detecção e o inventário desse número de estrelas permitirá uma compreensão e um conhecimento maiores da evolução da Via Láctea.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Último eclipse solar do ano é neste domingo e é parcialmente visível em Portugal

O último eclipse solar do ano ocorre neste domingo, sendo parcial na maior parte do mundo, incluindo Portugal, onde será de magnitude muito pequena, e total na África Equatorial, informou o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
Foto: Reuters

O fenómeno apenas pode ser observado através de telescópios com filtros especiais. A observação directa pode provocar lesões oculares.

Em Portugal, como no resto do mundo, com excepção de África, apenas uma parte do Sol é ocultada pelo disco lunar, como se a Lua desse uma "dentada" no Sol, e, por isso, o eclipse é parcial.

No domingo, o céu parcialmente nublado, com "abertas", em Portugal, previsto pela meteorologia, não impede a observação do eclipse ao fim da manhã, período em que o fenómeno pode ser visto em território português, ainda que com muito pouca amplitude, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa.

Tanto o OAL como o Planetário do Porto, o Centro Ciência Viva de Constância e o Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra promovem, se o tempo ajudar, sessões gratuitas de observação com telescópios.

Segundo informação disponibilizada pelo Observatório Astronómico de Lisboa no seu portal, o eclipse parcial atinge em Portugal Continental o seu pico perto das 12h30 (+1h no Luxemburgo), mas somente com 2% a 5% do Sol a estar tapado pela Lua nas regiões Norte e Centro e 5% a 8% nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

No território continental, o fenómeno inicia-se depois das 11h30 e termina pouco depois das 13h. O eclipse será um pouco maior nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, com a ocultação do Sol a rondar os 21% a 23% e a durar duas horas, mais meia hora face ao continente.

Na Madeira, a maior fase do eclipse ocorrerá ao meio-dia e nos Açores perto das 11h (hora local). Nas ilhas o fenómeno começa cerca das 10h (Açores)/11h (Madeira) e acaba perto das 12h (Açores)/13h17 (Madeira). Um eclipse solar como o de domingo é considerado raro, e designado híbrido, porque, além de poder ser total ou parcial, também pode ser anular.

"Isto deve-se ao facto de a sombra projetada na superfície terrestre se aproximar da Lua à medida que o eclipse percorre a curvatura da Terra", esclareceu à agência Lusa o director do Departamento de Mediação Científica do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa, João Retrê.

Na África Equatorial, o fenómeno começa por ser anular (todo o disco da Lua encontra-se em frente ao disco do Sol, deixando à vista um anel de luz) para depois se tornar, nalguns pontos, total (o Sol está totalmente tapado pela Lua). Fenómeno bem visível em Cabo Verde Em São Tomé e Príncipe, mais de 90% do Sol estará tapado e, em Cabo Verde, sobretudo nas ilhas a sul (Brava, Fogo, Santiago e Maio), a ocultação será mais de 80%, de acordo com o site internet do Centro Ciência Viva de Constância.

Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa directamente entre a Terra e o Sol. A órbita da Lua em redor da Terra é elíptica, pelo que a distância face ao "planeta azul" varia constantemente. João Retrê explicou que o eclipse solar anular ocorre "se a Lua se encontrar num ponto da sua órbita mais distante da Terra e o seu diâmetro aparente será inferior ao do Sol, não cobrindo todo o seu disco", sendo possível "observar um pequeno anel de luz em torno da silhueta escura da Lua".

Em contrapartida, o eclipse solar será total se "a Lua se encontrar num ponto da sua órbita mais perto da Terra", sendo que "a sua silhueta pode cobrir todo o disco solar".

(este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt)

Astrónomos dizem que Kepler 78b é um planeta infernal

Representação de artista de Kepler 78b
O exoplaneta Kepler 78b é certamente um inferno com temperaturas que oscilam entre os 1.500 e os 3.000°C, mas para os astrónomos tem a característica particularmente interessante de possuir o tamanho e a composição rochosa muito semelhantes aos do nosso planeta.

É aliás o primeiro exoplaneta até hoje descoberto mais parecido com a Terra pela sua dimensão e composição. Kepler 78b é ligeiramente maior (1,2) do que a Terra.

Kepler 78b situa-se na constelação da Lira (no nosso céu nocturno), a cerca de 400 anos-luz da Terra.

Os cientistas consideram que este exoplaneta (planeta fora do nosso sistema solar) é quase um irmão gémeo da Terra, mas nunca será habitável pelo ser humano.  Por estar demasiado próximo da sua estrela, a sua superífice parece o inferno, comparam os astrónomos, à semelhança de planetas como Mercúrio ou Vénus.
 
Lançado em 2009 pela Nasa, o telescópio espacial Kepler descobriu, durante sua missão, biliões de candidatos possíveis entre os planetas rochosos.

No entanto, embora seja relativamente fácil determinar o seu tamanho, é muito mais difícil conhecer as suas características.

O planeta Kepler 78b é uma excepção à regra porque está em órbita muito perto da sua estrela - daí a sua temperatura infernal -, em torno do qual faz uma órbita completa em apenas oito horas e meia. Essa particularidade permitiu a duas equipas diferentes de astrónomos de observar o exoplaneta e calcular a sua massa, entre 1,69 e 1,86 vez a da Terra, segundo estudos publicados na quarta-feira na revista Nature.

Os cálculos dão ao planeta uma densidade quase idêntica à da Terra, ou seja, 5,5 gramas por centímetro cúbico. Essa densidade indica que Kepler 78b, assim como o planeta Terra, provavelmente é formado por rochas de ferro.

Embora no estado actual dos conhecimentos não haja nenhuma possibilidade de existir vida na sua superfície,  "Kepler 78b constitui um sinal animador para a busca de mundos habitáveis fora do nosso sistema solar", diz Drake Deming, astrónomo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, num comentário que não foi publicado na revista Nature.

Segundo Deming, a existência desse planeta hostil "tem pelo menos o mérito de mostrar que planetas extra-solares (ou exoplanetas) com uma constituição semelhante à da Terra não constituem um facto extraordinário" na Via Láctea (a nossa galáxia) e que é possível encontrar alguns com critérios mais compatíveis com alguma forma de vida.

Um dos objectivos dos astrónomos e astrofísicos é um dia encontrar uma segunda "Terra", um planeta tão semelhante ao nosso, que pode ter vida como a conhecemos. A busca faz-se diariamente entre milhões de exoplanetas presentes na galáxia. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Nasa publica vídeo sobre erupção solar gigante

A Nasa publicou no Youtube, na quinta-feira, as imagens impressionantes da última grande erupção solar, filmadas entre 29 e 30 de Setembro.

As erupções solares são ejecções de massa coronal do Sol, explosões que soltam plasma ionizado no espaço a uma velocidade de 850 km por segundo.

As erupções solares e a sua intensidade têm vindo a aumentar neste último ano já que o Sol começou um novo ciclo de actividade que vai atingir ainda neste ano de 2013 o seu máximo. Estes ciclos acontecem de 11 em 11 anos.

domingo, 27 de outubro de 2013

DD - Documentários ao Domingo : Como se formam os planetas?

Há oito planetas no nosso sistema solar, mas podem existir centenas de milhões só na nossa galáxia.

Os astrónomos já descobriram quase mil planetas desde meados dos anos 1990, mas este é apenas o começo que já chamam "a época dourada do descobrimento de planetas".

Já foram descobertos planetas tão próximos da sua estrela que não deveriam existir, planetas que orbitam duas estrelas e até um planeta-oceano. Mas como se formam os planetas, se todos se formam da mesma matéria e da mesma maneira?

Este documentário faz parte da mini-série "How the Universe Works" (temporada 1, episódio 5), que passou em 2010 no Discovery Channel.


sábado, 26 de outubro de 2013

"Gravity", de Alfonso Cuarón


À primeira vista, um filme sobre astronautas a trabalhar na ISS na órbita da Terra podia deixar pensar que nos iríamos aborrecer. É o que costuma acontecer a quem assiste aos diferidos das missões da Nasa, quando difundidas na televisão no Science ou no Discovery Channel.

Mas o filme é um bom compromisso entre realismo e entretenimento, graças ao talento do realizador Alfonso Cuarón e de actores como George Clonney e Sandra Bullock. Temos o astronauta veterano (Clooney), com as suas piadas que tentam aligeirar o perigo constante que é trabalhar no espaço, e temos a "rookie" (Bullock), que está a fazer o seu baptismo no vazio. Mas o realizador não parece interessado em explorar em profundidade as personagens, como se fossem meros actores secundários.

Uma das coisas que mais me impressionou foram os silêncios. Porque no espaço não havendo ar, não há som. Por vezes, o único ruído que o astronauta ouve é a sua própria respiração. Respirar também é uma palavra-chave neste filme. Nunca um "huit clos" claustrofóbico se desenrolou num espaço tão vasto e tão aberto. A sensação de podermos sufocar a cada segundo é permanente.

Ficamos também de respiração cortada quando o filme nos enche os olhos de imagens fantásticas, lindíssimas do nosso planeta, do contorno dos continentes nos oceanos, das montanhas que vistas de cima parecem baixos relevos, das nuvens brancas e imensas derivando, das cores intensas de que a nossa Terra é feita quando comparadas com o pano de fundo escuro, negro, sem luz e sem cor do espaço que a rodeia e de quão pequenos somos ao lado da imensidade da criação e do Universo.

Outro dos pontos positivos deste filme é que nos mostra que apesar de a corrida ao espaço ter começado há 60 anos, apesar de já termos construído uma estação internacional a orbitar em volta da Terra e de colocarmos diariamente em órbita satélites, ainda estamos muito longe de dominarmos completamente o voo espacial, somos ainda pioneiros de uma bela história por escrever, somos Vascos da Gama e Bartolomeus Dias que mal deixaram a praia, e as viagens intergalácticas, que nos parecem óbvias e fáceis porque assim nos habituou a ficção-científica, não o são e, muito pelo contrário, qualquer gesto em falso no vazio pode ser-nos fatal.

Uma das outras personagens importantes do filme é a que dá título à obra, a gravidade, que nos acompanha das "margens do oceano cósmico", como gostava de lhe chamar Carl Sagan, até às águas do lago na cena final do filme. No derradeiro instante, a personagem principal cede o grande plano à areia, à t(T)erra, à gravidade, que é afinal a verdadeira protagonista deste filme.

JLCorreia

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Descoberta a galáxia mais distante no universo

Imagem: Mosfire/Keck
Astrónomos norte-americanos descobriram a galáxia mais distante, até agora conhecida, cuja luz foi emitida quando o Universo apenas tinha 5% do que se pensa ser hoje a sua idade, ou seja quando era um "bebé Universo" com apenas 700 milhões de anos, já que segundo os cientistas o Big Bang teria ocorrido há cerca de 13.800 milhões de anos, divulgou quarta-feira a revista Nature.

Ou seja, na realidade aquela galáxia pode até já nem existir porque o que vemos é a luz que nos chega dela. Como essa luz demorou cerca de 13.100 milhões de anos a chegar até nós, actualmente o algomerado de estrelas pode até já nem existir.

A distância da galáxia, baptizada como z8-GND-5296, foi confirmada, de forma inédita, por um espectrógrafo, aparelho que faz o registo fotográfico de um espectro luminoso. A galáxia (conjunto de estrelas que pode ir do milhar ao bilião de estrelas) foi detectada entre 43 candidatas, através de imagens infravermelhas captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, com a sua distância a ser confirmada pelas observações realizadas com o espectrógrafo MOSFIRE do Telescópio Keck, no Havai.

A equipa de astrónomos liderada por Steven Finkelstein, da Universidade do Texas, e Dominik Riechers, da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, observou também que a galáxia tem uma taxa de formação de estrelas "surpreendentemente alta", 300 vezes por ano a massa do Sol, comparativamente com a da Via Láctea (a nossa galáxia), que forma anualmente entre duas a três estrelas.

Para Steven Finkelstein, "estas descobertas dão pistas sobre o nascimento do Universo e sugerem que este pode ter zonas com uma formação de estrelas mais intensa do que se pensava".

(Este artigo foi igualmente publicado no site www.wort.lu/pt)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Curiosity fotografou passagem da lua marciana Phobos à frente do Sol

O rover Curiosity está desde Agosto de 2012 em Marte e quando o terreno não apresenta novidades ou curiosidades a estudar, o controlo de missão na Terra, activa os comandos para que o rover-robot faça fotorgrafias do céu marciano.

Foi assim que chegaram recentemente fotos impressionantes da passagem de uma das luas de Marte, Phobos (a outra é Deimos), à fente do Sol, numa espécie de eclipse bizarra aos nossos olhos de terráqueos.

Quanto à actualidade marciana desta semana, está toda de olhos postos na activação, pela primeira vez em 14 meses, do piloto automático do Curiosity. O mecanismo denomina-se "autonav" e é idêntico ao do rover Opportunity, que está actualmente a explorar uma outra região de Marte.

A equipa da Nasa resvolveu testar o autonave do Curiosity e decidiu fazê-lo agora, depois de certificar-se que o terreno não apresentava surpresas ou perigos.

O rover pode escolher o seu itinerário entre os pontos de partida e de chegada fixados pela Nasa. O rover analisou as fotografias que já fez à região, estudou a geometria do terreno e escolheu um itinerário.

O interesse do autonav é o Curiosity explorar terreno sem que a missão de controlo na Terra tenha que analisar a região antes de cada trajecto poder ser percorrido pelo robot.

O objectivo dos 7 km de trajecto a percorrer em piloto automático é chegar ao sopé do Monte Sharp, num sítio denominado "Entry Point", o que deverá acontecer no final deste ano. 

O Curiosity encontra-se há dois meses a proximidades do Monte Sharp, a uma velocidade que nunca ultrapassa os 0,270 km/hora.

domingo, 20 de outubro de 2013

DD - Documentários ao Domingo: O futuro do nosso Sol

O episódio 8 da temporada 5 da série "The Universe" mostra como a anã amareal que é o nosso Sol vai evoluir, crescer e desaparecer.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Astrónomos observam planeta em formação a 337 anos-luz

Representação artística de um proto-planeta/Imagem: ESO
A estrela HD 100546 é uma anã castanha, situa-se a 337 anos-luz de nós e é uma recém-chegada na nossa galáxia.

Os astrónomos tinham já determinado no fim dos anos 1990 que a estrela tinha um exoplaneta (HD100546-A?), mas recentemente um novo corpo celeste foi descoberto no seu sistema solar nascente.


Trata-se de um proto-planeta, ou seja de um planeta em formação, que por enquanto não é mais do que uma esfera em solidificação, mas já com uma massa várias vezes a do nosso planeta. 

O novel planeta (HD100546-B?) está a nascer no meio dos discos de gases e poeiras da sua estrela, onde absorve matéria pela sua força de gravidade e acção de formação. Os astrónomos estimam que dentro de centenas de milhares de anos o proto-planeta deverá tornar-se uma gigante gasosa várias vezes maior do que Júpiter.

O exoplaneta foi fotografado ete ano por Sascha Quanz, da Escola Politécnica de Zurique, através do Very Large Telescope, da ESO, situado no Chile, e é a primeira verdadeira oportunidade de estudar a formação de planetas "ao vivo".

No nosso céu nocturno situa-se na Constelação da Musca (hemisfério Sul).

Veja a representação artística em vídeo.