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sábado, 6 de junho de 2015
Sonda euro-japonesa BepiColombo que vai estudar Mercúrio em 2024 tem tecnologia portuguesa
A sonda BepiColombo, cujo lançamento está previsto para Janeiro de 2017 e que tem como objectivo estudar Mercúrio, numa missão euro-nipónica, tem tecnologia portuguesa, da empresa Active Space Technologies.
A empresa lusa concebeu a mecânica e o isolamento térmico de um dos instrumentos. A Active Space Technologies, multinacional portuguesa especialista em tecnologia aeroespacial, esteve envolvida na concepção da estrutura do espectrómetro (instrumento óptico para medir as propriedades da luz numa determinada faixa do espectro electromagnético) que permitirá fazer a análise dos níveis de sódio da atmosfera do planeta.
O gestor de projectos da empresa, João Ricardo, explicou que foram usados materiais como alumínio e titânio para que o instrumento seja, ao mesmo tempo, leve e resistente, "sobreviva ao período de lançamento" e a "ciclos térmicos muito abruptos".
A sonda BepiColombo é um projecto das agências espaciais europeia ESA e japonesa JAXA e é composta por dois módulos, o Orbitador Planetário de Mercúrio, de desenho europeu, e o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio, de concepção nipónica.
O espectrómetro em cuja construção a Active Space Technologies, com sede em Coimbra, participa é um dos cinco instrumentos que compõem o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio. Enquanto o Orbitador Planetário de Mercúrio, que vai estar mais próximo do planeta, vai examinar a sua superfície, o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio, numa órbita mais excêntrica, vai estudar a magnetosfera.
A missão BepiColombo, assim designada em homenagem ao cientista italiano Giuseppe (Bepi) Colombo (1920-1984), que desenvolveu estudos sobre Mercúrio, é a primeira missão europeia ao planeta mais pequeno e mais próximo do Sol.
A nova data de lançamento foi apontada para 27 de Janeiro de 2017. O custo da missão está estimado em 1.200 milhões de euros. A agência espacial europeia, da qual Portugal é um dos países-membros, espera que a sonda chegue a Mercúrio em Janeiro de 2024 e explore o planeta durante pelo menos um ano terrestre (o equivalente a quatro anos mercurianos), enfrentando temperaturas que podem exceder os 350ºC.
A agência espacial norte-americana NASA teve a sonda Messenger na órbita de Mercúrio durante quatro anos, mas esta chegou ao fim da sua vida no final de Abril de 2015. Ler mais aqui
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Sonda Messenger revelou que Mercúrio tem gelo polar e agora vai mergulhar até à morte
Uma sonda da Nasa que orbitou o planeta Mercúrio durante os últimos quatro anos prepara-se para mergulhar na superfície do planeta no final deste mês, quando ficar sem combustível.
A sonda Messenger (sigla em inglês para "Superfície, Espaço, Ambiente, Geoquímica e Alinhamento de Mercúrio") vai terminar a sua missão, como previsto, por altura do dia 30 de Abril.
A missão da Messenger devia ter durado apenas um ano, mas como estava a funcionar bem e a enviar dados interessantes, a Nasa prolongou a sua vida ao máximo.
Crateras polares de Mercúrio podem conter água
A principal descoberta da sonda aconteceu em 2012, quando descobriu uma espessa camada de gelo nas regiões polares de Mercúrio, fornecendo "apoio convincente para a hipótese de que o planeta abriga abundante água congelada e outros materiais voláteis em crateras polares", explicou a Nasa.
"Pela primeira vez os cientistas começaram a ver claramente um capítulo na história de como os planetas internos, incluindo a Terra, adquiriram água e alguns dos blocos químicos de construção da vida", explicou a agência em comunicado.
Os cientistas acreditam que o planeta mais próximo do Sol provavelmente obteve a sua água quando cometas e asteróides voláteis ricos em materiais minerais colidiram com o planeta.
A sonda Messenger foi lançada em 2004 e viajou durante mais de seis anos antes de finalmente começar a orbitar Mercúrio em 18 de Março de 2011.
Uma vez que a sonda não tripulada for expelida do propulsor, deixa de ser capaz de compensar a gravidade e vai cair, atingindo o planeta a mais de 234,6 km/h, no lado do planeta oposto à Terra. Não são por isso esperadas imagens do impacto.
"Pela primeira vez na história temos um conhecimento real sobre o planeta Mercúrio, que nos mostra um mundo fascinante como parte de nosso sistema solar diversificado", disse John Grunsfeld, administrador associado da direcção de Missões Científicas da Nasa. A Nasa vai continuar a analisar os dados obtidos a partir da sonda durante os próximos anos.
A sonda Messenger (sigla em inglês para "Superfície, Espaço, Ambiente, Geoquímica e Alinhamento de Mercúrio") vai terminar a sua missão, como previsto, por altura do dia 30 de Abril.
A missão da Messenger devia ter durado apenas um ano, mas como estava a funcionar bem e a enviar dados interessantes, a Nasa prolongou a sua vida ao máximo.
Crateras polares de Mercúrio podem conter água
A principal descoberta da sonda aconteceu em 2012, quando descobriu uma espessa camada de gelo nas regiões polares de Mercúrio, fornecendo "apoio convincente para a hipótese de que o planeta abriga abundante água congelada e outros materiais voláteis em crateras polares", explicou a Nasa.
"Pela primeira vez os cientistas começaram a ver claramente um capítulo na história de como os planetas internos, incluindo a Terra, adquiriram água e alguns dos blocos químicos de construção da vida", explicou a agência em comunicado.
Os cientistas acreditam que o planeta mais próximo do Sol provavelmente obteve a sua água quando cometas e asteróides voláteis ricos em materiais minerais colidiram com o planeta.
A sonda Messenger foi lançada em 2004 e viajou durante mais de seis anos antes de finalmente começar a orbitar Mercúrio em 18 de Março de 2011.
Uma vez que a sonda não tripulada for expelida do propulsor, deixa de ser capaz de compensar a gravidade e vai cair, atingindo o planeta a mais de 234,6 km/h, no lado do planeta oposto à Terra. Não são por isso esperadas imagens do impacto.
"Pela primeira vez na história temos um conhecimento real sobre o planeta Mercúrio, que nos mostra um mundo fascinante como parte de nosso sistema solar diversificado", disse John Grunsfeld, administrador associado da direcção de Missões Científicas da Nasa. A Nasa vai continuar a analisar os dados obtidos a partir da sonda durante os próximos anos.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Lançamento da sonda europeia Solar Orbiter adiado para Outubro de 2018
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| O Solar Orbiter vai estudar o sol durante sete anos Imagem: ESA |
"A decisão de adiar o lançamento [inicialmente previsto para Julho de 2017] foi tomada de modo a assegurar que todos os objectivos científicos da missão sejam alcançados, sendo necessário para isso testar todas as componentes do sistema antes do envio da sonda para o local de lançamento", explicou o chefe do projecto, Philippe Kletzkine, num comunicado citado pela agência francesa AFP.
A Solar Orbiter, que será enviada para o espaço por um lançador fornecido pela NASA a partir de Cabo Canaveral, na Florida (EUA), vai demorar três anos e meio para chegar à sua órbita operacional em torno do Sol.
A sonda europeia estará mais próxima do Sol (a 43 milhões de quilómetros) do que Mercúrio está desta estrela, e vai recolher imagens e dados das regiões polares e da face do Sol que não é visível a partir da Terra.
Esta missão faz parte do programa Visão Cósmica 2015-2025 da ESA e tem uma duração prevista de sete anos, até 2025.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Chuva de meteoros na madrugada de sexta-feira, dia 3 de Janeiro de 2014
Na madrugada desta sexta-feira, dia 3 de Janeiro, tem lugar o pico de actividade da primeira chuva de meteoros do ano: as Quarantídas.
Se as condições meteorológicas o permitirem em lugares que sejam muito escuros será possível observar algumas dezenas de meteoros por hora. Estes meteoros parecem surgir de região do céu (o radiante) ocupada pela antiga constelação de Quadrans Muralis, daí o nome desta chuva de estrelas.
Actualmente esta parte do céu pertence à constelação do Boieiro. Nesta constelação destaca-se Arcturus, a quarta estrela mais brilhante do céu nocturno. Esta é uma estrela gigante alaranjada com 25,7 vezes o raio do Sol que, ao contrário deste, já terá esgotado todo o hidrogénio do seu núcleo.
Nesta região do firmamento encontramos outros objectos interessantes tais como Lambda Bootis, uma estrela com brilho variável e uma composição química peculiar (e por isso bastante estudada), e Épsilon Bootis um sistema estelar triplo. Este sistema estelar é composto por uma estrela amarela-alaranjada, outra azulada e ainda uma terceira estrela tão pouco brilhante que só é visível recorrendo a telescópios profissionais.
Durante a madrugada do dia 4 de Janeiro, a Terra atinge o seu periélio: o ponto da sua orbita mais próxima do Sol. Neste dia o planeta recebe mais 7% de energia do que fará no dia de maior afastamento do Sol (este ano a 3 de Julho).
No entanto tal diferença é pouco significativa em comparativamente à provocada pela variação da altura do Sol ao longo do ano, esta sim responsável pela existência de estações do ano.
Na noite de dia 5 Júpiter encontrar-se-á na direcção oposta à do Sol. Esta é dos períodos em que a Terra está mais perto de Júpiter.
Igualmente por estes dias encontramos Júpiter totalmente iluminado e, tal como sucede na Lua Cheia, iremos vê-lo bem alto no céu por volta da meia-noite. Assim esta é uma das melhores ocasiões para se observar Júpiter e as suas Luas.
A Lua Nova marcou o primeiro dia deste mês de Janeiro e marca também o penúltimo. O quarto crescente tem lugar na madrugada de dia 8, com a Lua na constelação dos Peixes. Na madrugada de dia 16 de Janeiro ocorre a Lua Cheia, com esta junto à constelação do Caranguejo.
Já uma semana depois (dia 23) a Lua irá passar entre o planeta Marte e a estrela Espiga da constelação da Virgem. Finalmente na madrugada de dia 24 dá-se o quarto minguante. Dia 29 a Lua estará a 2 graus a sul do planeta Vénus que, por estes dias, se apresenta como estrela da manhã. Dois dias depois Mercúrio atinge o seu maior afastamento do Sol. Ao apresentar-se 18 graus a Leste do nosso astro rei ele será visível ao anoitecer.
Fernando J.G. Pinheiro (CGUC) - Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva
Este artigo foi igualmente publicado em wort.lu/pt
Se as condições meteorológicas o permitirem em lugares que sejam muito escuros será possível observar algumas dezenas de meteoros por hora. Estes meteoros parecem surgir de região do céu (o radiante) ocupada pela antiga constelação de Quadrans Muralis, daí o nome desta chuva de estrelas.
Actualmente esta parte do céu pertence à constelação do Boieiro. Nesta constelação destaca-se Arcturus, a quarta estrela mais brilhante do céu nocturno. Esta é uma estrela gigante alaranjada com 25,7 vezes o raio do Sol que, ao contrário deste, já terá esgotado todo o hidrogénio do seu núcleo.
Nesta região do firmamento encontramos outros objectos interessantes tais como Lambda Bootis, uma estrela com brilho variável e uma composição química peculiar (e por isso bastante estudada), e Épsilon Bootis um sistema estelar triplo. Este sistema estelar é composto por uma estrela amarela-alaranjada, outra azulada e ainda uma terceira estrela tão pouco brilhante que só é visível recorrendo a telescópios profissionais.
Durante a madrugada do dia 4 de Janeiro, a Terra atinge o seu periélio: o ponto da sua orbita mais próxima do Sol. Neste dia o planeta recebe mais 7% de energia do que fará no dia de maior afastamento do Sol (este ano a 3 de Julho).
No entanto tal diferença é pouco significativa em comparativamente à provocada pela variação da altura do Sol ao longo do ano, esta sim responsável pela existência de estações do ano.
Na noite de dia 5 Júpiter encontrar-se-á na direcção oposta à do Sol. Esta é dos períodos em que a Terra está mais perto de Júpiter.
Igualmente por estes dias encontramos Júpiter totalmente iluminado e, tal como sucede na Lua Cheia, iremos vê-lo bem alto no céu por volta da meia-noite. Assim esta é uma das melhores ocasiões para se observar Júpiter e as suas Luas.A Lua Nova marcou o primeiro dia deste mês de Janeiro e marca também o penúltimo. O quarto crescente tem lugar na madrugada de dia 8, com a Lua na constelação dos Peixes. Na madrugada de dia 16 de Janeiro ocorre a Lua Cheia, com esta junto à constelação do Caranguejo.
Já uma semana depois (dia 23) a Lua irá passar entre o planeta Marte e a estrela Espiga da constelação da Virgem. Finalmente na madrugada de dia 24 dá-se o quarto minguante. Dia 29 a Lua estará a 2 graus a sul do planeta Vénus que, por estes dias, se apresenta como estrela da manhã. Dois dias depois Mercúrio atinge o seu maior afastamento do Sol. Ao apresentar-se 18 graus a Leste do nosso astro rei ele será visível ao anoitecer.
Fernando J.G. Pinheiro (CGUC) - Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva
Este artigo foi igualmente publicado em wort.lu/pt
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