terça-feira, 29 de outubro de 2013

Nasa publica vídeo sobre erupção solar gigante

A Nasa publicou no Youtube, na quinta-feira, as imagens impressionantes da última grande erupção solar, filmadas entre 29 e 30 de Setembro.

As erupções solares são ejecções de massa coronal do Sol, explosões que soltam plasma ionizado no espaço a uma velocidade de 850 km por segundo.

As erupções solares e a sua intensidade têm vindo a aumentar neste último ano já que o Sol começou um novo ciclo de actividade que vai atingir ainda neste ano de 2013 o seu máximo. Estes ciclos acontecem de 11 em 11 anos.

domingo, 27 de outubro de 2013

DD - Documentários ao Domingo : Como se formam os planetas?

Há oito planetas no nosso sistema solar, mas podem existir centenas de milhões só na nossa galáxia.

Os astrónomos já descobriram quase mil planetas desde meados dos anos 1990, mas este é apenas o começo que já chamam "a época dourada do descobrimento de planetas".

Já foram descobertos planetas tão próximos da sua estrela que não deveriam existir, planetas que orbitam duas estrelas e até um planeta-oceano. Mas como se formam os planetas, se todos se formam da mesma matéria e da mesma maneira?

Este documentário faz parte da mini-série "How the Universe Works" (temporada 1, episódio 5), que passou em 2010 no Discovery Channel.


sábado, 26 de outubro de 2013

"Gravity", de Alfonso Cuarón


À primeira vista, um filme sobre astronautas a trabalhar na ISS na órbita da Terra podia deixar pensar que nos iríamos aborrecer. É o que costuma acontecer a quem assiste aos diferidos das missões da Nasa, quando difundidas na televisão no Science ou no Discovery Channel.

Mas o filme é um bom compromisso entre realismo e entretenimento, graças ao talento do realizador Alfonso Cuarón e de actores como George Clonney e Sandra Bullock. Temos o astronauta veterano (Clooney), com as suas piadas que tentam aligeirar o perigo constante que é trabalhar no espaço, e temos a "rookie" (Bullock), que está a fazer o seu baptismo no vazio. Mas o realizador não parece interessado em explorar em profundidade as personagens, como se fossem meros actores secundários.

Uma das coisas que mais me impressionou foram os silêncios. Porque no espaço não havendo ar, não há som. Por vezes, o único ruído que o astronauta ouve é a sua própria respiração. Respirar também é uma palavra-chave neste filme. Nunca um "huit clos" claustrofóbico se desenrolou num espaço tão vasto e tão aberto. A sensação de podermos sufocar a cada segundo é permanente.

Ficamos também de respiração cortada quando o filme nos enche os olhos de imagens fantásticas, lindíssimas do nosso planeta, do contorno dos continentes nos oceanos, das montanhas que vistas de cima parecem baixos relevos, das nuvens brancas e imensas derivando, das cores intensas de que a nossa Terra é feita quando comparadas com o pano de fundo escuro, negro, sem luz e sem cor do espaço que a rodeia e de quão pequenos somos ao lado da imensidade da criação e do Universo.

Outro dos pontos positivos deste filme é que nos mostra que apesar de a corrida ao espaço ter começado há 60 anos, apesar de já termos construído uma estação internacional a orbitar em volta da Terra e de colocarmos diariamente em órbita satélites, ainda estamos muito longe de dominarmos completamente o voo espacial, somos ainda pioneiros de uma bela história por escrever, somos Vascos da Gama e Bartolomeus Dias que mal deixaram a praia, e as viagens intergalácticas, que nos parecem óbvias e fáceis porque assim nos habituou a ficção-científica, não o são e, muito pelo contrário, qualquer gesto em falso no vazio pode ser-nos fatal.

Uma das outras personagens importantes do filme é a que dá título à obra, a gravidade, que nos acompanha das "margens do oceano cósmico", como gostava de lhe chamar Carl Sagan, até às águas do lago na cena final do filme. No derradeiro instante, a personagem principal cede o grande plano à areia, à t(T)erra, à gravidade, que é afinal a verdadeira protagonista deste filme.

JLCorreia

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Descoberta a galáxia mais distante no universo

Imagem: Mosfire/Keck
Astrónomos norte-americanos descobriram a galáxia mais distante, até agora conhecida, cuja luz foi emitida quando o Universo apenas tinha 5% do que se pensa ser hoje a sua idade, ou seja quando era um "bebé Universo" com apenas 700 milhões de anos, já que segundo os cientistas o Big Bang teria ocorrido há cerca de 13.800 milhões de anos, divulgou quarta-feira a revista Nature.

Ou seja, na realidade aquela galáxia pode até já nem existir porque o que vemos é a luz que nos chega dela. Como essa luz demorou cerca de 13.100 milhões de anos a chegar até nós, actualmente o algomerado de estrelas pode até já nem existir.

A distância da galáxia, baptizada como z8-GND-5296, foi confirmada, de forma inédita, por um espectrógrafo, aparelho que faz o registo fotográfico de um espectro luminoso. A galáxia (conjunto de estrelas que pode ir do milhar ao bilião de estrelas) foi detectada entre 43 candidatas, através de imagens infravermelhas captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, com a sua distância a ser confirmada pelas observações realizadas com o espectrógrafo MOSFIRE do Telescópio Keck, no Havai.

A equipa de astrónomos liderada por Steven Finkelstein, da Universidade do Texas, e Dominik Riechers, da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, observou também que a galáxia tem uma taxa de formação de estrelas "surpreendentemente alta", 300 vezes por ano a massa do Sol, comparativamente com a da Via Láctea (a nossa galáxia), que forma anualmente entre duas a três estrelas.

Para Steven Finkelstein, "estas descobertas dão pistas sobre o nascimento do Universo e sugerem que este pode ter zonas com uma formação de estrelas mais intensa do que se pensava".

(Este artigo foi igualmente publicado no site www.wort.lu/pt)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Curiosity fotografou passagem da lua marciana Phobos à frente do Sol

O rover Curiosity está desde Agosto de 2012 em Marte e quando o terreno não apresenta novidades ou curiosidades a estudar, o controlo de missão na Terra, activa os comandos para que o rover-robot faça fotorgrafias do céu marciano.

Foi assim que chegaram recentemente fotos impressionantes da passagem de uma das luas de Marte, Phobos (a outra é Deimos), à fente do Sol, numa espécie de eclipse bizarra aos nossos olhos de terráqueos.

Quanto à actualidade marciana desta semana, está toda de olhos postos na activação, pela primeira vez em 14 meses, do piloto automático do Curiosity. O mecanismo denomina-se "autonav" e é idêntico ao do rover Opportunity, que está actualmente a explorar uma outra região de Marte.

A equipa da Nasa resvolveu testar o autonave do Curiosity e decidiu fazê-lo agora, depois de certificar-se que o terreno não apresentava surpresas ou perigos.

O rover pode escolher o seu itinerário entre os pontos de partida e de chegada fixados pela Nasa. O rover analisou as fotografias que já fez à região, estudou a geometria do terreno e escolheu um itinerário.

O interesse do autonav é o Curiosity explorar terreno sem que a missão de controlo na Terra tenha que analisar a região antes de cada trajecto poder ser percorrido pelo robot.

O objectivo dos 7 km de trajecto a percorrer em piloto automático é chegar ao sopé do Monte Sharp, num sítio denominado "Entry Point", o que deverá acontecer no final deste ano. 

O Curiosity encontra-se há dois meses a proximidades do Monte Sharp, a uma velocidade que nunca ultrapassa os 0,270 km/hora.

domingo, 20 de outubro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Astrónomos observam planeta em formação a 337 anos-luz

Representação artística de um proto-planeta/Imagem: ESO
A estrela HD 100546 é uma anã castanha, situa-se a 337 anos-luz de nós e é uma recém-chegada na nossa galáxia.

Os astrónomos tinham já determinado no fim dos anos 1990 que a estrela tinha um exoplaneta (HD100546-A?), mas recentemente um novo corpo celeste foi descoberto no seu sistema solar nascente.


Trata-se de um proto-planeta, ou seja de um planeta em formação, que por enquanto não é mais do que uma esfera em solidificação, mas já com uma massa várias vezes a do nosso planeta. 

O novel planeta (HD100546-B?) está a nascer no meio dos discos de gases e poeiras da sua estrela, onde absorve matéria pela sua força de gravidade e acção de formação. Os astrónomos estimam que dentro de centenas de milhares de anos o proto-planeta deverá tornar-se uma gigante gasosa várias vezes maior do que Júpiter.

O exoplaneta foi fotografado ete ano por Sascha Quanz, da Escola Politécnica de Zurique, através do Very Large Telescope, da ESO, situado no Chile, e é a primeira verdadeira oportunidade de estudar a formação de planetas "ao vivo".

No nosso céu nocturno situa-se na Constelação da Musca (hemisfério Sul).

Veja a representação artística em vídeo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Complexo de onde Neil Armstrong descolou para a Lua está à venda

O local de lançamento, de onde descolou a Missão Apolo 11, com Neil Armstrong a bordo, em direcção da Lua, em 1969, está à venda.

O complexo situa-se junto ao Centro Espacial Kennedy da Nasa, em Cabo Canaveral, na Flórida e custa 100 mil dólares mensais só em manutenção.

Quando a Nasa colocou o local à venda, esperava ficar aliviada dessas despesas até ao final de Setembro deste ano. Mas uma batalha entre dois milionários que querem comprar aquelas instalações está a dificultar a venda, já que cada um está a accionar os seus lóbis junto do congresso norte-americano.


Um deles é Elon Musk, proprietário da empresa SpaceX (Space Exploration Technologies, fundada em 2002), que pretende utilizar o complexo para lançar os seus foguteões Falcon para a estação espacial internacional (ISS), assegurando assim o abastecimento e o transporte de astronautas para a ISS, assegurando assim um proveitoso contrato com a Nasa.

Musk, que lançou a empresa de compra em linha Paypal e a fábrica de automóveis eléctricos Tesla Motors, quer construir uma base de lançamento no Texas. Mas enquanto a base texana visa os lançamentos comerciais, o complexo 39A serviria para os seus lançamentos sob contrato da Nasa.

Musk acusa o seu concorrente de nem sequer ter conseguido um voo orbital, enquanto que os seus Falcons já fizeram várias viagens à ISS, além de a SpaceXd ispor de uma carteira de mais de 50 clientes.

Por seu lado, Jeff Bezos, fundador da Amazon, quer adquirir a base de lançamento para a sua empresa Blue Origin. Esta empresa, fundada em 2000, está a trabalhar no fabrico de um vai-vem sub-orbital reutilizável (à semelhança do Space Shuttle), chamado "New Shepard". Uma nave fez um teste de voo em 2006 e um segundo aparelho foi testado em 2011.

Em Outubro do ano passado, ao saber que o complexo de lançamento tinha sido posto à venda, a Blue Origin protestou junto do Governo federal norte-americano, para que a sua oferta de compra da base fosse considerada em pé de igualdade com a SpaceX.

A Blue Origin tem atrás de si o apoio da Lockheed Martin e da Boeing, cujo monopólio no fabrico e venda ao Governo de aparelhos aéreos e satélites é disputado pela SpaceX.

O Serviço de Auditorias e Inquéritos Internos do Governo americano (GAO) vai discutir o assunto em 12 de Dezembro e deverá decidir a que empresa a Nasa pode vender o complexo 39A.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Primeiras imagens de televisão desde o espaço aconteceram há 45 anos

Faz hoje 45 anos que teve lugar a primeira emissão televisiva do espaço, a partir da nave espacial norte-americana Apollo VII.

Em 1968, a Apollo VII foi a nave de todas as estreias.

Apollo VII foi a primeira missão tripulada da Missão Apollo, bem como a primeira missão tripulada norte-americana com três astronautas, após a tragédia com a Apollo 1, em Janeiro de 1967.

A missão durou 11 dias e foi ainda a primeira a utilizar o potente foguetão Saturno, que viria a ser utilizado em todas as missões Apollo.

A Apolo VII serviu de vôo-teste para a viagem à Lua. Orbitou a Terra 163 vezes, testando os sistemas de suporte à vida, de controle e propulsão da nave.

Outra estreia, foi nesta missão que um dos astronautas, Walter Schirra, se tornou o primeiro e único astronauta da NASA a participar em todos os programas espaciais tripulados dos Estados Unidos até então, Mercury, Gemini e Apollo.
Donn Eisele, Walter Schirra, Walter Cunningham Foto: Nasa

Grasshoper pode vir a ser o sucessor do Space Shuttle

Desde que a Nasa deu por encerrado em 2011 o programa Space Shuttle, várias são as empresas que estão a tentar desenvolver uma nave que tenha as mesmas vantagens sem as devantagens do vai-vem: ir e voltar do espaço, mas sem os custos do Shuttle.

A SpaceX criou o Grasshoper, que voltou a testar na semana passada. Veja o vídeo.

Enquanto a maior parte das naves actualmente utilizadas para os voos orbitais largam os seus motores na alta atmosfera, o Grasshoper foi concebido pela empresa privada SpaceX para ser lançado até à órbita baixa da Terra e regressar intacto.

Pela sua concepção, o Grasshoper pode vir a ser o sucessor do Space Shuttle, cujo último voo aconteceu em Julho de 2011. O programa do vai-vem espacial Space Shuttle foi encerrado devido aos elevados custos que envolvia.

Os concpetores do Grasshoper prometem que este tem as mesmas vantagens do Shuttle - ir e voltar do espaço - sem as devantagens - os custos elevados.

A nave Grasshopper consiste num foguetão Falcon 9 (um primeiro andar para o combustível), um motor Merlin 1D, quatro pés em aço e alumínio para aterragem com sistema hidráulico, e uma estrutura de apoio em aço.

(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt)

domingo, 13 de outubro de 2013

sábado, 12 de outubro de 2013

Astrofísicos americanos boicotam conferência da NASA

Geoff Marcy é um dos cientistas que boicota a conferência Foto: Nasa
Astrofísicos norte-americanos decidiram boicotar uma importante conferência sobre astronomia da NASA em Novembro, em protesto contra a decisão de excluir a participação de investigadores chineses.

O boicote foi revelado pela imprensa britânica.

O professor de astronomia da Universidade da Califórnia, Geoff Marcy, disse esta semana à AFP que a exclusão dos cientistas chineses é "totalmente vergonhosa e contrária à ética".

"Não posso participar por razões de consciência numa conferência que discrimina, como esta faz", escreveu num e-mail dirigido aos organizadores do colóquio.

A conferência, que deverá decorrer entre 4 e 8 de Novembro, em Mountain View, na Calfórnia, vai tratar sobre a descoberta de exoplanetas com o telescópio americano Kepler.  "Esta conferência trata de planetas que estão a biliões de km, sem nenhum aspecto vinculado à segurança nacional", acrescentou Marcy.

A NASA rejeitou as inscrições de cientistas chineses para a conferência com base na lei de Março do Congresso que interdita todos os cidadãos chineses de entrar em edifícios da agência espacial, explicou à France Presse John Logsdon, da agência espacial norte-americana.

No entanto, o redactor da lei, o congressista republicano Frank Wolf explicou em carta aberta ao chefe da Nasa, Charles Bolden, que a agência espacial "interpretou mal" o diploma, que "não impõe nenhuma restrição sobre as actividades de cidadãos chineses, a menos que estes sejam representantes oficiais do governo", o que não é o caso dos astrofísicos convidados para a conferência da Nasa.

Quem vai ganhar este braço-de-ferro, os astrofísicos ou a Nasa?

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Morreu Scott Carpenter, o segundo astronauta a orbitar a Terra

Foto: Reuters
Scott Carpenter, segundo astronauta norte-americano a realizar uma órbita à Terra, em 1962, morreu na quinta-feira em Denver, capital do estado norte-americano do Colorado.

A mulher de Carpenter anunciou na quinta-feira ao jornal Vail Daily a morte do marido aos 88 anos, que se encontrava num hospício em Denver.

Com a morte de Carpenter, John Glenn é o único sobrevivente do Projecto Mercury, um programa espacial dos Estados Unidos, iniciado em 1959.

Carpenter foi um dos sete astronautas do Projecto Mercury e viajou no segundo voo à órbita da Terra, a 4 de Maio de 1962, pilotando a nave Aurora 7.

Na altura, estava no auge a guerra pela conquista do espaço entre Estados Unidos e a União Soviética. Em Abril de 1961, a União Soviética tinha enviado o cosmonauta Yuri Gagarin à órbita da Terra, que foi o primeiro homem a conseguir esse feito. Carpenter seria o segundo.

(Esta notícia foi igualmente publicada no site wort.lu/pt)
Scott Carpenter (fila da frente, primeiro à direita) fez parte da Missão Mercury. Nesta foto de 1962, Carpenter com o resto da equipa Mercury: (fila de trás, da esq.p/ a dta.: ) Alan Shepard, Virgil "Gus" Grissom e L. Gordon Cooper; (fila da frente, da esq.p/ a dta.:) Walter Schirra, Donald "Deke" Slayton, John Glenn e Scott Carpenter.
Foto: Reuters/Nasa

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Astrónomos descobrem planeta... perdido no espaço

Imagens: Institute for Astronomy/University of Hawaii
Astrónomos anunciaram ontem ter descoberto um exoplaneta solitário, flutuando sozinho no espaço e sem orbitar uma estrela.

O exoplaneta (exterior ao sistema solar), designado PSO J318.5-22, está apenas a 80 anos luz da Terra e tem seis vezes a massa de Júpiter. Imagem: Institute for Astronomy/University of Hawaii Formado há 12 milhões de anos, o planeta é considerado novo entre os seus pares. Em comparação, os cientistas estimam a idade da Terra em 4,5 mil milhões de anos.

“Nunca tínhamos visto antes um objecto a flutuar livremente no espaço com este aspecto. Tem todas as características dos jovens planetas descobertos ao redor de outras estrelas, mas vagueia completamente só”, disse o chefe da equipa de investigadores, Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Hawai, em Manoa.

“Questionei-me muitas vezes se estes objectos solitários existiriam e agora sabemos que sim”, afirmou. Os investigadores, cujo trabalho foi publicado no “Astrophysical Journal Letters”, acreditam que o novo planeta tenha uma massa mais leve do que os restantes corpos que flutuam livremente.

Durante a última década, os investigadores descobriram 987 planetas extrassolares, mas apenas meia-dúzia destes se observou directamente, já que muitos orbitam em torno de jovens estrelas a menos de 200 milhões de anos e emitem muita luz.

(Este artigo foi igualmente publicado no site wort.lu/pt )

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quer baptizar um planeta?

Já pensou em ser padrinho de um planeta ou de uma estrela? É o que propõe agora a União Astronómica Internacional (UAI).

Há actualmente cerca de 986 exoplanetas que foram já descobertos pelos astrónomos da Terra e centenas de estrelas sem nome.

Pouquíssimos astros têm nomes e a sua denominação é-lhe dada pelos cientistas que os descobrem. As estrelas têm frequentemente um número, ou o nome dos telescópios que os descobriram, e os exoplanetas "herdam" esse nome ou esse número, ao qual é depois acrescentada uma letra que significa em que ordem foram descobertos no sistema estelar do qual fazem parte.

Para dar um nome a uma estrela, um planeta, uma lua ou um astro basta enviar uma sugestão para o e-mail: iaupubli@iap.fr

A UAI propõe desde Agosto que os internautas lhe escrevam a sugerir nomes para astros que estão a ser descobertos.

Em Abril, a UAI publicou uma declaração em que anunciava que não reconhecia nenhum dos nomes propostos por sites e astrónomos amadores para exoplanetas.

Mas a UAI recebeu imensas reacções negativas, que diziam que a UAI também não era competente em arrogar-se a exclusividade e o monopólio de nomear planetas. Além disso, denunciavam, em 18 anos de descobertas de explanetas, a entidade nunca foi capaz de criar uma única regra para a numenclatura desses corpos celestes.

Em Agosto, a UAI fez marcha atrás na sua decisão, colocou uma morada email ao dispor dos internautas, e propõe agora nomear os exoplanetas com a ajuda destes. Em menos de dois meses recebeu já duas mil propostas provenientes de todo o mundo.

A UAI prometeu também criar o mais brevemente possível uma numenclatura oficial, com regras precisas, para a denominação de corpos celestes.

Os organismos que quiserem lançar uma campanha para baptizar um corpo celeste também o podem fazer, sob a égide da UAI.

Mas há critérios: a campanha não pode ter fins lucrativos, deve dirigir-se a todo o planeta (regra feita a pensar sobretudo em iniciativas americanas feitas a pensar na população doméstica),

A UAI e o Minor Planet Center definiram as regras para os nomes propostos:

- Não podem ter mais de 16 caracteres
- Devem ser, preferencialmnte, uma só palavra
- Não devem ser um insulto em nenhuma língua
- Devem ser pronunciáveis no máximo de línguas possível
- Não assemelhar-se demasiado com nomes já existentes
- Os nomes de animais domésticos é desaconselhado
- São proibídos os nomes comerciais, referências a eventos, personalidades ou lugares políticos ou militares

A UAI e o Minor Planet Center advertem que caso um nome seja aprovado, isso não retirará o nome científico ao planeta.

domingo, 6 de outubro de 2013

DD - Documentários ao Domingo : Como viver no espaço?

Uma vez conquistada a distância na nossa galáxia, como vamos viver no espaço? Em luas, asteróides, em bases subterrâneas ou em domos ou cúpulas?

O documentário de hoje propõe reflectir sobre esse futuro não muito distante.

É o episódio 7 da temporada 3 da série "The Universe".

sábado, 5 de outubro de 2013

Que tempo faz em Kepler 7b ?


Kepler 7b (à esquerda) em comparação com Júpiter (à direita)
A previsão do estado do tempo para os próximos dias no planeta Kepler 7b é tempo nublado, mas estável, a oeste, e tempo com boas abertas, a leste.

Os meteorologistas nem sempre acertam na previsão do estado do tempo no nosso planeta. Mas quando os exo-meteorologistas trabalham com astrónomos, tentam até entender qual vai ser o estado do tempo num planeta a mais de mil anos-luz de nós.

Uma equipa da Nasa e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) publicou esta semana no Astrophysical Journal Letters a cartografia das nuvens desse exoplaneta (exterior ao nosso sistema solar), que orbita em torno da estrela Kepler 7.

Esta é uma estrela semelhante ao nosso Sol (anã amarela), mas 84% maior e com 35% mais massa. No nosso céu nocturno, o astro situa-se na Constelação da Lira, mas, devido à sua distância, não é visível a olho nu.

Descoberto em Janeiro de 2010 pelo telescópio espacial que lhe dá o nome, Kepler 7b é um gigante gasoso do tipo do nosso Júpiter, que é o maior planeta do nosso sistema solar.

Kepler 7b tem o dobro do tamanho de Júpiter e uma órbita muito mais próxima da sua estrela (órbita de 5 dias) do que Júpiter do nosso Sol (órbita de 12 anos), o que os cientistas chamam de um "Hot Jupiter" (Júpiter Quente).

Este mapa da meteorologia de Kepler 7b mostra que as suas nuvens não são iguais às da Terra. Contrariamente às do nosso planeta, estas nuvens estão numa alta altitude e são praticamente imóveis, o que faz com que o tempo neste planeta seja espantosamente estável.

Kepler 7b tem, no entanto, menos massa que Júpiter e uma densidade tão baixa que poderia boiar num oceano. A temperatura do planeta é de 900°C.

A observação demorou três anos e foi feito pelos telescópios orbitais Kepler e Spitzer, ambos da Nasa.

Esta técnica vai agora ser utilizada para estudar a atmosfera noutros exoplanetas semelhantes à Terra.

Cientistas da Nasa tinham já calculado a temperatura em vários exoplanetas, mas esta é a primeira vez que são avistadas nuvens num planeta fora do nosso sistema solar.

As equipas da Nasa e do MIT explicam que os cientistas na Terra já não se contentam apenas de descobrir novos exoplanetas, agora tentam entender como são e funcionam.